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Guerra do Ópio

Foi a partir da Guerra do Ópio, na China, que passou a haver a influência de nações estrangeiras e a abertura dos portos para o ocidente.

Expansão Imperialista na Ásia

China no Século XIX

República Popular da China

Doutrina Trumman

Primavera de Pequim

Visão sobre a China

Exercícios sobre a revolução chinesa

 

O imperialismo na China.

Desde o século XVIII, a presença dos impérios Europeus na Ásia foi marcada pelo controle, pela exploração e pelas interferências políticas que conhecemos como o imperialismo. Inicialmente, a Inglaterra ampliou suas influências sobre o continente tendo grande controle de regiões com grandes populações, como a Índia desde o século XVIII e a China (Império Quing), sobretudo no XIX. No caso chinês, os ingleses buscaram alcançar o antigo império oriental através do comércio, forçando principalmente a venda do ópio produzido na Índia como forma de entorpecente. 

Percebendo os danos que o comércio e o consumo do ópio estava fazendo na China, o príprio imperador atuou em 1839, pedindo pelo fim do consumo da droga e, enfim, resolveu probibir o comércio do ópio, que tinha entrada principalmente pelo porto de Cantão. O assassinato de um comissário imperial por um inglês também estremeceu as relações entre os dois impérios e levou à expulsão de ingleses da China. Enfim, o resultado dessa mobilização foi a destruição de cerca de 20 mil caixas do ópio inglês o que, naturalmente, causou a revolta da Coroa britânica e dos comerciantes ingleses, que logo trataram de mobilizar tropas para punir os chineses. 

Assim, o contexto de conflitos levou à Primeira Guerra do Ópio (1839-1842), que terminou com a vitória da poderosa marinha britânica, a assinatura do Tratado de Pequim e, consequentemente, a abertura de mais portos para a Inglaterra e a perda do território de Hong Kong para os vitoriosos. Após esse conflito, outras Guerras do Ópio chegaram a acontecer e a presença europeia no império asiático se tornou ainda mais forte, com países com impérios como o russo, o francês e o alemão atuando no país, além de outras novas potências, como Estados Unidos e Japão. 

 

O fim da dinastia Manchu e o início da República.

Desde o século XIX a China sofria com a presença estrangeira em seu território e com o que chamavam de Tratados Desiguais, que impunham obrigações, taxações e até perda de territórios para o império oriental. A condição que os chineses viviam levou a diversas revoltas imperialistas, mas que acabaram sucubindo diante do poder bélico das potências internacionais. Até mesmo exército chinês sofreu ao lidar com movimentos como a Rebelião Taiping (1851-1864), que provocou uma guerra civil no país com milhões de mortos, e conflitos como a Guerra Sino-Francesa (1883–1885) e a Guerra Sino-Japonesa (1894–1895).

O prolongamento dessas situações levaram a China a uma extrema miséria, que teve como consequência a grande fome que os chineses passaram (1860 e 1880) e a fraqueza da dinastia Qing. Diante de todos esses problemas, portanto, grupos com ideias nacionalistas, antiimperialistas e republicanas se fortaleceram entre os chineses.

Assim, em 1911, a figura de Sun Yat-Sen ganhou força e protagonizou um movimento revolucionário de caráter nacionalista que ficou conhecido como a Revolução Xinhai, ou a Primeira Revolução Chinesa, que derrubou a dinastia Quing e instalou uma república. Entretanto, apesar da revolução, uma instabilidade política se manifestou no antigo império, com revoltas e novos movimentos acontecendo em diferentes regiões, a restauração da monarquia, a criação do Partido Comunista Chinês, que passaria a ter uma atuação cada vez mais forte na política do país, e com a invasão japonesa, em 1931.

 

A revolução chinesa de 1949.

Apesar do grande crescimento do Partido Comunista Chinês desde 1921, contando inclusive com uma aliança com o Partido Nacionalista, após a morte de Sun Yat-Sen, a configuração política chinesa sofreu algumas mudanças. Nesse período, os comunistas passaram a ser perseguidos e muitas lideranças precisaram se exilar ou refugiar em regiões rurais. No entanto, a invasão japonesa em 1931 possibilitou um período de trégua entre nacionalistas e comunistas, que já tinham na figura de Mao Tse-Tung uma importante liderança. 

Assim, em 1945 a Segunda Guerra Sino-Japonesa chegou ao fim, mas, com isso, nacionalistas e comunistas retomaram os conflitos em uma nova Guerra Civil. Desta vez, no entanto, como a presença dos comunistas na áreas ruais havia crescido, o partido de Mao Tse-Tung recebeu um grande apoio dos camponeses chineses que ajudaram a desequilibrar o conflito contra o poder central que, mesmo com apoio dos E.U.A, sucumbiu diante da revolução. 

O crescimento do comunismo e o avanço dos soldados camponeses foi tão grande que em 1949 alcançaram a capital e tomaram o poder, forçando muitos membros do Partido Nacionalista a se exilarem, principalmente na Ilha de Formosa, atual Taiwan. Esse processo revolucionário, enfim, levou a consolidação da República Popular da China.