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Qual o perfil dos empreendedores negros no Brasil?

Você sabia que segundo uma pesquisa realizada pela Global da Enterpreneurship Monitor de 2017, mostra que além de serem a maior parte da população brasileira os negros são maioria também no mundo do empreendedorismo? Isso mesmo! Eles são 51 % dos empreendedores em todo o País. Segundo essa análise, estão principalmente no Nordeste.

O estudo foi realizado em parceria com o Sebrae e revela que embora sejam grande parte dos empresários, o valor que a população negra recebe com a produção de serviços ou produtos em seus negócios é menor. Eles representam apenas 1% dos que ganham entre de 60 mil reais e 360 mil reais. Além da dificuldade em lucrar mais que o restante dos brasileiros, as pesquisas mostram que o negro sofre com a precariedade. Os dados dão conta de que 82% dos empreendedores negros não têm CNPJ, sendo os que mais sofrem com a informalidade.

Uma outra pesquisa, também realizada pelo Sebrae, mas a pedido da Folha de São Paulo, informa ainda que as que entre as mulheres o empreendedorismo acontece por falta de oportunidade de emprego. Ela precisam se reinventar para garantir uma fonte de renda, por isso, os números mostram que 49 % delas abre o próprio negócio acontece por necessidade.

Os estudos mostram que apesar de serem maioria, ainda é difícil empreender sendo negro do Brasil. Mas mesmo com a dificuldade, manter a motivação é fundamental, afinal, para vencer os obstáculos esse é um dos aspectos mais importantes. Por isso, reunimos  aqui empreendedoras que inspiram negros e negras a continuar persistindo no sonho de ter um empreendimento e uma vida profissional de sucesso.

Adriana Barbosa

Fundou a Feira Preta, projeto que tem como objetivo reunir em um só espaço empreendedores negros de diversos segmentos como gastronomia, beleza, vestuário, artesanato e outros. A ideia cresceu tanto, que em 2018, o evento conseguiu 120 empreendedores, de diversos estados brasileiros e ainda bateu recorde de público 52 mil pessoas visitaram o espaço localizado em São Paulo, SP. Adriana foi considerada uma das mais influentes negras com menos de 40 anos do mundo pela Most Influential People African Descent.

Ana Paula Xongani

Fundadora de uma empresa que vende roupas, turbantes, brincos e vários outros itens que tem tudo a ver com a cultura negra. Ela também é influenciadora digital e tem um canal no YouTube, onde fala sobre assuntos diversos. Uma das curiosidades da marca, é que o nome veio de um dialeto local de Moçambique, em que Xongani significa “se enfeitem ou fique bonita”.

Monique Evelle

Criou o Desabafo Social, projeto social nascido em 2011, que hoje se tornou um projeto editorial, focado em imersão de temas que impactam a área de Direitos Humanos. Ela foi reconhecida pelas revistas Forbes e pela Cláudia como uma das mais promissoras jovens com menos de 30 anos em todo o País. Abriu ainda a Evelle consultoria, que presta serviços de consultoria de marketing para empresas, instituições de ensino e governos.

Heloísa Assis

Criadora do Beleza Natural, salão de beleza especializado em cabelos crespos e cacheados, ela é considerada uma das mulheres mais influentes do Brasil, de acordo com a revista Forbes. Foi empregada doméstica e sua grande virada na vida profissional aconteceu quando decidiu fabricar um tipo cosmético que atendia às necessidades de seu cabelo. Zica, como é conhecida, tem dezenas de unidades de sua marca espalhadas em todo o território brasileiro.

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