Netflix e concurseiro: uma história de amor que dá certo

Há quem diga que uma história de amor entre lazer com os estudos nunca deu certo. Porém, hoje eu vim mostrar que esse encontro tem tudo para dar ‘match!’.

Confira a seguir algumas dicas de filmes que estão no catálogo da Netflix e que poderão te ajudar a fixar as matérias presentes no mundo do Direito. Venha com a gente, concurseiro!

1Doze anos de escravidão

Doze anos de escravidão. Steve McQueen (II).
Disney, 2014.

Começamos a nossa lista com um dos melhores filmes que retrata a escravidão no sul e no norte das treze colônias. Doze anos de escravidão é um filme com cenas fortes, que retratam bem a realidade passada, e mostra a luta dos negros que, ainda no Brasil, perseveram para conquistar o seu papel na sociedade.

Vale lembrar que, na Constituição Federal de 1988, o racismo é um crime inafiançável e imprescritível segundo o artigo 5º,XLII da CRFB/88.

2O menino que descobriu o vento

O menino que descobriu o vento. Chiwetel Ejiofor. Netflix, 2019

Os filmes produzidos pela Netflix são uma opção para conseguir ver estreias na televisão da própria casa. Uma das grandes apostas da produtora foi ‘O menino que descobriu o vento’. A história retrata um garoto inteligentíssimo, autodidata, que descobriu um método de criar energia eólica no meio das terras secas do Malawi, de modo a garantir a irrigação das colheitas e a sobrevivência de uma população faminta.

O diretor, Chiwetel Ejiofor, faz desse caso real um exemplo sobre a importância dos estudos, da ecologia, de políticas humanitárias e do senso de comunidade. Em outras palavras, o garoto é instrumentalizado para caber dentro do formato narrativo e moral de uma fábula. Ele não representa a si mesmo, e sim algo muito maior: a importância das escolas, da união, da luta contra as opressões e do respeito ao próximo.

Em nosso texto constitucional, o tema de direitos e garantias fundamentais que estão descritos no Título II da CF, do art. 5º ao 17.

3McFarland dos EUA

McFarland dos EUA. Niki Caro. Disney, 2015

A questão dos imigrantes não poderia ficar de fora da nossa lista. O filme ‘McFarland dos EUA’ é uma das histórias que faz lágrimas descerem pelo rosto. O enredo mostra como a tônica da xenofobia está presente em todos continentes.

O filme retrata a história de um treinador que fica sem alternativa depois da sua demissão, aceitando dar aulas na pobre e distante cidade McFarland, localizada no estado da Califórnia, EUA. A cidade é um reduto de descendentes mexicanos, e seus jovens não se dão bem com beisebol, um esporte típico estadunidense. O treinador Jim, interpretado por Kevin Costner, vê um novo esporte para os meninos: o cross-country.

Os meninos, que antes eram rejeitados e esquecidos pelo governo americano, tornam-se grandes ícones da modalidade do cross-country. Talvez só precisassem de um líder que os mostrasse um novo caminho, e não que eles fossem encaixados numa forma do jovem esportista americano.

Vale lembrar da importância dos Direitos Humanos mostrando a sua universalidade e garantias como cooperação internacional social. Os imigrantes, mesmo não permanecendo no seu Estado de origem, devem possuir condições que lhes proporcionem estabilidade e bem estar.

Aproveitando o momento, frisa-se que, em relação aos estudos a questão dos Direitos Humanos, a Carta da ONU pode se encaixar aqui, pois a cooperação internacional social é expressa em seu Capítulo IX. Não deviam os jovens ter que esperar por uma pessoa que lhes ajudasse, mas sim ter condições de viver com dignidade como algo que lhes compete naturalmente.

Nessa esteira, é bom conhecer a Agência para Refugiados (ACNUR), que trabalha intensamente para proteger e ajudar os refugiados. Seu objetivo final é de encontrar soluções que lhes permitam reconstruir suas vidas.

O conhecimento dessas questões do Direito Internacional é essencial, pois elas percorrem todo o mundo. Um exemplo no caso brasileiro são os venezuelanos refugiados que se encontram na fronteira do Norte do Brasil.

4Selma – Uma luta pela igualdade

Selma – uma luta pela igualdade.
Ava DuVernay. Disney, 2015

‘Selma – Uma lute pela igualdade” é um icônico filme que trata do movimento pacífico de Martin Luther King Jr. contra a lei da segregação racial e pela defesa dos direitos civis da população negra norte-americana. Uma campanha perigosa e assustadora, que culminou com a marcha épica de Selma a Montgomery.

Lutas fazem parte também do cenário brasileiro. Isso remete ao Direito Civil, no que tange à capacidade de fato e de direito dos absolutamente incapazes e dos relativamente incapazes.

Selma é um filme que faz refletir além do direito mostrando a vida de luta das pessoas negras. No Brasil, vale refletir sobre a questão da política de cotas e como ela é importante. Vale muito a pena ver o filme! <3

5Annie

Annie. Will Gluck. Sony Pictures, 2015.

Para quem ama um musical fofo e dramático, nós temos o filme ‘Annie’. É bem cantante, vou, fica o aviso!

A história é assim: a pequena Annie vive num orfanato comandado por uma governanta péssima, uma verdadeira megera. Sua sorte muda quando ela é escolhida para passar uns dias na casa do milionário e político Oliver Warbucks e acaba conquistando todos os funcionários. Ao longo do filme, a menina é usada como estratégia política na campanha eleitoral do homem.

No que tange ao conteúdo jurídico, o tema da adoção é mencionado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujo site traz um passo a passo interessante e didático para o processo de adoção.

Falando rapidamente sobre Direito Constitucional, é mega importante lembrar que o Conselho Nacional de Justiça foi criado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004 e instalado em 14 de junho de 2005, nos termos do art. 103-B da Constituição Federal. Trata-se de um órgão do Poder Judiciário com sede em Brasília/DF e atuação em todo o território nacional.

6As branquelas

As branquelas. Keenen Ivory Wayans.
Revolution studios, 2004

Um filme atemporal de sessão da tarde, e que provavelmente que todo mundo já viu pelo menos duas vezes na vida: ‘As branquelas’.

A história é sobre dois agentes do FBI que não andam com muito prestígio no trabalho e decidem ingressar numa nova aventura: fazer a seguranças das irmãs Wilson. O problema surge quando acontece um incidente e os policiais decidem se passar pelas jovens para descobrir quem está planejando sequestrá-las.

Com isso, podemos discutir sobre a diferença entre falsidade ideológica ou falsidade de identidade. Falsidade ideológica, ao contrário do que muitos imaginam, não se ilustra em se passar por outra pessoa, e sim em adulterar documentos, públicos ou particulares, com o propósito de obter vantagem pra si ou para outrem, ou ainda para prejudicar terceiros, criando obrigações ou alterações de fatos juridicamente relevantes.

Já a falsa identidade ocorre quando a fraude passa de algo documental ou ideológico para pessoal: iludir alguém a respeito da própria identidade de terceiro, para obter vantagem ou causar-lhe dano.

Há tempo para todas as coisas !

Assim como é bom ter as matérias em dia nos estudos, é bom também manter o lazer em dia. Cuide de sua saúde mental, ela é super importante para a caminhada do concurseiro.

Continue com a gente do TSC! Nos vemos mais vezes.

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