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Macunaíma completa 90 anos

Já falamos aqui sobre como o Enem se amarra em datas comemorativas! A bola da vez é Macunaíma, livro de Mário de Andrade que faz noventa anos em 2018. A obra é considerada o maior feito da carreira do escritor, inaugurando um movimento super importante na Literatura brasileira. Mas calma, sem spoilers! Vem conferir os principais fatos sobre esse assunto que podem dar as caras na sua prova.

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Tá, mas quem foi Mário de Andrade?

Escritor paulista nascido em 1896, Mário viajou ao norte do país no fim dos anos 20 e voltou de lá inspirado: se lançou na escrita usando o regionalismo, que utiliza expressões da língua falada de uma região específica. Sabe como no Sul as pessoas falam “tchê” e, em São Paulo, as pessoas dizem muito “meu”?

Pois é! Mário de Andrade foi um dos primeiros a unir a língua portuguesa culta com expressões do cotidiano, mudando a Literatura brasileira como era conhecida até então. Desse momento em diante, começa um novo movimento super importante na cena literária, chamado Modernismo.

E esse Modernismo aí?

Ele fala ou também braveja? Se você nunca ouviu falar sobre esse movimento, fica tranquilo que a gente te ajuda. Seguinte: o Modernismo foi um movimento que passou por várias mudanças, divididas em três fases. A primeira, que ocorre de 1922 a 1930, é conhecida por ser a mais radical, cheia de gírias, ironia e uma negação brusca do modo formal da escrita.

Já na segunda fase, que rolou entre as décadas de 30 até 1940, mais especificamente, 1945, o Modernismo já é visto como um movimento consolidado. Esse período retrata, principalmente, problemas sociais. Por fim, na terceira e última fase do movimento, a escrita se caracteriza pelo abandono de tudo aquilo que a primeira fase do Modernismo pregava. Os autores abordam assuntos como morte e envelhecimento.

A fascinação pelo “feio”

O Modernismo brasileiro marca a Literatura pela estranheza. Os autores experimentavam ao máximo a linguagem, pouco preocupados com o tradicionalismo na hora de escrever. Esse novo jeito de pensar se opõe com o Parnasianismo – movimento literário da mesma época que prezava pela estética da escrita.

Os poemas, por exemplo, tinham  métricas muito bem feitas e versos super rebuscados. Imagina abrir um livro em 1930 e encontrar expressões como “mexemendo”, “remuleava” e “tapanhumas”? Pois é! Até Monteiro Lobato ficou pistola das ideias com o Modernismo! Foi de mexemexer com as estruturas da Literatura brasileira! 😱

Como esse movimento surgiu no Brasil?

Alguns anos antes de Mário de Andrade lançar Macunaíma, um evento de grande importância marcou o início do Modernismo brasileiro: a Semana de Arte Moderna. A convenção foi realizada em 1922 por Anita Malfatti, artista plástica brasileira, Mário de Andrade e outros artistas.

Inspirados pelas vanguardas europeias – movimento da arte que inclui o Surrealismo, Futurismo e Barroco – a Semana de Arte Moderna fica conhecida como marco zero do movimento no Brasil. Esse assunto é queridinho dos vestibulares de Literatura, viu? Por isso, não esqueça de revisar esse conteúdo!

O primeiro herói sem caráter

Na história de Mário de Andrade, Macunaína é conhecido como “o herói de nossa gente”, ao mesmo tempo que é chamado de “herói sem nenhum caráter”. Essas duas características se relacionam quando pensamos no nacionalismo crítico, que busca apontar, de maneira satírica, questões sociais e políticas do Brasil nos anos 30.

Mário de Andrade chamou Macunaíma de “herói de nossa gente” porque era assim que ele via o Brasil: imoral, mau caráter e preguiçoso. Assim, nosso primeiro herói brasileiro não é nenhum Super-Homem ou Mulher Maravilha, mas quem reflete a nossa nação no começo do século XX.

Pesado, né? Mário de Andrade não estava para brincadeira! A ironia e a crítica são características muito presentes na obra do autor.

UHUL! Agora você já conhece os principais pontos sobre Macunaíma e sabe a importância da obra dentro da Literatura. Quer entender mais sobre o Modernismo? Vamos juntos aprender sobre esse movimento!