Cada escolha representa uma renúncia

Semana passada, fiquei um pouco entristecida. Foi publicado o edital do concurso para Analistas e Técnicos do Ministério Público do Rio de Janeiro – MPRJ e eu não terei como me preparar para ele. São muitas as oportunidades que estão surgindo e eu gostaria de conseguir abraçar todas elas.

Este é um certame de uma instituição pela qual tenho grande admiração. Além do mais, é em casa! Seria, em tese, a chance de ficar pertinho dos familiares e amigos de quem tanto gosto. Não haveria necessidade de mudança para um outro estado. Meu coração até bateu mais forte…

Eu realmente gostaria muito de ter a oportunidade de estar competitiva para prestar essa prova. No entanto, precisei fazer uma difícil escolha. Desde que voltei a estudar para concursos, meu foco sempre foi a área federal. De lá para cá, já fiz incontáveis provas, até mesmo, municipais. Só que, na hora de estudar, nunca deixei meu foco de lado. Fazia e faço tais provas como treinamento.

Eleger uma área é uma forma estratégica para direcionar os estudos e se tornar um candidato muito bem preparado. Sabedora disso, em razão da minha afinidade com as matérias da área federal, por já ter trabalhado na área, optei por esse segmento. Assim pretendo permanecer até a posse. Só que, ao me deparar com a nova oportunidade, quase coloquei minha estratégia em cheque.

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Só que meu lado racional falou mais alto. Por isso, por mais que se diga que o concurso do MPRJ tem muitas disciplinas em comum com os que presto na área federal, a bem da verdade essa análise é muito superficial. Há muitas leis específicas atinentes às temáticas estaduais no certame e que não podem ser desprezadas! Há disciplinas importantes que necessitam de especial atenção, como Tutela Coletiva e Direito da Criança e do Adolescente. Simplesmente, não podemos estudar de forma amadora.

Assim, com muito pesar, o concurso do MPRJ será encarado como um mero treinamento para outros concursos. É uma oportunidade maravilhosa em uma instituição muito admirável. Parar para estudar as disciplinas específicas da instituição agora seria impossível, pois tenho outros certames para me dedicar, mas confesso que fiquei aborrecida por ter que fazer a opção.

Resumo da Ópera: algumas escolhas são simplesmente doloridas. Não são nada simples, pois levam em consideração inúmeros fatores. Devemos ser tudo, menos levianos nesse momento, mas, por outro lado, não podemos deixar de enfrentar as provas por medo. Então, que vivamos o momento e aproveitemos a experiência!

Se você quiser conversar comigo sobre essas e outras questões, siga-me no Instagram @concurseiro.solitario. Será um prazer!

Raquel Monteiro

Advogada pós-graduada em Direito Público pela Universidade Gama Filho, blogueira do Concurseiro Solitário. Já foi oficial da Marinha do Brasil e agora, todas as quintas, posta aqui no Tudo Sobre Concursos as vicissitudes da vida de uma legítima concurseira carioca.

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