Modelo de Redação: O preconceito linguístico e seus efeitos em discussão no Brasil

Modelo de Redação: O preconceito linguístico e seus efeitos em discussão no Brasil

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na semana 31? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pela monitora Bruna Saad, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação.

Veja aqui a coletânea de textos completa para este tema e faça já a sua redação: O preconceito linguístico e seus efeitos em discussão no Brasil.


Poliglotismo nacional

A língua é um dos principais instrumentos que sustentam a vida em sociedade, já que é responsável pela comunicação e interação entre os indivíduos. No entanto, ela também pode atuar de maneira negativa, sendo uma das ferramentas de segregação social. O preconceito linguístico, no Brasil, é muito evidente e, por isso, é preciso entender que há diversas variantes na língua, e uma não deveria ser mais prestigiada em relação às demais.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, embora todos os brasileiros sejam falantes da Língua Portuguesa, ela apresenta diversas particularidades no contexto regional, etário, social e histórico. Isso significa que a linguagem está em constante transformação, e os responsáveis pelas mudanças são os próprios falantes, independente de classe social ou nível de escolaridade. Nesse sentido, não se deve desconsiderar a gramática normativa e suas regras, já que ela serve como base para o sustento do idioma, mas sim admitir que todas as variações são inerentes à língua.

Além disso, é evidente que o fato de existir uma variante padrão faz com que as demais sejam desprestigiadas, gerando o preconceito linguístico. Esse tipo de preconceito – pouco discutido no Brasil – acentua ainda mais a desigualdade social no país, pois a língua está totalmente ligada à estrutura e aos valores da sociedade, e os falantes da norma culta são aqueles que apresentam maior nível de escolaridade e poder aquisitivo. Os indivíduos que sofrem discriminação linguística tendem a desenvolver problemas de sociabilidade e, até mesmo, psicológicos.

Fica claro, portanto, que a língua é um fator decisivo na exclusão social. Por isso, o preconceito linguístico deve ser admitido e combatido. Primeiramente, as escolas deveriam fazer uma abordagem mais aprofundada sobre esse tema, além de ensinar, nas aulas de Português, todas as variantes existentes na língua. A mídia deveria parar de estereotipar os personagens de acordo com a sua maneira de falar e poderia investir em campanhas que ajudem a desconstruir o preconceito linguístico. Afinal, ser um “bom” falante é ser poliglota na própria língua.

Continue estudando
Post do blog

Modelo de Redação: A violência escolar no Brasil

Modelo de Redação: A violência escolar no Brasil
artigo
Post do blog

Modelo de Redação: O suicídio entre os jovens brasileiros – Como enfrentar esse problema?

Modelo de Redação: O suicídio entre os jovens brasileiros – Como enfrentar esse problema?
artigo