Concurseiros reclamões

Quem são? Do que vivem? Do que se alimentam?

Se você já viu alguém reclamar do tamanho do conteúdo programático, de editais que contam apenas com cadastro de reserva, que não tem concurso, que tem muito concurso…você está diante de um concurseiro reclamão!

O que significa “reclamar”?

Já falamos sobre parar de reclamar antes. Adotar tal postura tira de nós um peso enorme da já tão pesada rotina de estudos. Reclamar traz um peso extra sem resolver nada. E isso não sou eu somente quem diz… Há muitos profissionais, que cuidam de saúde mental, defendendo o mesmo ponto de vista.

Essa semana, recebi um vídeo de uma amiga em que uma psicóloga, ao ser entrevistada por uma grande rede de televisão, falava sobre o significado da palavra “reclamar”. O prefixo “re” significa duas vezes e o sufixo “clamar”, chamar, pedir algo para si. Segundo a explicação, reclamar é chamar as tristezas e acontecimentos ruins para si mais de uma vez. Cruzes! É uma cilada, Bino!

É certo que a vida de quem estuda para concursos, seja qual for a circunstância em que esteja, não é fácil. Só mudam as variáveis de cada indivíduo. Se fosse fácil, todo mundo conseguiria a aprovação. Se a pessoa estivesse com a vida financeira tranquila, não precisaria estudar para concursos. Então, paremos de fantasiar sobre a vida do colega só porque ele busca sorrir e ser feliz durante a caminhada. A vida dessa pessoa é tudo…menos fácil.

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Deixar de reclamar não vai mudar os acontecimentos à nossa volta. O dinheiro não vai brotar em árvores; aquele parente sem noção não vai parar de perguntar, na noite de Natal, se você já foi aprovado e seu percentual de acertos não vai crescer na próxima prova por milagre. Contudo, vai fazer o nosso olhar sobre os fatos mudar. A gente vai encontrar uma solução para a falta de dinheiro (trabalhar, virar doadores de medula óssea para isenção nas inscrições de concursos etc), não vai dar tanta importância àquele parente sem noção e nos aplicaremos em melhorar nosso desempenho nas provas.

Resumo da Ópera

Só chuva, neve e sujeira de pombo (dizem que dá sorte!) é que caem do céu. Você vai ter que correr atrás e fazer o seu milagre acontecer. As condições perfeitas não existem. Nós é que temos que nos adaptar a elas e buscar as oportunidades que mais bem se ajustam às nossas condições.

Como diz a frase célebre do juiz federal William Douglas, “quanto mais estudo, mais sorte eu tenho“.

Se você quiser conversar comigo sobre essas e outras questões, siga-me no Instagram
@concurseiro.solitario. Será um prazer!


Raquel Monteiro, é advogada pós-graduada em Direito Público pela Universidade Gama Filho, blogueira do Concurseiro Solitário. Já foi oficial da Marinha do Brasil e agora, todas as quintas, posta aqui no Tudo Sobre Concursos as vicissitudes da vida de uma legítima concurseira carioca.

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