Modelo de Redação: O suicídio entre os jovens brasileiros – Como enfrentar esse problema?

Modelo de Redação: O suicídio entre os jovens brasileiros – Como enfrentar esse problema?

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na semana 23 de 2017? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pela monitora Maria Carolina, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação. 


Quer saber como ficaria uma redação mediana sobre esse tema? Confira:

Na obra “Os sofrimentos do jovem Werther”, o protagonista encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não correspondido. Hoje, os jovens continuam encontrando no suicídio uma forma de libertação e, portanto, esse problema de saúde pública vem se alastrando ao longo dos séculos e torna-se crescente as taxas de suicídio, o que evidencia a urgência deste problema.

Em primeiro lugar, o suicídio é sempre consequência da depressão. Sabe-se que a depressão é uma tristeza, que faz com que o indivíduo se sinta desestimulado e com baixa autoestima e, entre os fatores que o induzem a isso, temos a presença do bullying nas escolas e os casos de homofobia àquele que se reconhecem como gays. Por isso, os jovens não se sentem compreendidos e sofrem com a depressão.

Não há a intervenção familiar. Isso faz com que alguns pais não se atentem aos problemas dos próprios filhos e ignorem-nos, tratando como se fosse uma frescura. Tal ação gera o desamparo nos jovens e há pessoas de má índole que usam a internet para atrair aqueles que se sentem fragilizados, como acontece no jogo online “Baleia Azul”. Assim, percebe-se a necessidade de um maior acompanhamento familiar e preventivo ao suicídio.

Nota-se que o suicídio se tornou um problema de saúde. Para alterar esse cenário, a OMS, em parceria com as escolas, deve promover treinamentos aos profissionais de educação. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente e o zelo. Além disso, a mídia também pode contribuir com campanhas publicitárias para reduzir o suicídio entre os jovens no Brasil.

Análise da redação

Introdução

Na obra “Os sofrimentos do jovem Werther”, o protagonista encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não correspondido. Hoje, os jovens continuam encontrando no suicídio uma forma de libertação e, portanto, esse problema de saúde pública vem se alastrando ao longo dos séculos e torna-se crescente as taxas de suicídio, o que evidencia a urgência deste problema.

Comentário:

Ao fazer alusão a uma obra literária, é interessante apresentar o nome do autor e, no caso em questão, a referência ao país, uma vez que o tema tenta restringir a abordagem para a questão dos jovens brasileiros. Além disso, faz-se preciso diferenciar o período de publicação da obra literária com os problemas contemporâneos, a fim de estabelecer, também, uma comparação histórica. Para enriquecer ainda mais o parágrafo de introdução, o candidato poderia aprofundar um pouco mais sobre a obra de Goethe, tentando vincular as ideias de forma mais detalhada à proposta temática e utilizar sinônimos para o termo “problema”.

Sugestão de reescritura:

Na obra literária alemã “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Goethe, o protagonista Werther encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não-correspondido. A temática da infelicidade fez com que parte do jovem público-leitor, no século XVIII, se sentisse representado pelos anseios do personagem e, inclusive, passassem a ver a morte como uma forma de libertação. Neste sentido, percebe-se que esse problema de saúde pública já se alastra ao longo dos séculos e hoje, no Brasil, a taxa de suicídio entre os jovens faz-se crescente, evidenciando a urgência de alteração deste cenário preocupante.

Desenvolvimento 1

Em primeiro lugar, o suicídio é sempre consequência da depressão. Sabe-se que a depressão é uma tristeza, que faz com que o indivíduo se sinta desestimulado e com baixa autoestima e, entre os fatores que o induzem a isso, temos a presença do bullying nas escolas e os casos de homofobia àquele que se reconhecem como gays. Por isso, os jovens não se sentem compreendidos e sofrem com a depressão.

Comentário:

O parágrafo de desenvolvimento apresenta tópico frasal, mas é preciso ter cuidado com o uso de advérbios que indiquem permanência ou negação, como “sempre” e “nunca”, pois não necessariamente o suicídio é induzido pela depressão e pode vir, inclusive, de um ato impulsivo de raiva ou desespero. Além disso, outro erro é falar que a depressão é uma tristeza, pois se trata de uma doença psíquica. Para aprofundar o caráter argumentativo, ainda, é preciso ao longo do texto estabelecer uma relação entre a depressão e o suicídio.

Sugestão de reescritura:

Em primeiro lugar, o suicídio é, por vezes, uma consequência de um quadro depressivo do indivíduo. Sabe-se que a depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos através dos neurônios, atuando para que o ser se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima. Entre os fatores sociais que induzem os adolescentes a essa doença, fazendo com que se sintam pressionados ou rejeitados, estão os casos de bullying nas escolas e as agressões verbais e físicas àqueles que se reconhecem como gays. Em virtude disso, quando essas pessoas se sentem incompreendidas e não têm o apoio de pessoas queridas, o suicídio lhes convém como uma escapatória às opressões que as rodeiam.

Desenvolvimento 2

Não há a intervenção familiar. Isso faz com que alguns pais não se atentem aos problemas dos próprios filhos e ignorem-nos, tratando como se fosse uma frescura. Tal ação gera o desamparo nos jovens e há pessoas de má índole que usam a internet para atrair aqueles que se sentem fragilizados, como acontece no jogo online “Baleia Azul”. Assim, percebe-se a necessidade de um maior acompanhamento familiar e preventivo ao suicídio.

Comentário:

Não há conectivos que interligam o tópico frasal ao parágrafo anterior, além disso, não há um aprofundamento sobre os argumentos apresentados, por exemplo, quais seriam os problemas vivenciados pelos próprios filhos? Como o jogo “Baleia Azul” atrai os jovens e qual é o seu objetivo? Essas informações precisam ser justificadas no texto, tal como, a inserção de elementos coesivos.

Sugestão de reescritura:

Outro fator alarmante é a ausência de intervenção familiar. Infelizmente, há pais que não se atentam às ações exercidas pelo próprio filho e são comuns os casos de jovens que se queixam com seus responsáveis sobre insatisfações e lamentos de seu cotidiano, mas o assunto é tido como “frescura” pela família. Tal reação gera a sensação de desamparo e, por conseguinte, pessoas de má índole encontram na internet uma forma de atrair esse público fragilizado ao ato suicida. Exemplo disso, foi a criação do jogo online “Baleia Azul”, em que um “curador” anônimo estabelece cinquenta desafios – dentre eles a automutilação – ao adolescente, sendo a última etapa, a retirada da própria vida. Vê-se, assim, a necessidade de um maior acompanhamento parental e preventivo ao suicídio.

Conclusão

Nota-se que o suicídio se tornou um problema de saúde. Para alterar esse cenário, a OMS, em parceria com as escolas, deve promover treinamentos aos profissionais de educação. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente e o zelo. Além disso, a mídia também pode contribuir com campanhas publicitárias para reduzir o suicídio entre os jovens no Brasil.

Comentário:

No parágrafo de conclusão, há a retomada da tese e a apresentação das propostas, mas sem o detalhamento necessário. Ocorre a repetição da expressão aditiva “além disso”, a ausência de conectores de valor semântico conclusivo e, na primeira proposta interventora, não há a explicação sobre a intenção do treinamento dos educadores e, tampouco, uma referência ao primeiro argumento debatido no texto: a questão da depressão. Por fim, seria interessante apresentar uma oração final de impacto, a fim de refletir sobre os benefícios da redução de atos suicidas entre os jovens.

Sugestão de reescritura:

Nota-se que o suicídio se tornou um problema de saúde pública no Brasil. Para alterar esse cenário, portanto, a OMS, junto às escolas, deve promover o treinamento de profissionais da educação para identificar tendências depressivas nos jovens e utilizarem as obras literárias que retratem o suicídio, como foi o caso da obra de Gothe, promovendo a reflexão e o alerta frente a esse emblema. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente e o zelo e; à mídia, cabe usufruir de seu poder persuasivo para campanhas de valorização à vida e o incentivo à procura de auxílio. Dessa forma, as taxas de suicídio amenizarão e construiremos uma sociedade mais empática.

25 TEMAS QUE PODEM CAIR NA SUA REDAÇÃO NO ENEM 2018

Redação Exemplar

Na obra literária alemã “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Goethe, o protagonista Werther encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não-correspondido. A temática da infelicidade fez com que parte do jovem público-leitor, no século XVIII, se sentisse representado pelos anseios do personagem e, inclusive, passassem a ver a morte como uma forma de libertação. Neste sentido, percebe-se que esse problema de saúde pública já se alastra ao longo dos séculos e hoje, no Brasil, a taxa de suicídio entre os jovens faz-se crescente, evidenciando a urgência de alteração deste cenário preocupante.

Em primeiro lugar, o suicídio é, por vezes, uma consequência de um quadro depressivo do indivíduo. Sabe-se que a depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos através dos neurônios, atuando para que o ser se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima. Entre os fatores sociais que induzem os adolescentes a essa doença, fazendo com que se sintam pressionados ou rejeitados, estão os casos de bullying nas escolas e as agressões verbais e físicas àqueles que se reconhecem como gays. Em virtude disso, quando essas pessoas se sentem incompreendidas e não têm o apoio de pessoas queridas, o suicídio lhes convém como uma escapatória às opressões que as rodeiam.

Outro fator alarmante é a ausência de intervenção familiar. Infelizmente, há pais que não se atentam às ações exercidas pelo próprio filho e são comuns os casos de jovens que se queixam com seus responsáveis sobre insatisfações e lamentos de seu cotidiano, mas o assunto é tido como “frescura” pela família. Tal reação gera a sensação de desamparo e, por conseguinte, pessoas de má índole encontram na internet uma forma de atrair esse público fragilizado ao ato suicida. Exemplo disso, foi a criação do jogo online “Baleia Azul”, em que um “curador” anônimo estabelece cinquenta desafios – dentre eles a automutilação – ao adolescente, sendo a última etapa, a retirada da própria vida. Vê-se, assim, a necessidade de um maior acompanhamento parental e preventivo ao suicídio.

Nota-se que o suicídio se tornou um problema de saúde pública no Brasil. Para alterar esse cenário, portanto, a OMS, junto às escolas, deve promover o treinamento de profissionais da educação para identificar tendências depressivas nos jovens e utilizarem as obras literárias que retratem o suicídio, como foi o caso da obra de Gothe, promovendo a reflexão e o alerta frente a esse emblema. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente e o zelo e; à mídia, cabe usufruir de seu poder persuasivo para campanhas de valorização à vida e o incentivo à procura de auxílio. Dessa forma, as taxas de suicídio amenizarão e construiremos uma sociedade mais empática.

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