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Brasil Colônia

Neste vídeo o professor Renato Pellizzari fala sobre o papel primordial da Igreja Católica no período colonial brasileiro, como religião oficial do império.

Império e o Padroado

A República Laica

Vargas e a Igreja

Ditadura Militar

Questão 01 - ENEM 2012

Questão 02 - ENEM 2011

A igreja católica no Brasil

A história da Igreja Católica no Brasil esteve intimamente ligada com as principais instituições de poder desde a chegada dos portugueses em 1500. De Pedro Álvares Cabral até os dias atuais, apesar da formação do Estado laico, o catolicismo sempre foi a religião com maior número de seguidores no país e, ainda que indiretamente, influencia a política nacional.

Logo com a chegada da esquadra de Cabral, uma das primeiras atitudes dos portugueses no dia 22 de abril de 1500 foi apresentar para os nativos da "Ilha de Vera Cruz" os símbolos católicos. No dia 26 de abril de 1500, o frade Henrique de Coimbra realizou a primeira missa no território, aos pés de uma grande cruz fincada na terra e cercado pelos olhares dos nativos na praia da Coroa Vermelha, no sul da Bahia. Desde então, o poder da Igreja Católica sobre a colônia e sobre o futuro país independente se fez presente. 

Assim, as atividades religiosas continuaram nos primeiros anos de colonização, mesmo sem a presença oficial de membros do Clero. Foi apenas em 1549 que a Companhia de Jesus chegou ao Brasil trazendo 6 jesuítas, liderados inicialmente pelo Padre Manoel da Nóbrega. Como Portugal era um Estado oficialmente católico, as diversas dinastias apoiaram a atuação dos jesuítas no Brasil e impediram que outras religiões se difundissem pela colônia, em troca, a Igreja garantia ao monarca o poder do padroado, que permitia a intervenção do Estado em assuntos religiosos da colônia. 

O regime do padroado vigorou no Brasil durante todo o período da colonização, até mesmo durante os desentendimentos entre o Marquês de Pombal e os jesuítas. Posteriormente, com a independência do Brasil, o império manteve esse regime durante os reinados de D. Pedro I e D. Pedro II. Esse regime chegou a causar problemas no século XIX, com D. Pedro II.

Em 1864, o Papa Pio IX decretou que todos os católicos integrantes da maçonaria fossem excomungados. O imperador, usando seus direitos de intervenção, anulou as determinações papais no território brasileiro, até porque, ele mesmo frequentava a maçonaria. No entanto, os bispos de Olinda e Belém seguiram as determinações do Papa e excomungaram os maçons do clero. Como resposta, D. Pedro II condenou os dois bispos a trabalhos forçados, o que descontentou os membros do clero brasileiro, fazendo com que o Império perdesse um grande aliado.

Posteriormente, em 1889, a proclamação da República tratou de afastar ainda mais a Igreja Católica das questões políticas. Com a nova Constituição republicana, o Estado passava a se tornar oficialmente laico. No entanto, o catolicismo continuou sendo a religião dominante entre os brasileiros, o que ajudou a manter seu poder político de forma indireta.