Quer participar das conversas políticas que não param de surgir no seu Facebook? Esse resumo é para você

19/10/2014 Camila Paula

Fala, galera, tudo em paz? Como não é difícil perceber, estamos em segundo turno na campanha presidencial e o Facebook tem fervilhado em discussões políticas. Por um lado, tudo isto é muito bom, é sinal de que os brasileiros estão preocupados com o exercício de sua cidadania. Por outro lado, muitas vezes, infelizmente, a defesa que as pessoas fazem de seus respectivos candidatos são sem o menor rigor, com base em ataques pessoais ou notícias falsas da internet. Seja como for, o fato é que a política está na pauta da hora. E é claro que eu não ia lhe deixar na mão nesse momento. Eu bem sei que muitas vezes é difícil e entender as disputas partidárias, afinal, as posições políticos são várias e envolve uma série de termos técnicos. O que é, por exemplo, uma perspectiva de direita? E o que é ser um esquerdista? Quando um cara diz que é conservador ou socialista, aí mesmo é que a coisa pega, não é? Vamos pôr os pingos nos is.

Em primeiro lugar, precisamos lembrar que vivemos em uma sociedade industrial e capitalista. Portanto, os grandes acontecimentos que construíram a civilização em que vivemos foram as transformações sociais ocorridas na passagem do século XVIII para o XIX, em especial o Iluminismo, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. Lembra-se que nós falamos disso quando tratamos do surgimento da sociologia? Seja no campo do pensamento, no campo da política ou da economia, tais eventos modificaram radicalmente a civilização ocidental, destruindo definitivamente o Antigo Regime, com todos os seus resquícios medievais, e dando origem à sociedade moderna na qual vivemos. Foi diante deste novo mundo pós-revolucionário que se formaram as diversas correntes políticas do século XIX, correntes que, de algum modo, ainda são as mesmas que orientam nosso debate político contemporâneo.

            Aqui são necessárias algumas palavrinhas sobre os conceitos de Direita e Esquerda. Esses dois termos passaram a ser usados no debate político a partir da Revolução Francesa. Na Assembleia Revolucionária, sem qualquer combinado prévio, os legisladores passaram a se sentar no plenário de acordo com suas convicções políticas. Os girondinos, que queriam moderar a Revolução, sentavam-se do lado direito da Assembleia. Os jacobinos, que queriam radicalizar o processo revolucionário, sentavam-se nos bancos à esquerda. Desde então, tornou-se costume chamar de direitista o sujeito que pretende manter e estabilizar a ordem social nascida com o Iluminismo, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. O direitista é, portanto, grosso modo, um defensor das liberdades individuais, do capitalismo e de um Estado pequeno, que dê grande espaço à atuação das pessoas. Por sua vez, desde então o hábito passou a nomear de esquerdista o sujeito que pretende radicalizar o processo revolucionário que teve início no século XVIII e construir uma nova forma de sociedade que destrua o próprio capitalismo. A Esquerda, assim, tem tradicionalmente uma maior sensibilidade para a luta contra as desigualdades sociais e está geralmente ligada à defesa do socialismo.

Há diversas diferenças ideológicas entre a “esquerda” e a “direita” políticas. Fique de olho!

Podemos dizer que, enquanto a Direita toma como seu maior valor a defesa da liberdade; a Esquerda, por sua vez, centra-se na valorização da igualdade. O direitista, portanto, afirma que não cabe ao Estado determinar como os indivíduos devem se comportar, mas, ao contrário, seu papel deve se intrometer-se o menos possível na vida dos indivíduos, realizando apenas aquilo que for estritamente necessário. Por sua vez, o esquerdista pensa que a função primária da política é promover uma sociedade igualitária, pondo fim a toda forma de exploração e opressão. Nessa perspectiva, o papel do Estado é reduzir as desigualdades entre ricos e pobres e conceder oportunidades iguais para todos os cidadãos prosperarem.

Muito vago e confuso? Calma! No começo é assim mesmo. Na semana que vem, vamos deixar as coisas mais claras. Nosso objetivo será conhecer as diversas correntes internas da Direita e da Esquerda, tais como o conservadorismo, o liberalismo, o anarquismo e o comunismo.

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Camila Paula

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