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Estratégia do oceano azul explicada de uma vez por todas

Estratégia do oceano azul… Você já ouviu falar sobre ela? Sabe o que é? Pense um pouquinho: é fato que a gente vive em um mercado cada vez mais acirrado, com novidades surgindo (e se transformando) a todo tempo. E desde que o mundo é mundo, a principal estratégia das empresas sempre foi superar a concorrência.

É verdade que isso funcionou por muito tempo, mas você já se perguntou se há um jeito melhor de fazer sua empresa crescer, sem se desgastar tentando “matar” o concorrente? Enfim, a estratégia do oceano azul trata justamente sobre isso.

Antes de tudo, esse conceito mostra que inovar nos negócios — ou seja, identificar oportunidades no mercado, nas quais ainda não exista concorrência — pode ser uma saída muito mais interessante pra crescer. Bons exemplos não faltam!

Por exemplo, quando a Apple deixou de oferecer apenas computadores e lançou o iPad, todo mundo achou uma loucura. Tablet? O que é isso? Pra que eu vou usar uma coisa dessas?

Pois é, até então, os tablets não existiam — nem concorrência nesse mercado — e a desconfiança das pessoas é a consequência de um oceano azul a ser desbravado. Porém, pouco tempo depois, muita gente já tinha seu iPad — até que outras empresas começaram a lançar suas próprias versões de tablet.

De todo modo, uma coisa é certa: o oceano azul pode parecer ameaçador, mas é realmente vasto, profundo e poderoso em termos de oportunidades e crescimento. Quer conhecer mais sobre o assunto e entender como aplicar na sua empresa? Continue a leitura!

Como surgiu a estratégia do oceano azul?

Em primeiro lugar, é importante saber que este é um conceito elaborado pela americana Renée Mauborgne e pelo sul-coreano W. Chan Kim — lançado tanto no livro “Blue Ocean Strategy” como no site oficial Blue Ocean.

Ambos os criadores do oceano azul são professores de uma das maiores escolas de negócios do mundo, a INSEAD — uma verdadeira referência pra estratégias de marketing, administração e finanças.

Como funciona a estratégia do oceano azul?

Imagine que você é um peixe nadando em um grande oceano. Seus concorrentes — isto é, os outros peixes — também estão nadando no mesmo lugar que você. Essa primeira situação é chamada de oceano vermelho, no qual muitos peixes estão lutando pelo mesmo espaço e brigando entre si (briga gera sangue, eis a causa do nome).

O problema é que o oceano vermelho vai se tornando cada vez mais saturado, pois todos têm o mesmo objetivo de tentar “fisgar” a comida disponível — que somos nós, os simples consumidores.

Entretanto, ali, do oceano vermelho, dá pra ver que existe uma imensidão ainda não explorada. Uma parte do oceano limpa, cristalina e tranquila, que nenhum peixe se atreveu a ir até agora. Ou seja, o oceano azul.

Para que serve essa estratégia?

Antes de mais nada, o objetivo do oceano azul é tirar as empresas da zona de conforto e guiá-las na direção da inovação. É lógico que o peixe que sair primeiro vai nadar por águas desconhecidas, arriscando perder tudo.

Mas ele vai ter a oportunidade de chegar primeiro no oceano azul — um território imenso com novos alimentos, sem ninguém com quem batalhar pela sobrevivência

No final das contas, as empresas que permaneceram no oceano vermelho vão cair na real e identificar esse novo mercado. Porém, pode ser tarde demais, concorda? A empresa pioneira, que fundou esse novo espaço totalmente azul, vai se tornar o exemplo a ser seguido.

Qual a grande sacada da estratégia do oceano azul?

De uns anos pra cá, superar os concorrentes, custe o que custar, vem mostrando não ser a melhor tática nos negócios. Afinal, você pode até vencê-los, mas vai sair machucado — já que pra brigar você gasta muito esforço, dinheiro e, acima de tudo, tempo.

A estratégia do oceano azul é uma mudança de mindset: cada empresa pode moldar o cenário a seu favor. Ou seja, é usar esforço, dinheiro e tempo pra buscar inovações — pra, no fim, tornar a concorrência irrelevante.

Então é só esquecer a concorrência e está tudo certo?

Não! É claro que conhecer o concorrente ainda é importante. Porém, a grande sacada da estratégia do oceano azul é usar o melhor de cada concorrente pra criar algo diferenciado. Da mesma forma, é essencial identificar as lacunas que os seus concorrentes não conseguem preencher e, então, trabalhar em cima delas.

Pode ser um atendimento ruim, uma entrega demorada demais, um produto muito caro… Enfim, entrar no oceano azul nem sempre significa criar um mercado totalmente novo, mas sim encontrar demandas inexploradas e enxergá-las sob um ponto de vista diferente.

Como implantar a estratégia do oceano azul em 4 passos?

Agora que você já entendeu melhor sobre essa estratégia, que tal conhecer algumas atitudes bem práticas pra começar a aplicar no seu dia a dia? Confira!

1. Entenda, de verdade, o que seus clientes estão buscando

Talvez até aqui você tenha conduzido sua empresa a partir do que você considera certo (seja no produto/serviço, seja no modo de levá-lo ao consumidor). Na realidade, quem dita o ritmo do negócio é esse consumidor — e você precisa ouvi-lo.

Procure abrir sua cabeça pra opiniões diferentes. Você pode, até mesmo, ir além do seu próprio mercado e encontrar referências em segmentos alternativos.

O Cirque du Soleil, por exemplo, foi além do circo e trouxe elementos da música e do teatro pros seus espetáculos. A ideia é sempre agregar valor ao cliente, a partir de inovações nunca pensadas até então.

2. Identifique as carências atuais

No seu segmento, algum tipo de cliente está sendo negligenciado? Por que ele não está sendo ouvido? Talvez ele esteja insatisfeito única e simplesmente porque o modelo atual de mercado realmente não tem como atendê-lo.

Por que não partir pra algo original, que venha pra resolver essas carências? É o que fez a Uber, que identificou a insatisfação das pessoas em relação ao serviço dos táxis. Como resultado, agregou um sistema mais simples, seguro e eficiente de caronas.

3. Combine vantagens para criar algo seu

Um pouco mais acima, a gente falou sobre a importância de analisar o que os concorrentes atuais estão fazendo. Então, em vez de tentar superá-los, foque em unir o melhor de cada um em uma única solução inovadora.

Uma vez no oceano azul, faça testes: acrescente, retire, peça opinião dos consumidores. Chegar ao modelo ideal, às vezes, quer dizer errar.

A Netflix, que no início alugava DVDs pros clientes, entendeu (depois de um tempo) que isso não era mais necessário. Afinal, o consumidor estava mudando o seu comportamento.

Então, a empresa ditou a evolução! A Netflix aliou o serviço de streaming que outras empresas já utilizavam (como o YouTube) a um excelente conteúdo com preços acessíveis.

4. Aproveite as tendências e crie uma “fatia” para você

Um erro muito comum é pensar que, pra criar tendências, você precisa fazer tudo sozinho. Na verdade, é ter percepção e adaptar o problema pra sua realidade.

O Nubank, por exemplo, identificou que a tendência da nova geração era fazer tudo pela internet. Inclusive operações bancárias! Então, a empresa surfou nessa onda: enxugou seus custos, zerou as taxas e eliminou as burocracias.

Dá para complementar essa estratégia com outras?

É claro! Como a gente falou no início desta matéria, as mudanças nos negócios acontecem todos os dias. Quanto mais conhecimento estratégico você tiver, mais bem preparado você vai estar pro mercado de trabalho

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