Felizmente, as respostas aparecem durante o carnaval

Já ouviram falar que, às vezes, para solucionar um problema difícil é preciso se afastar para resolvê-lo? Pois bem, foi o que aconteceu comigo nesse carnaval.

Depois do concurso do MPU, aproveitei meus conhecimentos para me preparar para o TRF da 3a Região. Afinal, havia rumores de que aconteceria concurso público este ano. Ocorre que o cenário se modificou e o referido Tribunal decidiu que provavelmente aproveitará o cadastro de reserva de aprovados do TRE-SP. Isso é ótimo para quem está na lista de aprovados.

E surgiu-me a dúvida de quando o concurso haveria de acontecer novamente. E eu sentia que precisava decidir para onde meu foco iria, pois não posso perder tempo. Se tenho a oportunidade de estudar, preciso ser grata e aproveitá-la. Comecei a me sentir agastada com esta indefinição.

Pois bem, como não estou com edital aberto ou em reta final para nenhum certame, viajei. Afinal, não estava conseguindo render muito nos estudos. Estes questionamentos estavam subtraindo a minha concentração.

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Fiz um pequeno sacrifício financeiro e fui viajar de ônibus para descansar durante o carnaval no Espírito Santo, na casa de uma tia. Aliás, fica o estímulo de estudar bastante para poder ter dinheiro e, assim, viajar de avião após a posse. Foi dureza enfrentar 8 (oito) horas sentada no ônibus. Fiquei moída (risos).

Lá, em um dos dias de passeio, fui conhecer um convento que ficava no alto da cidade de Vila Velha. Foi uma caminhada e tanto para chegar lá em cima! Só que valeu a pena, pois a vista é incrível.

Ao olhar para baixo, tudo passou a fazer sentido para mim. Sabe quando você se sente maior que os arranha-céus da cidade? Foi assim que me senti. Lá do alto, meus pensamentos, sem que eu houvesse planejado isso, começaram a se reorganizar.

Assim que as peças do grande quebra-cabeça da minha vida começaram a se encaixar, ganhei coragem para fazer algumas escolhas. Senti confiança no que viria à frente. Ali, tive a certeza de que, apesar de não saber do que vai acontecer, sei que as decorrências me farão feliz.

A fé no porvir brotou dentro de mim, pois entendi que as coisas estão caminhando, mesmo que de forma muito sútil. Percebi, também, que o projeto de sucesso começa a ser esquadrinhado dentro da nossa cabeça, da nossa mente. Só depois é que ganha forma e se exterioriza como vitória.

Resumo da Ópera: apesar de ter passado alguns dias sem estudar, sinto que me afastar da mesa de estudos foi a melhor decisão que poderia ter tomado. Voltei mais confiante em mim e no futuro que me aguarda.

Se você quiser conversar comigo sobre essas e outras questões, siga-me no Instagram @concurseiro.solitario. Será um prazer!

Raquel Monteiro, é advogada pós-graduada em Direito Público pela Universidade Gama Filho, blogueira do Concurseiro Solitário. Já foi oficial da Marinha do Brasil e agora, todas as quintas, posta aqui no Descomplica as vicissitudes da vida de uma legítima concurseira carioca.

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