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Como fazer financiamento estudantil?

O número de estudantes brasileiros inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou a subir em 2020. Mesmo em meio à pandemia do coronavírus e após 3 anos de queda. Neste ano foram mais de 5,783 milhões de inscritos contra 5,095 milhões em 2019.

Apesar de programas de bolsas universitárias federais, como o Programa Universidade para Todos (ProUNI) e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ajudarem diversos estudantes no ingresso às Universidades, o financiamento estudantil também é um facilitador para a obtenção do diploma e do crescimento profissional com ensino superior.

Veja neste post as principais dúvidas sobre crédito estudantil respondidas.

O que é financiamento estudantil?

O financiamento estudantil é uma modalidade crédito que possibilita a graduação de ensino superior. Com este produto o aluno pode começar e até terminar o curso, começando a quitar as parcelas após um determinado período. Dentre as opções de cursos que podem ser financiados estão:

  • Tecnólogo;
  • Bacharelado;
  • Licenciatura;
  • Pós-graduação;
  • MBA (Master of Business Administration);
  • Mestrado;
  • Doutorado;

Além disso, existem dois tipos de financiamento, que referem-se às instituições que concedem o crédito:

  • Financiamento estudantil público: no Brasil, o modelo governamental de crédito para estudantes é o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES);
  • Financiamento estudantil privado: além do FIES, também é possível abrir linhas de crédito para a educação superior em financeiras privadas;

Como funciona o FIES?

O FIES é um programa de crédito estudantil instituído durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 28 de maio de 1999. Com mais de 20 anos de atuação, o programa é gerido pelo Ministério da Educação (MEC) e administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB).

Por meio do FIES, o aluno pode completar o curso e começar a pagar pelo crédito após a conclusão dos estudos. Para participar do FIES, o estudante deve ter feito o Enem de acordo com os critérios:

  • Participação no Enem em alguma edição desde 2010;
  • Média das provas do Enem de 450 pontos mínimos;
  • Nota acima de 0 na redação;

Além disso, o aluno também deverá cumprir critérios de renda:

  • Renda mínima: 1 salário mínimo (R$ 1.045) por pessoa da família, que são os residentes do mesmo lar;
  • Renda máxima: 3 salários mínimos (R$ 3.135) por membro familiar;

O percentual mínimo de financiamento estudantil pelo programa federal é de 50%, e as mensalidades não podem ultrapassar R$ 7 mil. Os financiamentos parciais dependem da renda familiar. Em alguns casos, é necessário que o estudante possua um fiador para conseguir o crédito.

Qual é a taxa de juros do FIES?

O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou em janeiro de 2020 que seriam disponibilizadas 100 mil vagas do FIES com taxa de juros zero. Desta forma, o abatimento do crédito feito pelo estudante após o término do curso consideraria somente a correção pela inflação.

No Brasil, o medidor oficial da inflação é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de juros zero só pode ser adquirida por estudantes cuja renda familiar esteja entre um e três salários mínimos por pessoa.

O que é P-FIES?

O programa de taxa de juros zero mencionado anteriormente é uma das diretrizes do “Novo FIES”, programa de incentivo educacional desenvolvido pelo governo do ex-presidente da República Michel Temer (MDB).

Outra diretriz deste programa é a segmentação P-FIES. Assim, o FIES como um todo fica subdividido em três categorias:

  • Modalidade 1: para alunos de todo o Brasil com renda familiar entre 1 e 3 salários mínimos por membro;
  • Modalidade 2: para alunos do Centro-Oeste, Norte e Nordeste com renda familiar entre 1 e 5 salários mínimos por pessoa;
  • E a modalidade 3: para alunos de todo o Brasil com renda familiar entre 1 e 5 salários mínimos por membro;

Fazem parte do P-FIES as modalidades 2 e 3, que contam com 150 mil e 60 mil vagas, respectivamente. Este total de vagas é referente ao ano de 2020, conforme estipulado pelo CMN. Em suma, a variação entre FIES e P-FIES tem ligação com as diferenças de renda familiar. E foi uma forma que o governo encontrou para ampliar o programa às famílias com maior receita.

Qual é a taxa de juros do P-FIES?

O P-FIES conta com uma taxa de juros baseada na Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu em 2018 a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), também durante o governo Temer. Na prática, a TLP deve ficar próxima da inflação anual do País, o IPCA. Em 2019, o medidor encerrou em 4,31%.

Mas vale ressaltar que estes juros variam, tendo em vista que a modalidade 2 do P-FIES tem o crédito concedido por meio de fundos constitucionais das regiões contempladas.

Enquanto a modalidade 3 do governo é um crédito intermediário entre o público e o privado: ainda é gerido pelo MEC, mas é administrado por instituições financeiras privadas. Assim, para ter uma noção de qual será a taxa de juros do financiamento, é possível fazer uma simulação no site do FIES.

Como funciona o financiamento estudantil privado? 

O financiamento estudantil privado é muito similar ao FIES, tendo como as principais diferenças:

  • Taxas de juros;
  • Participação no Enem;

Para adquirir um crédito estudantil privado não é obrigatória a participação no Enem. De modo similar ao FIES, pode ser necessário um fiador para que o estudante consiga a abertura da linha de crédito.

E o financiamento também pode ser parcial ou integral. Dependendo dos termos de contratação, o crédito pode ser quitado enquanto o estudante ainda está cursando a formação profissional.

Qual é a taxa de juros do financiamento estudantil privado?

As taxas de juros variam bastante neste mercado, pois existem diversas instituições que oferecem este produto: dentre bancos, fintechs e financeiras.

Apesar de, no geral, não existirem regras de renda familiar para aquisição do financiamento estudantil, as instituições costumam realizar uma análise de crédito sobre o perfil do solicitante. Assim, para a aprovação do crédito e a definição da taxa de juros aplicada são levados em consideração fatores como:

  • Renda do solicitante;
  • Renda familiar;
  • Histórico de adimplência/inadimplência;
  • Histórico de residência;
  • Score;
  • Número de dependentes (se existirem);
  • Histórico de bens;
  • Histórico de cartões de crédito;
  • Etc;

Vale a pena fazer diferentes simulações de crédito estudantil, pois as taxas e propostas variam bastante de instituição para instituição.Outra opção para o estudante é fazer uma simulação em um buscador de crédito como a FinanZero, que conta com mais de 40 instituições financeiras cadastradas. Assim, com um único cadastro é possível obter até 10 propostas em 5 minutos após a finalização de preenchimento dos dados!