Liberalismo ou Comunismo? Adam Smith ou Karl Marx? Tire suas dúvidas sobre esses assuntos!

24/12/2014 Camila Paula

Ignorando a discussão dos Neoclássicos e dos Neoliberais, que tanto aparecem em nossas timelines do Facebook em qualquer área de comentários nas matérias de jornais, decidi voltar às origens inglesas e descobrir um pouco mais sobre Adam Smith e Karl Marx. Esse encontro de “feras” vai servir para explicar geograficamente a época, a economia e as batatas. Sim, batatas  – a coisa mais importante desse post. Vamos lá?

 

Tio Adam, a riqueza das nações e o Liberalismo

Liberalismo ou Comunismo? Adam Smith ou Karl Marx?

Inglaterra pedindo para os paises diminuírem o protecionismo

A importância do menino Adam é sem precedentes, principalmente para a ciência econômica. Defendendo, sobretudo, a tese da mão invisível – pilar da economia liberal e do livre mercado- que defende que o Estado mais atrapalha do que ajuda quando interfere na economia e que, na verdade, ele deveria deixar o capital se autoregular. Na verdade, o liberalismo começa a enxergar o Estado como algo que precisa diminuir para que o sucesso do indivíduo empreendedor ocorra, assim com sua liberdade.

A tese de que a vida e o mercado não precisam de fronteiras encontra sinergia com os interesses mercantis e políticos da região, pois o aumento de produtividade da revolução industrial ocasiona um aumento absurdo de competitividade por aprte das indústrias inglesas, gerando incentivo por parte da burguesia detentora destas empresas competitivas para que o resto do mundo fosse menos protecionista. Jogo de interesses? Talvez!

 

Karl Marx: com a burguesia industrial não dá para existir democracia

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Liberalismo ou Comunismo? Adam Smith ou Karl Marx?

Karl Marx gera posters, brinquedos, bottons e camisetas. Mas esta obsessão pela figura do “tio Carlos Marques” não quer dizer que sua contribuição não fora importante para o mundo da ciência. Vamos aos fatos e vamos por partes.

Para ele, a burguesia industrial era a raíz do problema, pois o capitalismo era uma engrenangem na qual iria se perpetuar para sempre um padrão de exclusão do proletariado urbano. As instituições do Estado e a própria democracia seriam apenas um teatro para encobrir as verdadeiras intenções dos capitalistas de dominar, explorar e subjugar os trabalhadores. Na análise de Marx, os trabalhadores são os únicos a produzirem – através de sua força de trabalho – algum tipo de mercadoria. Os burgueses apenas apropriam-se destes recursos. Cabe aos proletariados urbanos tomar as rédeas da revolução, retirar a burguesia, tomar os meios de produção e iniciar um regime que, de fato, fosse representativo dos interesses operários.

É impossível não citar que os rumos não foram muito bem trilhados pelas análises publicadas por Marx. A China, Rússia, Cuba e Coréia do Norte são exemplos irrefutáveis disto. São inúmeras as violações de liberdades individuais, injúrias físicas e de supressões aos direitos democráticos. Lamentavelmente.

E aí, curtiu o nosso resumo de hoje? Não esqueça de deixar seu comentário! 😀

 

Camila Paula

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