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Dá para passar em Medicina começando a estudar agora?

Você quer prestar vestibular para Medicina, mas percebe que já perdeu vários meses de estudo para o Enem e começa a pensar: “e agora? Será que dá para passar?”

🚀 COMECE A ESTUDAR AGORA 🚀 

Estamos aqui para te mostrar que, com esforço, foco e determinação, é sim possível! Para provar isso, trouxemos – além das nossas dicas fadonas de estudo! – depoimentos de ex-alunos do Descomplica, que passaram pelo mesmo dilema que você e hoje em dia são estudantes de algumas das melhores faculdades de Medicina do país 😀

Por onde começar o estudo para Medicina?

Prefiro seguir a ordem lógica da matéria, seguindo o que é dado no 1º, 2º e 3º ano do Ensino médio. Isso é importante para não deixar nada para trás e para ter a sequência organizada na cabeça quando precisar voltar e localizar o assunto de uma questão. A partir disso, tenha uma lista com todas as matérias que você for estudando, pois tão importante quanto aprender é rever e ter toda a matéria fresca no grande dia. Eu fazia sequências de revisões ao longo do ano.

Todo final de mês eu organizava listas para fazer ao longo do próximo mês sobre todo o conteúdo já visto. Se eu não lembrasse de algum assunto ou modo de resolver as questões, deveria voltar na teoria. Acredito que esse é um grande diferencial no estudo para vencer altas notas de corte, pois você deverá se lembrar de diversos detalhes que podem ser esquecidos ao longo do ano, conforme novos conteúdos aparecem – Sarah Schollmeier (UFRJ)

Conheça o tamanho do seu desafio

Sem um planejamento não existe realização. Tudo que se faz deve ter um roteiro, uma meta, um melhor caminho. Utilizei muito do Guia do Estudo Perfeito para planejar meus passos, técnica pomodoro, café e, claro, desde o início eu já tinha a Medicina como minha meta e sabia que era preciso ralar – Lucas Sudério (UEMG)

Ao começarmos a estudar, criamos um projeto – que, no caso, é passar em Medicina! – e assumimos determinados desafios em torno dele. Para conhecer a dimensão do seu desafio é preciso ter conhecimento, por exemplo, da pontuação necessária no Enem para ingressar no seu curso de escolha. A partir disso, você deve se programar durante o tempo que tem disponível para alcançar essa meta de pontos ou tentar superá-la. Mas como eu consigo alcançar isso? Estabeleça, por exemplo, metas de acertos na Redação e no número de questões de cada matéria!

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Estabeleça metas de curto prazo

As metas eram modificadas conforme o desempenho em cada matéria. Minha meta era atingir uma média de 90% de acertos por lista, sempre conferindo o gabarito para avaliar minhas dificuldades. Depois, eu tentava entender o porquê de cada erro.

Por outro lado, “eliminar a matéria” não é algo proveitoso. Isso se torna uma tendência a se livrar de algo o mais rápido possível, quando, na verdade o conteúdo com maior dificuldade não deve ser encerrado, podendo se prolongar por semanas até que se atinja a meta proposta. Aqui vai um exemplo: se eu não conseguisse vencer os 90% de acertos, incluía na minha agenda mais uma lista sobre o mesmo assunto para a próxima semana, até atingir essa marca. Algumas vezes, eu vencia de primeira. Outras, ficava semanas repetindo um mesmo assunto – Sarah Schollmeier (UFRJ)

Você já conhece o tamanho do seu desafio. Agora precisa atacá-lo! É nesse sentido que as metas de curto prazo te ajudam. Você não precisa estudar todas as matérias de uma vez, nem precisa fazer todas as listas de exercícios em um dia. Organize-se, dividindo tarefas grandes em partes menores. O seu ano precisa ser dividido em metas a serem alcançadas – diariamente, semanalmente e mensalmente.

Estabeleça objetivos que aumentem sua performance nos estudos, tipo estudar até acertar 30 exercícios seguidos. Você também pode usar sua rotina como lista de tarefas: anote essa lista no seu celular, utilizando o bloco de notas ou aplicativos, como Google Keep, Google Agenda, ou mesmo em uma agenda de papel.

Siga uma rotina de auto rendimento

Eu seguia uma rotina diária muito bem estabelecida. Acordava às 6h e ficava pronta para estudar às 7h (aqui eu tomava banho, café, navegava na internet, arrumava a casa…).  Na noite anterior eu já havia estabelecido o que eu deveria fazer nesse dia, embora eu não estabelecesse uma ordem. Por que? Porque eu sentia que quando eu precisava fazer alguma coisa, mas não estava com vontade de estudar matéria X ou Y, começava a procrastinar e atrasava todas as tarefas posteriores. Por isso, percebi que uma lista com itens a serem feitos naquele dia rendia muito mais.

Assim, eu cumpria minha lista de estudos conforme fosse fluindo. Inclusive, eu poderia trocar de matéria caso “travasse”, ou seja, esgotasse mentalmente para resolver determinada lista. Se você cansou de fazer questões, assista aula. Se cansou de ficar na frente do computador, leia o livro didático…

O que causa desorganização e “matéria atrasada” é deixar aquilo de lado ao longo de vários dias, ou terminar de qualquer jeito só para ter o tick na lista – Sarah Schollmeier (UFRJ)

É muito importante que você monte um cronograma de estudos e, para isso, você precisa conhecer sua rotina e definir quanto tempo você tem para estudar durante a semana. Depois de identificar quais são os horários em que você não pode estudar devido às suas obrigações  – trabalho, escola, tarefas de casa, almoço -, você deve ir organizando seu planejamento de acordo com as horas disponíveis para os estudos.

Ao definir os horários é importante que você seja o mais específico possível! Seja realista, considerando todos os seus compromissos: aulas ao vivo, comer, dormir, estudo, lazer, imprevistos… Com seu cronograma montado é fundamental que você siga sua rotina de estudos o máximo possível, considerando os exercícios, as metas a serem alcançadas e, é claro, o merecido descanso.

Planeje seu descanso

Ninguém é uma máquina de estudar! Por isso, adicione no seu cronograma períodos para descansar, além de separar outros momentos para o lazer. Esses períodos de descanso e lazer te ajudam a aliviar a pressão e a aprender melhor ao longo da semana. A dica aqui é treinamento intenso e relaxamento profundo!

Foco nas matérias específicas

As matérias específicas são aquelas que apresentam um maior peso na correção das provas, de acordo com seu curso. Então, você deve, claro, aprofundar seus estudos nessas matérias. Mas como? Fazer muitos exercícios e avaliar seu percentual de acertos já é um ótimo começo! É importante mensurar sua produção, descobrir o que você errou e onde precisa evoluir – esse diagnóstico tem como objetivo melhorar seu desempenhos nos estudos cada vez mais.

Se você estiver errando várias questões de uma matéria específica, não desanima não, viu? O erro faz parte do processo de aprendizagem e te ajuda a identificar os conteúdos em que você têm mais dificuldade e precisa treinar mais.

Seja um estudante ativo

Estudante ativo é aquele que está sempre em busca de algo para complementar, não fica só na doutrina que é passada, sempre está em busca de mais exercícios, mais conteúdo, vai às monitorias, tira dúvida, participa conscientemente do chat… – Julia Muniz (UFES)

Olha, ao meu ver, estudante ativo nem sempre é aquele que estuda muito,  mas sim aquele que não perde tempo. Não basta estudar muito, tem que saber o que está estudando, levando em consideração se realmente cai e se tem peso, criando metas reais a serem cumpridas, e claro, estudante ativo é aquele que não procrastina – Lucas Sudério (UEMG)

Ser estudante não é sinônimo de ser aluno e assistir à aula é diferente de estudar, ok? Ser estudante e estudar de fato significa ter uma postura ativa em relação ao que você está estudando: fazendo resumos com suas palavras, falando em voz alta, gravando áudios para ouvir enquanto caminha, ensinando o que aprendeu a outras pessoas… Essas são ótimas formas de fixar o conteúdo e também de revisar a matéria!

Resolva muitos exercícios

A prática de exercícios foi crucial para a minha aprovação. Lógico que eu tinha uma base teórica bem solidificada e, como tinha pouca dificuldade com isso, supria muito a minha carga horária com exercícios. É aí que você sabe realmente se aprendeu a matéria ou não e, para ajudar nisso, eu tinha um caderno de erros, onde anotava a questão que errei, o assunto, e procurava depois de um tempo estar refazendo essas questões para revisar e ver se aprendi o conteúdo mesmo. Além disso, eu estipulava que deveria dominar 80% dos exercícios no mínimo e, se eu não tivesse essa média, revia a teoria – Julia Muniz (UFES)

Para se preparar para o dia da prova nada melhor do que praticar, certo? É muito importante saber fazer o Enem e entender o que cada questão cobra de você. E você só consegue isso fazendo exercícios de edições anteriores do Exame e simulados – que são um bom jeito de conhecer como você irá se comportar durante a prova e também treinar sua velocidade para resolver as questões.

Não deixe dúvidas para trás!

As formas mais utilizadas por mim para tirar minhas dúvidas se resumiam em 3: assistir às aulas gravadas antes de assistir às aulas ao vivo – levando desde então comigo perguntas prontas para questionar na aba de Perguntas ou no chat do Descomplica; perguntar em um grupo de estudo que tinha no Whatsapp (com apenas 5 pessoas), e o mais importante, MONITORIAS! – Lucas Sudério (UEMG)

Se, enquanto você assistia à videoaula de uma matéria e produzia seu resumo sobre ela, surgiram dúvidas em alguns pontos, não deixe pra lá! As dúvidas não podem ficar acumuladas, você deve sempre procurar solucionar todas – voltando para a teoria, lendo um livro didático, consultando um professor da disciplina, perguntando no chat da aula ao vivo ou até para um amigo que tem mais facilidade com esse conteúdo!

Hora de praticar!

Depois de uma sabatina de dicas incríveis que nem essas, você deve estar animado para colocá-las em prática, né? 👀 Então não perca mais tempo e venha com a gente! Ainda dá tempo de começar a estudar do zero e conquistar aquela sonhada vaga na faculdade! <3