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Aprenda a desenvolver a gestão emocional no ambiente de trabalho

Houve uma época em que as pessoas eram avaliadas por um teste de inteligência — o famoso teste de Q.I. —, que indicava o quanto eram aptas a executar bem as tarefas e a progredir na vida. Os tempos mudaram e, agora, as empresas reconhecem, cada vez mais, a importância da gestão emocional no ambiente de trabalho.

Também chamada de inteligência emocional, ela é considerada uma das principais habilidades comportamentais — ou soft skills. Por isso, as organizações valorizam colaboradores com essa característica, pois entendem que, a partir dela, contam com mais oportunidades de sucesso.

Isso não significa que as habilidades técnicas passam a ser irrelevantes. No entanto, ter um profissional que sabe muito sobre o trabalho, mas arruma confusão com a equipe e os clientes, por exemplo, só atrapalha o desempenho da empresa, concorda?

Então, #seliga! A seguir, a gente explica mais sobre a gestão emocional no ambiente de trabalho e como desenvolvê-la!

O que é gestão emocional no ambiente de trabalho?

O que é gestão emocional no ambiente de trabalho?

Muitas pessoas confundem com o conceito de inteligência emocional. Há aquelas que pensam que significa não demonstrar emoções. Outras imaginam que consiste em criar uma empatia pelos colegas (e, ainda, supõem que quanto mais empatia, mais alta a inteligência emocional). Bem, todas essas visões estão erradas!

Primeiro, é importante saber: ter emoções é completamente normal e esperado. Mas, como elas influenciam nossos comportamentos precisa ser de forma equilibrada. Isso significa que sentir — e, principalmente, expressar — de forma exagerada não significa ter boa inteligência emocional, viu?

Daniel Goleman (psicólogo e um dos principais estudiosos no assunto) define o conceito como a capacidade de entender e gerenciar as próprias emoções e, ainda, lidar com as dos outros. Ele divide a inteligência emocional em 5 pilares: 

  • autoconhecimento;
  • autocontrole;
  • automotivação;
  • relacionamentos interpessoais;
  • empatia.

Assim, #paposério! A gestão emocional no ambiente de trabalho quer dizer agir com maturidade, respeitando as outras pessoas, mas sendo coerente ao que se sente. Significa que você age com responsabilidade e discernimento, e não deixa que suas emoções tomem decisões ou influenciem nas relações.

Qual a importância da gestão emocional no ambiente de trabalho?

Qual a importância da gestão emocional no ambiente de trabalho?

Imagine um colega chegando à firma com extremo mau humor. Ele grita com o chefe, trata mal os clientes e decide que não vai fazer o trabalho nesse dia, só porque teve uma briga com a esposa. Isso, então, atrasa as atividades de toda a equipe e faz a empresa perder boas chances de fechar contratos.

Parece surreal, né? Mas saiba que esse tipo de atitude é mais comum do que você pensa. Acontece que, na maioria das vezes, ela é mascarada: as pessoas agem mais ou menos assim, mas não chegam a ser tão evidentes.

A gestão emocional no ambiente de trabalho é importante porque ajuda a pessoa a lidar com os próprios sentimentos, a entender os comportamentos dos outros, a criar relações mais positivas e evitar um ambiente tóxico.

A inteligência emocional é uma das grandes responsáveis pelo sucesso profissional, pois ajuda o trabalhador a sair bem nas situações de conflito, ter mais produtividade, melhorar sua reputação e conquistar ganhos.

Como desenvolver a gestão emocional no ambiente de trabalho?

Como desenvolver a gestão emocional no ambiente de trabalho?

Sendo assim, como desenvolver a gestão emocional no ambiente de trabalho? Veja algumas dicas!

Pratique o autoconhecimento

O autoconhecimento consiste em saber identificar em si as emoções intensas e entender a causa delas. Por exemplo: por que você sente raiva a cada vez que o seu chefe faz determinado pedido? E quais são suas expectativas nessa função?

O autoconhecimento ajuda a entender melhor o próprio comportamento e coloca você mais perto dos objetivos. Além disso, é o primeiro passo pra conquistar a próxima característica: o autocontrole.

Invista no autocontrole

Pessoas com autocontrole não deixam que as emoções definam o próprio destino. Elas podem sentir raiva e ficar magoadas, por exemplo. Mas costumam pensar antes de agir ou falar.

Elas avaliam as consequências de cada atitude e escolhem se comportar da maneira que parece mais apropriada à ocasião. E, mesmo quando percebem que agiram inadequadamente, sabem reconhecer o erro e pedir desculpas.

O autocontrole também é importante na produtividade. É por meio dele que alguém decide realizar logo um trabalho (mesmo que não tenha vontade), em vez de ficar procrastinando.

Desenvolva a empatia

Ter empatia vai além de se colocar no lugar dos outros. É respeitar as diferenças e saber que cada pessoa tem o direito de sentir e pensar como quiser. Ter empatia não significa que você vai concordar com as atitudes e opiniões alheias, mas que pode considerá-las, ainda que sejam contrárias às suas.

Em um ambiente de trabalho, é comum lidar com colegas superdiferentes e com histórias de vida que não têm nada a ver com a da gente. No entanto, precisa haver gentileza pra tudo funcionar bem.

Execute a automotivação

Sabe um dos grandes erros das pessoas? Elas costumam esperar a motivação chegar pra, só então, começar algo. Já viu alguém que fica resmungando — o dia inteiro — que precisa fazer algo que considera chato? Bem, pra se livrar logo disso, será que não é melhor fazer de uma vez e parar de reclamar?

Quem age assim tem um modo peculiar de encarar as responsabilidades: fica sempre esperando surgir a vontade pra, só então, executar. No entanto, isso não existe no mundo adulto. Ninguém vai conseguir ser um profissional respeitado se for produzir somente quando a disposição aparecer.

Na verdade, quem precisa criar a motivação é você. Então, ela não deve ser externa, mas interna, já que, dessa forma, é mais sólida. 

Por isso, #ficaadica: tente se forçar a fazer o que precisa ser feito, mesmo sem vontade. Isso cria um senso forte de disciplina que acaba se tornando motivador. Outra ideia é se dar pequenos prazeres cada vez em que você atinge um objetivo. Isso torna o processo mais fácil.

Trabalhe a assertividade

Na psicologia, a assertividade tem a ver com a forma de se comunicar. É o equilíbrio entre agir com agressividade e ter passividade demais.

Pessoas assertivas deixam claro o que pensam e sentem, mas sem desrespeitar o outro lado. Elas não abrem mão de seus direitos e, ao mesmo tempo, não ultrapassam os dos outros. Elas sabem impor limites nas relações, mas ainda tratam os colegas bem.

Por exemplo, um chefe pode passar um feedback construtivo sobre o projeto da equipe. No entanto, ele faz isso indicando os pontos que precisam de melhoria e ensina como fazer certo. Suas falas são claras, mas respeitosas, sem a tentativa de humilhar.

Enfim, viu como é necessário ter gestão emocional no ambiente de trabalho? É ela que torna as relações mais positivas e ajuda a empresa a crescer. O trabalhador também sai ganhando, pois é visto como uma pessoa inteligente e agradável, que ajuda a criar um clima favorável. Por isso, invista no seu autodesenvolvimento pra conquistar os resultados que tanto deseja!

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