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Índia e a revolta sipaio

Com a busca europeia por novos mercados consumidores e áreas para investir os capitais excedentes de seus países, a Inglaterra sai além mar tornando a Índia seu protetorado.

China da guerra do ópio

A revolta taiping e boxers

A era meiji e o Japão

Japão expansionista

Ásia do imperialismo

No continente asiático, apesar de haver um amplo domínio europeu sobre diversas ilhas e países, os casos mais emblemáticos foram os da dominação inglesa sobre a Índia, a partilha chinesa e a expansão japonesa.

Índia

No caso indiano, a dominação inglesa começou ainda no século XVIII, com o país se tornando um protetorado britânico em 1763. Nessa conjuntura, a Inglaterra ocupava militar e financeiramente a Índia e tinha controle sobre a política e a administração local, em troca, a Índia supostamente ganharia a proteção do Império Britânico. Com o crescimento do domínio da Companhia Britânica das Índias Orientais, que já no início do XIX monopolizava as relações comerciais com o país, a Índia se tornou cada vez mais dependente do produto inglês, sobretudo dos tecidos. A partir de 1848, enfim, novas reformas foram realizadas pela Inglaterra, com missões religiosas e “civilizatórias”, que impactaram profundamente na cultura indiana. Enfim, em 1876, o ministro britânico Benjamin Disraeli elevou o status da Índia a parte do Império Britânico, sendo a Rainha Vitória a Imperatriz da Índia.

Apesar do domínio britânico, a colonização da Índia não foi pacífica, visto que revoltas já no século XIX ajudaram a despertar a resistência e o nacionalismo indiano contra os abusos imperialistas. No caso da Revolta dos Sipaios (1735-1741), militares indianos entraram em confronto contra oficiais ingleses por rejeitarem o uso de graxa animal nas armas, o que nas tradições indianas era considerado um absurdo.

China

No caso chinês, o país continha uma das maiores populações do mundo já no século XIX, sendo, portanto, um mercado consumidor desejável para todas as potências industriais, logo, não só a Europa, como os E.U.A e o Japão investiram no domínio da região.

O grande Império Britânico também obtinha um importante controle do comércio com a China no século XIX, mas, antes de intensificar as intervenções no país, conflitos entre os dois ocorreram. Primeiro, graças a exportação forçada do ópio britânico, produzido na Índia, para a China, uma crise diplomática foi iniciada e, como consequência, levou à Guerra do Ópio (1841). A guerra teve início quando as autoridades chinesas decidiram proibir a entrada do ópio inglês no porto de Cantão, destruindo assim várias caixas do produto e ignorando os pedidos de indenização dos ingleses. Ao iniciar a guerra, os navios chineses não tiveram como vencer a poderosa marinha britânica, que puniu o país asiático com a imposição do Tratado de Nanquim (1842), que obrigava a China a  abrir os portos de Cantão, Amoy, Foochow, Ningpo e Shanghai para o livre-comércio, fixar as tarifas alfandegárias de acordo com os desejos ingleses e entregat a cidade de Hong-Kong para a posse da Rainha Vitória e de seus sucessores. Anos depois, a China ainda foi obrigada a assinar o Tratado de Pequim (1860), que abria mais sete portos, embaixadas europeias e declarava o direito de países europeus realizarem missões cristãs no país.

Insatisfeitos com a opressão sofrida pelos novos acordos e pela dominação imperialista, em 1900, parte da população chinesa ainda tentou se rebelar, na chamada Guerra dos Boxers. Nessa revolta, chineses incentivados pelo sentimento nacionalista e anti-imperialista assassinaram cerca de 200 estrangeiros que estavam na China, principalmente com golpes de artes marciais. A revolta, no entanto, não conquistou objetivos ou mudanças concretas, visto que foi massacrada por uma força expedicionária composta por diversos países.

Japão

Após os anos de contato com missionários e navegadores portugueses no século XVI, que levou inclusive a introdução do cristianismo no país, o Japão, em 1648, expulsou os estrangeiros e permaneceu com seus portos fechados para outras nações até o século XIX.

Assim, enquanto a Europa se industrializava e a burguesia ascendia no século XIX, no Japão, o regime dominado pelos daimios e pelos samurais ainda sobrevivia em um sistema semelhante ao feudalismo, extremamente agrário e isolado. Essa estrutura mudou apenas em 1854, quando uma frota de navios americanos, interessado em expandir os comércios e o mercado consumidor do país chegou na costa japonesa. Comandados pelo almirante Perry, a marinha americana forçou a abertura dos portos japoneses e, sob ameaças, impôs a assinatura de diversos tratados comerciais que, de certa forma, contribuíram para o próprio desenvolvimento econômico japonês e para o fim do antigo regime e das tradições locais.

As mudanças ocasionadas nesse período e a centralização política promovida pelo imperador Mutsuhito promoveu assim a industrialização do país, no que ficou conhecido como a Era Meiji. A nova face do Japão logo se voltou para as conquistas no Oceano Pacífico, expandindo o império japonês e dominando diversas ilhas na região. Guerras contra a China em 1894 e contra a Rússia, em 1904 garantiram, inclusive, a hegemonia japonesa e demonstraram ao mundo o poder da nova potência asiática.