Os ursos, por não apresentarem uma hibernação verdadeira, acordam por causa da presença de termogenina, uma proteína mitocondrial que impede a chegada dos prótons até a ATP sintetase, gerando calor. Esse calor é importante para aquecer o organismo, permitindo seu despertar.
SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed, 2009 (adaptado).
Animais de ambientes frios tendem a possuir uma maior quantidade de tecido adiposo marrom (multilocular) mesmo quando adultos, e neste tecido as etapas da respiração celular acabam sendo influenciadas com a ação da termogenina.
Na fosforilação oxidativa, há um fluxo de elétrons (prótons) pela membrana interna mitocondrial e, no final desse transporte, há ativação da enzima ATP sintase, que gera a energia na forma da molécula ATP.
Ao impedir a chegada de prótons para a ATP sintase, a termogenina também está impedindo a produção de ATP ao interferir diretamente o metabolismo da fosforilação oxidativa, porém a energia do sistema é dissipada na forma de calor, garantindo o aquecimento do corpo do urso e seu despertar.