Diário de bordo: TRF da 4ª Região (TRF4)

Olá, concurseiros(as). Depois de um longo período sem fazer provas, resolvi dar cara a tapa e prestar o concurso público do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4a Região. Meu último concurso havia sido o do Ministério Público da União.

A verdade é que nunca parei de estudar. Vinha trabalhando com afinco nas revisões do que havia estudado, bem como na resolução de questões. Aparei algumas arestas, mas o edital veio e me pegou de surpresa.

No começo, fiz uma análise rápida e gostei do edital. Contudo, depois de perceber o tamanho da quantidade de atividades que teria de encarar pela frente, fiquei nervosa. Fui jogada, de novo, no turbilhão da reta final!

Depois de um mês que o edital havia sido publicado, consegui me acalmar. Afinal, sabia que estava fazendo o possível. Estava, de fato, dando o meu melhor. Além disso, tinha consciência de que aquela não era a última oportunidade da minha vida. Era apenas uma das ótimas chances com que eu esbarraria durante a trajetória de estudos.

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Estando mais calma, pude repassar uma parcela do meu material, fazer questões, estudar jurisprudência e aprender muito com meus erros. Foi necessário relembrar raciocínio lógico e matemático em tempo recorde! Como aquilo me preocupou! Sempre foi meu ponto fraco.

Escolhi o cargo de Oficial de Justiça, pois, apesar de ter iniciado meus estudos em Direito Tributário e Previdenciário, não havia conseguido terminar o extenso conteúdo de cada uma dessas disciplinas. Como estas não só seriam cobradas para Analista Judiciário, fiz esta ousada escolha. Afinal, a quantidade de discursivas a serem corrigidas seria infinitamente menor. Fiquei fazendo revisões.

Também optei por prestar prova para somente um cargo, pois poderia tentar Técnico Judiciário também no período da manhã. Ocorre que minha experiência pessoal com provas nos períodos da manhã e da tarde não foi das melhores. Experimentei isso por diversas vezes e vejo que preciso escolher um cargo e mirar nele.

A data da prova foi se aproximando e a notícia de que cairia neve na Região Sul me preocupou. Eu não tinha agasalho apropriado para a ocasião. Fui monitorando a previsão do tempo e conversando com colegas, o que me ajudou muito. Acabei pegando roupas térmicas emprestadas com minha tia para me adequar à temperatura local.

Ainda bem que pude lançar mão daqueles agasalhos, luvas, toucas, pois fez muito frio mesmo em Curitiba. Cheguei à cidade na noite de sábado, pois optei por economizar no valor da passagem aérea. Era mais barato e não me traria prejuízo, pois minha prova seria no domingo de tarde, dia seguinte.

Fiz a prova e, felizmente, não passei frio. Naquele dia, fez 6°C na saída da universidade onde prestei o concurso. Isso foi tranquilo. O sufoco mesmo foi a correria para ler todas as questões e resolvê-las. Os textos de português, bem como as questões de Direito Administrativo estavam a mais pura carnificina. Quem disser que foi fácil, estará mentindo ou caiu em todas as armadilhas da prova. Felizmente, consegui terminar tudo e sair 30 minutos antes de o concurso acabar.

Saiu o gabarito provisório das questões objetivas e eu pude conferi-lo voltando para casa na segunda-feira. Afinal, não havia voo no domingo para voltar em um horário compatível com o final da prova. Fiquei contente com minha evolução: fiz 71% de acertos. Antes, fazia apenas 65%. É pouco ainda, mas já representa uma grande evolução.

Resumo da Ópera: agora, é aproveitar essa experiência e já seguir estudando e me aperfeiçoando para as próximas oportunidades!

Se você quiser conversar comigo sobre essas e outras questões, siga-me no Instagram @concurseiro.solitario. Será um prazer! Raquel Monteiro, é advogada pós-graduada em Direito Público pela Universidade Gama Filho, blogueira do Concurseiro Solitário. Já foi oficial da Marinha do Brasil e agora, todas as quintas, posta aqui no Tudo Sobre Concursos as vicissitudes da vida de uma legítima concurseira carioca.

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