A credulidade dos ouvintes aumenta o descaramento do narrador, e o descaramento deste conquista-lhes a credulidade. A eloquência, quando levada a seu patamar mais alto, deixa pouco lugar à razão ou à reflexão, mas, dirigindo-se inteiramente à imaginação e aos afetos, cativa os ouvintes condescendentes e subjuga-lhes o entendimento.
HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. São Paulo: Edunesp, 2003.
O filósofo britânico David Hume defende no texto da questão que a credulidade (validade) de um discurso depende muito mais da crença do ouvinte do que da verdade do que é dito. Deste modo, a única alternativa passível de ser o gabarito é a letra E que associa a eloquência à arte da persuasão e a crítica de Platão aos sofistas.