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Humanismo

Neste vídeo o professor Pellizzari fala sobre uma das grandes características do novo pensamento moderno, o humanismo, traçando suas características e sua importância. Material: http://desconversa.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Materialdeapoioextensivo-historia-a-revolucao-cientifica.pdf

Renascimento Artístico

Reforma Protestante

Ptolomeu X Copérnico

Contrarreforma e Iluminismo

Questão 01 – ENEM PPL 2012

Questão 02 – ENEM 2011

A Revolução científica


Contexto


Desde a antiguidade, seja pela influência dos povos mesopotâmicos, egípcios ou greco-romanos, tentativas de observar o universo através de métodos racionais foram lançadas, levando ao surgimento de sistemas numéricos complexos, à criação de escritas, ao desenvolvimento de técnicas e tecnologias, à elaboração de modelos de classificação e outras inovações. No entanto, apesar da defesa aberta de uma visão cósmica racional já ser realizada pelos filósofos socráticos, a construção de uma ciência com metodologias e uma base sólida de análise do mundo se configurou apenas no século XVI, em um contexto de ruptura do pensamento renascentista com a mentalidade medieval. 

Portanto, primeiramente devemos destacar que a ideia de uma “idade das trevas”, sem produção intelectual, hoje é vista como uma noção superficial do período que, ao contrário do que já foi muito defendido, também apresenta suas inovações e uma rica construção de ideias e visões de mundo. No entanto, apesar dos mosteiros e monges católicos realizarem um papel importante na preservação de livros clássicos, nas escobertas científicas, na criação de universidades e na disseminação de conhecimentos pelo mundo, devemos compreender que a Idade Média foi marcada também por uma relação de dependência das ciências e da filosofia à teologia, sendo essa, por fim, a base de explicação do mundo. 

Logo, é apenas com o advento do período conhecido como Renascimento, marcado pelas características do humanismo, do antropocentrismo, do otimismo e do racionalismo que o pensamento europeu começa a se desvincular da lógica mística religiosa. Os renascentistas valorizavam mudanças nas próprias formas de expressar o mundo em suas artes, aplicando lógicas matemáticas, experimentos científicos e medidas proporcionais nas pinturas e esculturas que eram descobertos através de estudos rígidos, desenvolvendo em paralelo a própria medicina e as tecnologias da época. 

Ainda neste período, a reforma protestante, também mobilizada pelas ideias renascentistas de valorização do pensamento crítico e do humanismo proporcionou um desgaste do pensamento e da força católica no mundo. Os protestantes, além de discordarem de práticas da Igreja Católica também se manifestaram como defensores de um pensamento mais livre e de descobertas científicas que pudessem aproximar o homem de Deus. 

Por fim, apesar da onda de inovações técnicas, novas expressões artísticas e desenvolvimento científico que marcou o renascimento, ainda era necessário uma maior circulação desse conhecimento. Logo, por volta de 1439, Johannes Gutemberg revolucionou a imprensa europeia com a criação da prensa de tipos móveis, permitindo a produção em larga escala de livros, jornais, textos e panfletos. Com a prensa de Gutemberg a circulação de ideias e inovações se tornou cada vez mais ampla, impulsionando assim os pensamentos renascentistas, difundindo as descobertas científicas e até mesmo aprofundando a reforma protestante.

 

Os efeitos da revolução.

 

Um dos primeiros nomes a marcarem a Revolução Científica foi o de Nicolau Copérnico (1473 a 1543), cientista que vai se tornar fundamental para a ruptura com um pensamento que existia desde a antiguidade, defendendo o sistema solar com a Terra estática no centro do universo. Copérnico através do empirismo, de experiências e análises vai questionar o modelo existente e propor uma teoria heliocêntrica, ou seja, uma Terra que gira em torno do Sol, o centro do universo. 

Essa revolução copernicana na forma de entender o universo, tanto ao deslocar o Sol para o centro quanto pelo uso da matemática, da razão e do empirismo para construir seu pensamento foi fundamental para o desenvolvimento da Revolução Científica. Copérnico influenciou outros cientistas como Galileu Galilei (1564-1642) e Johannes Kepler (1571 – 1630), que resgataram seus textos e desenvolveram ainda mais as ideias de Copérnico, alcançando novas descobertas como as manchas solares, os anéis de saturno, a lei dos corpos, os satélites artificiais, as leis de Kepler e até mesmo inovações como a melhoria de telescópios e lentes. 

Outros cientistas do período também se destacaram com descobertas e publicações que valorizavam essa forma racional de ver o mundo, como René Descartes que, apesar de ser considerado um dos pioneiros da revolução científica ao desenvolver métodos matemáticos para compreender a natureza e o corpo humano, também foi acompanhado por outros nomes importantes. Logo, podemos destacar desenvolvendo a compreensão de fenômenos da natureza, através da física, o inglês Isaac Newton (1643-1727), ou através da biologia, com a relação entre micro-organismos e doenças, Louis Pasteur (1822 - 1895).