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4 memes que podem te ajudar a mandar bem na prova de Ciências Humanas

O Enem tá chegando – faltam menos de dois meses! A gente bem sabe que é difícil de segurar o nervosismo até os dias de prova. Tem muita gente que fica na dúvida se estuda até o último segundo ou se começa a desacelerar o ritmo. Se você está nessa, temos uma opção que pode ser uma boa: já pensou em estudar por memes?

Pois é, já tinha pensado nisso? Em geral, associamos os memes a formas de diversão no dia a dia. Mas, se pararmos para pensar, um meme nada mais é que uma imagem associada a uma ideia. E dá para fazer isso com matérias que caem no vestibular! Pensando nisso, chamamos uma galera que é craque no assunto para nos ajudar. O pessoal do História no Paint selecionou alguns memes que vão te ensinar sobre assuntos chave para a prova de Ciências Humanas! Saca só:

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Ciclos econômicos do Brasil

O conceito de ciclos econômicos nasceu no Brasil dos Anos 30, proposta pelo historiador econômico Roberto Simonsen. A idéia na época era que o próximo ‘ciclo’ seria o da industrialização. Hoje, o Brasil é um país industrializado e sabemos que em cada momento desse existiam vários outros produtos e não apenas um só. Ainda que ninguém mais hoje use esse termo dos ciclos econômicos, ele serve como uma lembrança didática sobre qual foi o principal produto do Brasil em cada época de sua história.

  • Século XVI: ao chegarem na costa brasileira, os navegadores portugueses não tardaram para começar o processo de extração e exportação de matérias primas que encontraram por aqui. A mais abundante delas era o Pau Brasil, uma árvore que tinha a madeira avermelhada – usada para produzir tinta da mesma cor. Inicialmente ela era trocada por ”escambo” com os índios e armazenadas em ”feitorias“.  O processo de venda do vegetal foi tão intenso que, hoje, praticamente não temos mais exemplares da espécie no Brasil.
  • Séculos XVI a XVIII: À medida que o processo de colonização avançou, os portugueses procuraram se fixar no Brasil. O principal produto que favoreceu essa colonização foi a cana de açúcar, sobretudo no nordeste. Já era produzida pelos portugueses em Açores e outras ilhas, mas no Brasil se generalizou. Além da própria cana em si, as grandes fazendas eram quase indústrias. As que contavam com um Engenho – máquinas sofisticadas movidas com a força de animais ou de escravos – conseguiam beneficiar a cana. Além disso, eram produzidos melaço, cachaça, rapadura e, sobretudo, açúcar que era exportado para a Europa, refinado e vendido por preços caríssimos. Este ciclo econômico foi tão proveitoso para o processo colonial que a capitania de Pernambuco chegou a ser a maior produtora mundial de açúcar.
  • Séculos  XVII – XVIII: diante da crise do ciclo açucareiro, Portugal procurou outras formas de exploração das províncias brasileiras. Os bandeirantes paulistas começaram a receber incentivos da coroa para fazer expedições para o interior do Brasil a procura de metais preciosos. Depois de mais de um século de buscas, teve início a “corrida pelo ouro”. As expedições tornaram-se mais frequentes e avançaram Brasil adentro, explorando a região “das Minas Gerais”, mas também os lugares onde hoje ficam Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rondônia e o interior do Maranhão. Mesmo nesse período a cana de açúcar, permaneceu importante.
  • Século XIX e XX: O Vale do Paraíba ganhou importância como grande produtor de Café depois de um ciclo de alta cotação do produto na Europa. Mais tarde, na década de 1840, os EUA se tornaria nosso principal mercado consumidor. O café movimentou a economia brasileira por mais 100 anos e foi crucial para o desenvolvimento de centros urbanos na região sudeste.
  • Século XXI: Diante da série de desafios que a economia do nosso país enfrenta, nosso mais popular produto de exportação são os memes – produzidos pela extrema criatividade do povo brasileiro.

O Brasil não conhece limites – literalmente

O território da América do Sul foi partilhado entre portugueses e espanhóis quando estes chegaram ao nosso continente. Mediadas pelo Papa, as monarquias ibéricas concordaram em dividir o mundo atlântico no que ficou conhecido na História como o “Tratado de Tordesilhas” (1494). Mais tarde dividiria também o Pacífico pela Convenção de Saragoza (1529).

Por desconhecimento de que aqui havia tantas terras, os portugueses aceitaram uma linha que hoje representa cerca de apenas 30% do Brasil. Quando os espanhóis descobriram ouro e Prata no que hoje é a Bolívia, a coroa portuguesa ficou com ciúmes e decidiu estimular expedições exploratórias para o interior do Brasil. Essas “Entradas” ou “bandeiras” feitas, principalmente, a partir de SP, tinham inicialmente por objetivo capturar escravos, mas foram tão eficientes que o Brasil ocupou mais de 50% do território total da América do Sul. Ou seja, não temos limites desde sempre.

O Plano Marshall

Esta vai para os amantes de Netflix! O meme brinca com o nome do personagem da série “How I Met Your Mother”, Marshall, e o plano econômico norte-americano pensado em reconstruir os países europeus ocidentais no momento pós-Segunda Guerra Mundial. O Plano Marshall – ou Plano de Recuperação Europeia – funcionou entre 1947 e 1951. Durante esse período, 18 bilhões de dólares americanos foram convertidos em obras no setores de transporte, indústria, agricultura e alimentos. Além disso, por conta do programa, foram criados a Administração de Cooperação Econômica, pelos EUA, e a Organização Europeia de Cooperação Econômica (OECD) – órgãos públicos de gestão de recursos financeiros. Mas por que os EUA “deram” tanta grana para os Europeus? Porque morriam de medo da influência do comunismo soviético que, na época, estava com muito prestígio por ter sido o “exército vermelho” o principal instrumento para a derrota dos nazistas na guerra. E não é que funcionou?

Estado Novo

Entre os anos de 1937 e 1954, a história brasileira foi marcada pelo período do Estado Novo. A Constituição elaborada em 1934 previa uma série de mudanças positivas para a política brasileira: voto universal e secreto, incluindo o direito às mulheres, alternância de poder e liberdade de expressão, para citar alguns. Ela tinha sido inspirada na constituição de esquerda da República de Weimar (Alemanha). Entrou em vigor justamente no ano em que sua musa inspiradora, a constituição alemã, era rasgada e anulada por Adolf Hitler. Não era um início promissor e o autoritarismo faria escola por aqui também.

Getúlio Vargas, que havia chegado ao poder na Revolução de 1930, foi eleito indiretamente pela Constituinte para continuar presidente de 1934 a 1938. A Constituição de 1934 também não previa reeleições. Porém, no final de 1937, com eleições já marcadas, Getúlio Vargas deu um golpe de estado e instalou uma ditadura no país que durou até meados dos anos 50. A justificativa da política é que “iria proteger o país de uma ameaça comunista” se valendo de um documento forjado que assustava a população, sugerindo a iminência de um golpe comunista: o plano Cohen. Tinha início o Estado Novo (1937-45).

Curtiram? Também tem formas divertidas de assimilar a matéria? Toda forma agora é válida para aprender a matéria nesta reta final! Vamos juntos, rumo à aprovação? 😉