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O Reino dos Francos - Origem

O professor João Daniel fala sobre o reino dos Francos e o governo de Carlos Magno. Confira!

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O reino dos francos e o governo de Carlos Magno

Dentre os povos germânicos, o grupo de maior destaque no mundo medieval foi o franco. Eles tiveram um papel importante na defesa do cristianismo. Foi depois da crise deste Império que a Europa viveu o que chamamos de feudalismo.

Dinastia Merovíngia

O primeiro rei merovíngio foi Clovis (neto de Meroveu). Clovis conseguiu promover a unificação dos francos, ampliou seus terras e converteu-se ao cristianismo. Depois da morte de Clovis, seus quatro filhos dividiram o reino franco, enfraquecendo-o politicamente. Somente com o rei Dagoberto (629-639) houve uma nova reunificação dos francos. Entretanto, após sua morte surgiram novas lutas internas que aceleraram o enfraquecimento do poder dos reis merovíngios.

Dinastia Carolíngia

Pepino, o Breve, foi quem obteve o reconhecimento do papa Zacarias para o destronamento do último rei merovíngio. Antes de morrer, em 768, Pepino dividiu reino entre seus dois filhos: Carlos Magno e Carlomano. No entanto, pouco depois de receber sua parte no reino, Carlomano morreu e Carlos Magno tornou-se soberano do reino franco. Através de diversas guerras, Carlos Magno ampliou os domínios dos francos, apoderando-se de regiões como a Soxônia, Baviera, Lombardia e quase toda a Itália. Suas conquistas trouxeram-lhe prestígio e poder.

Império Carolíngio

A Igreja católica aliou-se a Carlos Magno, pois desejava a proteção de um soberano poderoso e cristão que possibilitasse a expansão do cristianismo. Durante o governo de Carlos Magno, muitas terras do império foram concedidas em beneficium a diversos nobres locais. Esses nobres tornavam-se, então, vassalos do rei, tendo para com ele dever de fidelidade. Este um importante elemento para a formação da sociedade feudal, com fragmentação do poder nas mãos de diversos nobres senhores de terra, unidos apenas pelos laços de vassalagem.

A Renascença Carolíngia

Carlos Magno promoveu o desenvolvimento cultural do Império Franco. Ao lado de intelectuais, abriu escolas e mosteiros, estimulou a tradução e a cópia de manuscritos antigos e protegeu artistas. Assim, o período de seu governo foi marcado por significativa atividade cultural, que abrangeu os setores das letras, das artes e da educação. Trata-se da chamada renascença carolíngia, que contribuiu para a preservação e a transmissão de valores da cultura da Antiguidade Clássica.

A Divisão e a Decadência do Império

Ao morrer, em 814, Carlos Magno deixou o poder imperial para seu filho Luís I, o Piedoso. No reinado de Luís I, o Império Carolíngio ainda conseguiu se manter unido, mas, após sua morte, em 840, o império foi disputado por seus herdeiros O enfraquecimento do poder dos monarcas carolíngios foi acompanhado pela crescente autonomia da nobreza agrária. Houve forte descentralização e fragmentação do poder político, evidenciando a crise vivida pelo império. O clima de insegurança e de intranquilidade espalhado pela onde de invasões conduziu os cristãos europeus a construir vilas fortificadas e castelos. Esse cenário nos deixa explícito a falta de poder dos reis para organizar a defesa da sociedade como um todo. Cada um defendia- se como podia, associando-se a senhores mais poderosos, em busca de proteção. Todo esse processo é fundamental para a compreensão da formação do feudalismo.