Exclusivo para alunos

Bem-vindo ao Descomplica

Quer assistir este, e todo conteúdo do Descomplica para se preparar para o Enem e outros vestibulares?

Saber mais

Colonização e Escravidão

Neste vídeo conseguiremos absorver os conceitos gerais de escravidão e quais foram sua características nas colônias americanas. Perceberemos também que há dois modelos de escravidão: o das Américas do sul e o das Américas do norte. Neste contexto, nos EUA, o sul das treze colônias se assemelhava muito ao Brasil.

Independência dos EUA

Ku Klux Klan

As conquistas da década de 50

Personalidades nos Movimentos

Os Movimentos Pacíficos

Consolidação das conquistas

Movimento Negro nos E.U.A

O fim da escravidão nos E.U.A.

A Guerra Civil Americana, também conhecida como a Guerra de Secessão, durou de 1861 até 1865, quando as tropas sulistas foram derrotadas pelos nortistas, pois o norte, industrializado e com promessas de abolição da escravidão, contou com tecnologias e equipamentos muito superiores aos usados pelas tropas sulistas (maior malha ferroviária, armas, navios), além de contar também com o apoio de escravizados que fugiam das tropas do sul para o norte, buscando a abolição.

Como consequência da guerra, mais de 600 mil pessoas foram mortas, os estados do sul foram novamente anexados à União e, no dia 6 de dezembro de 1865, entrou em vigor a 13º Emenda à Constituição dos Estados Unidos, decretando o fim do trabalho escravo em todo o país. Apesar da abolição e das mudanças nos Estados Unidos com a vitória do norte, o país que ressurgia após a impactante Guerra Civil não deixou para trás o preconceito e o racismo.

O período da reconstrução.

A guerra civil, foi um dos maiores conflitos armados do século XIX e causou grandes problemas para o país. Assim, em 1865, teve início o chamado período de reconstrução radical, quando novas leis e projetos foram aprovados visando reconstruir o país e amenizar os danos da guerra. Entretanto, muitos sulistas ainda não estavam satisfeitos com as propostas do norte e promoveram uma reconstrução baseada na segregação racial.

Logo, após a guerra, descontentes com a vitória nortista, com os novos rumos do país e com a 13º Emenda, grupos formados por brancos radicais, que se consideravam superiores e verdadeiros americanos, passaram a perseguir e assassinar a população negra e livre, principalmente no sul. Um dos grupos de maior relevância no período com funcionamento até os dias atuais, foi a organização terrorista Ku Klux Klan, responsável pela perseguição de negros, ciganos, judeus, católicos ou qualquer grupo considerado, por eles, como inferior.

Visando propagar os ideais racistas e a causa sulista, os derrotados, no período da reconstrução, também lançaram uma série de produções literárias e audiovisuais que contavam a “versão sulista da história”. Esse movimento, conhecido como lost cause, romantizou e elevou os “heróis” do sul, construindo na região toda uma atmosfera ainda mais regionalista e racista. Entre as principais obras que defenderam essa causa e o próprio renascimento da KKK, em 1915, foi o filme de D. W. Griffith, “O Nascimento de uma nação”.

O movimento negro nos Estados Unidos

Apesar do fim da escravidão ter marcado a emancipação negra após a Guerra de Secessão, durante a maior parte do o século XX, nos Estados Unidos, a população negra sofreu com a segregação institucionalizada em diversas leis sulistas, como as Leis Jim Crow e a doutrina “Separados, mas iguais”, que proibia o acesso de negros a determinados espaços. Além do mais, essa população teve dificuldade para conquistar direitos civis básicos e foi perseguida por movimentos extremistas como a Ku Klux Klan e outros grupos racistas.

Desta forma, a população negra nos Estados Unidos, naturalmente, não tinha acesso aos padrões do “American Way of Life” e muito menos à propagandeada liberdade, símbolo do país. Assim, a opressão sofrida por esse grupo gerou uma série de movimentos contestatórios desde o início do século XX, mobilizados sobretudo por um ideal pan-africanista de autores americanos negros, como William E. D. Du Bois, que defendia a união dos descendentes africanos e o combate ao racismo.

Um dos grandes momentos catalizadores do movimento negro norte-americano começou, enfim, no dia 1 de dezembro de 1955, quando a costureira negra conhecida como Rosa Parks se negou a ceder seu lugar no ônibus para um homem branco, recusando-se obedecer a segregação e iniciando, assim, um movimento de boicote aos ônibus da cidade de Montgomery. O movimento liderado por Rosa Parks, que durou de dezembro de 1955 a dezembro de 1956, questionou a segregação racial, conquistou o fim dessas políticas segregacionistas no Alabama e impulsionou diversos outros movimentos de lutas por direitos civis nos Estados Unidos.

Uma das grandes lideranças deste movimento, inclusive, foi o pastor negro Martin Luther King Jr. que, inspirado na luta de Rosa Parks, também iniciou um movimento pacífico durante a década de 1960, lutando pela conquista de direitos civis básicos e liberdade para a população negra. A luta de King o levou ao status de uma das grandes lideranças do movimento negro na época e seu pensamento norteou grandes eventos, como a Marcha Sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em 1963, onde fez o famoso discurso conhecido como “Eu tenho um sonho” e, em 1965, as Marchas de Selma a Montgomery, que conquistaram nesse ano o fim da segregação racial nos direitos ao voto e à eleição.

Se por um lado, pessoas como Rosa Parks e Martin Luther King Jr eram ativistas que defendiam táticas de não violência e a luta pacífica, por outro, ativistas negros como Malcom X se posicionavam de forma mais radical, defendendo a autodefesa armada e a revolução negra. A figura de Malcom X esteve muito ligada na década de 1960 ao islamismo como forma de libertação e valorização da ancestralidade africana, desta forma, Malcom X questionou e denunciou a estrutura racista norte-americana e muitas vezes defendeu a impossibilidade da convivência natural entre negros e brancos, posicionando-se de forma antagônica aos ideais de King.

Outro movimento famoso de resistência importante foi o Partido dos Panteras Negras, fundado em 1967. Inicialmente era um grupo de autodefesa dos bairros de maioria negra contra os abusos policiais, mais tarde o movimento ganhou contornos de um marxismo revolucionário, sendo que algumas alas mais radicais eram a favor da revolução armada. O grupo chegou a contar com mais de dois mil membros filiados com sedes em todo o país, estes sofreram uma dura repressão policial e um desmantelamento sistemático provocado pelo FBI, onde muitos membros foram executados ou presos, um de seus adeptos mais famosos foi a ativista Angela Davis.