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Como funcionam SiSu, ProUni e FIES. Entenda a diferença

A criação de alguns programas de financiamento estudantil e outros de acesso a universidades viabilizou, nos últimos anos, a formação de milhares de estudantes brasileiros. SiSu, ProUni e FIES são alguns deles e, se você pretende ter acesso a algum desses benefícios, é essencial compreender como funcionam.

Os programas federais de ampliação do acesso à graduação dão, anualmente, oportunidades a milhões de brasileiros de estudarem em universidades públicas e privadas. Entender cada um é, portanto, essencial para se candidatar ao que mais tem a ver com o seu perfil.

Como conseguir uma vaga no SiSu, ProUni ou FIES? A gente te ajuda a entender como cada um funciona. Dá uma olhada!

Semelhanças entre SiSu, ProUni e FIES

Antes de falarmos das diferenças, vamos entender o que o Sisu, o ProUni e o FIES têm em comum:

  • Ambos são programas do Governo Federal;
  • Foram criados para facilitar o acesso ao Ensino Superior no Brasil;
  • Beneficiam estudantes de todas as regiões do País;
  • São processos seletivos gratuitos;
  • Usam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério para classificar os candidatos.

Abordado o que é parecido, é hora de identificar as diferenças entre esses três programas governamentais, visto que eles têm objetivos distintos.

SiSu – Sistema de Seleção Unificada

O SiSu é utilizado para preencher vagas em universidades públicas utilizando a nota do Enem. Ele entra no lugar do vestibular em várias instituições públicas brasileiras, que, geralmente, reservam parte de suas vagas para esse processo.

Podem participar da seleção quem fez a última edição do Enem e obteve nota acima de zero na redação. Para cada curso, há uma nota mínima, que deve ser consultada no momento de fazer a inscrição.

Caso você seja selecionado, após preencher suas opções de curso entre as vagas disponíveis, é preciso levar os documentos e fazer a matrícula presencialmente na faculdade para garantir a vaga.

ProUni – Programa Universidade para Todos

O ProUni oferece bolsas de estudos parciais (50%) e integrais a estudantes de baixa renda em faculdades privadas.

Podem participar desse processo quem fez a edição mais recente do Enem e obteve pelo menos 450 pontos na média das provas objetivas, além, é claro, de não ter zerado a redação.

Outro ponto importante é a renda familiar. Ela não deve ser maior do que três salários mínimos por pessoa. O candidato também deve ter estudado o Ensino Médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada.

FIES – Financiamento Estudantil

O FIES é destinado a pessoas de baixa renda que precisam de ajuda para pagarem a mensalidade da faculdade particular. O financiamento considera fatores como a renda familiar e o comprometimento dessa renda com a mensalidade.

Quem fez o Enem a partir de 2010, obteve mais de 450 pontos na média das provas e não zerou a redação pode participar. Além disso, é preciso ter renda familiar bruta mensal de no máximo 2,5 salários mínimos por pessoa.

Feito pela internet, o cadastro no FIES tem diversas etapas, que incluem a apresentação de documentos para obter o financiamento no banco. O estudante só começa a pagar o curso até 18 meses depois de formado, com adição dos juros do financiamento, em boletos mensais.

E aí? Deu para entender melhor o funcionamento de cada programa? Agora é hora de escolher qual tem mais a ver com a sua necessidade e desempenho no Enem.

O governo abre, primeiramente, as inscrições para o SiSu. Caso o candidato não consiga, pode tentar o ProUni e, por último, o FIES.

Aula em vídeo: Cotas No SiSu, ProUni E FIES