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Figura de linguagem: resumo para o Enem

Você já parou pra pensar na quantidade de figuras de linguagem que existem na Língua Portuguesa? SO-COR-RO! É coisa pra caramba, e tudo isso pode ser cobrado no Enem, mas, com um bom resumo, é possível entender tudo e memorizar o que cada uma significa.

Duvida de que seja possível? Com o Descomplica, nothing is impossibile, baby. Isso porque a gente faz um resumão de figuras de linguagem pra você, com mapa mental, vídeo e muito mais!

Vamos direto ao que interessa, então! A seguir, apresentamos as maravilhosas figuras de linguagem! 

Resumo sobre figuras de linguagem para o Enem

Pra começar, é preciso entender que temos diferentes figuras na Língua Portuguesa. São elas:

  • De palavras ou semântica;
  • De sintaxe ou construção;
  • De pensamento;
  • De som ou harmonia.

Em resumo, a figura de linguagem nada mais é do que uma forma de expressão que se distancia das regras da linguagem literal, denotativa. Ela pode assumir vários significados como quando, por exemplo, você fala:

Fulaninho é um tremendo cara de pau!

Aqui, obviamente, ele não tem um rosto feito de madeira. Você usou uma figura de linguagem para extrapolar o sentido original da frase, sacou?

Figuras de linguagem são amplamente utilizadas em textos literários, então, é preciso ficar de olho nelas!

Figuras de palavras ou semântica que caem no Enem

Comparação

Compara explicitamente dois termos, com conjunção comparativa.

O pensamento é como um diamante bruto (o pensamento é igual a um diamante bruto).

Metáfora

Trata-se de uma comparação implícita.

O amor é a luz na escuridão.

Aqui, o “amor” está sendo comparado à “luz”. Entretanto, não existe conjunção comparativa entre os dois termos. Está implícito apenas.

Outro exemplo legal é o poema A Rosa de Hiroshima de Vinícius de Moraes. Olha só:

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A antirrosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada

Aqui, a “rosa” à qual o eu lírico se refere, é uma metáfora para a bomba atômica.

Metonímia

Substituição de um termo por outro, desde que exista relação entre eles.

Decidi: vou ao médico amanhã!

(isto é: ir ao consultório do médico)

Ninguém fala mal da minha terra sem antes me pedir permissão.

(isto é: falar mal do país, estado ou cidade)

Este é um livro escrito a quatro mãos.

(isto é: escrito por duas pessoas.)

Era mais um camões incompreendido.

(isto é: ser mais um poeta incompreendido)

Catacrese 

Emprego inadequado de um termo devido à perda de seu sentido original.

O bico do bule estava sujo.

O pé da cadeira quebrou.

Perífrase ou antonomásia

Substituição de um termo por outro que o caracterize, como se fosse uma espécie de apelido.

O Boca do Inferno não tinha papas na língua. (Este era o apelido do poeta barroco Gregório de Matos).

Importante! A perífrase refere-se a coisas ou animais, mas a antonomásia refere-se a pessoas. 

Sinestesia

Combinação de dois ou mais sentidos (visão, olfato, audição, paladar e tato).

No doce caminho que percorri, ouvi cantarem os pássaros no calor da manhã.

A palavra “doce” aciona o paladar; o verbo “cantarem”, a audição; e o substantivo “calor”, o tato. 

Figuras de sintaxe ou construção que caem no Enem 

Elipse 

Ocultação de palavra ou expressão na estrutura do enunciado.

— Vou te ligar. Qual é o seu número?

Aqui, foi omitida a expressão “de telefone”: qual é o seu número de telefone?

Zeugma

É um tipo de elipse que omite um termo mencionado anteriormente.

Preferia os caminhos difíceis aos fáceis. (Não menciona novamente “caminhos”)

Anáfora

Repetição de uma ou mais palavras no início dos versos ou orações.

Eu não devo ter medo. Eu não devo parar. Eu não devo retroceder.

Pleonasmo

Uso de algum termo repetitivo, com o objetivo de enfatizar uma ideia.

— Vi a abdução com meus próprios olhos — ele afirmou. — Você precisa acreditar em mim!

Este recurso é usado para enfatizar uma ideia. Se isso não acontece, falamos de redundância, outra figura de linguagem.

Anacoluto

Falta de conexão sintática entre o início de uma frase e a sequência de ideias.

Aquele cantor não sei de quem você está falando.

Silepse

É uma concordância ideológica, e não com o termo expresso.

Silepse de gênero: a gente ficou chocado com o que aconteceu ontem. (Aqui, o enunciador é do gênero masculino e concorda com a ideia, não com o sujeito “a gente”)

Silepse de número: o povo exigiu uma satisfação, pois não suportavam mais aquele silêncio. (Em vez de concordar com “povo”, a frase concorda com a ideia, ou seja, eles/elas).

Silepse de pessoa: os policiais corremos grande perigo.

O enunciador coloca-se na categoria de policial, o que não ficaria evidente se ele fizesse a concordância gramaticalmente esperada.

Hipérbato

Inversão da ordem direta dos elementos de uma oração ou período, composta de sujeito, verbo, complemento ou predicativo.

Exemplo: as manifestações culturais brasileiras são muito valorizadas no exterior.

Sujeito: As manifestações culturais brasileiras.

Verbo: são.

Predicativo: valorizadas.

Com o hipérbato temos: Muito valorizadas são as manifestações culturais brasileiras no exterior. 

Polissíndeto

Repetição da conjunção “e”. 

E o cachorro latia, e corria, e babava em tudo que via pela frente. 

Figuras de pensamento que caem no Enem

Hipérbole

Exagero na frase.

Estava com tanto sono que quase morri. 

Minha barriga inchou tanto que parecia uma melancia.

Litotes

Afirmação feita por meio da negação do contrário.

Meu crush não é nada bonito, mas gosto dele mesmo assim.

Ao dizer “nada bonito”, a pessoa nega o adjetivo contrário a feio. 

Eufemismo

Termos agradáveis que amenizam uma declaração.

Segundo o juiz, a deputada faltou à verdade em seu depoimento.

“Faltou à verdade” substitui mentir, termo que daria uma entonação um pouco mais desagradável. 

Ironia

Sugerir o contrário do que se afirma.

A pontualidade daquele médico é britânica. Só esperei duas horas para ser atendido.

Prosopopeia

Personificação de seres irracionais ou coisas.

O lobo conversou com Chapeuzinho, e decidiram fazer as pazes.

Lobos não falam, né? (Pelo menos, achamos que não)

Antítese

Oposição entre palavras, expressões ou ideias.

O bem e o mal caminham de mãos dadas no coração humano.

Paradoxo ou oximoro

Antítese que expressa uma contradição.

Ninguém parecia ouvir, mas a menina gritava em silêncio.

Apóstrofe

Interrupção da frase para interpelar ou invocar.

Não podia acreditar, ó céus, que aquilo estava acontecendo.

Gradação

Sequência de ideias.

Ele era um porco, um jumento, um dinossauro. Impossível lidar com alguém assim. 

Figuras de som ou harmonia que caem no Enem

Aliteração: repetição de consoantes ou sílabas.

Minha mãe me mandou fazer o meu melhor. (Considerada um vício de linguagem)

Assonância

Repetição de vogais.

Por onde andam o amor e a dor do trovador? 

Onomatopeia

Palavra que traduz sonoridades.

O cocoricó se faz ouvir toda manhã.

O miau estava tristinho.

Paronomásia 

Uso de palavras parecidas, mas com significados distintos.

Depois que fiz a descrição do meu chefe, pedi discrição aos meus colegas de trabalho.

Ufaaa! Se você chegou até aqui, viu que é coisa pra caramba pra memorizar, né? Mas, como a gente é legal e tals, temos um super mapa mental de Figuras de Linguagem resumido pra você baixar! 

Vale a pena também assistir o vídeo abaixo! O Hormes vai te explicar as Figuras de Pensamento, Figuras de Palavras, Figuras de Construção e Figuras de Som e dar vários exemplos de figuras de linguagem.

Se você quiser saber um pouco mais sobre antítese, hipérbole, paradoxo, ironia, metáfora, metonímia, aliteração, entre outras coisas, é só dar o play!

Ah, e pra finalizar, aqui não tem ó figura de linguagem resumida não! Temos um curso preparatório para o Enem que pode te ajudar bastante na prova, viu?! Corre lá e da uma olhada!