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Segunda dica para a Fuvest!

Olá, pessoal!

O maior vestibular do Brasil merece posts dedicados somente a ele. Se você não vai fazer Fuvest, mas vai fazer vestibular esse ano, preste atenção a essas dicas também, pois essa banca pede o tipo de texto mais pedido pelos vestibulares: a Dissertação. Vou continuar, nesse post, comentando temas antigos.

Ah só uma observação: muitos candidatos tem dúvidas se serão descontados ou não se passarem a quantidade de linhas estabelecida. Entendam, isso varia de banca para banca, mas a Fuvest deixa explícito que qualquer coisa escrita fora do quadrado estabelecido será devidamente desconsiderado. Por isso, planeje a sua redação e não se perca nas linhas, ok?

Bem, o candidato que fez o Vestibular 2010 da Fuvest, ao abrir a prova, encontrou os seguintes dizeres “Na civilização em que se vive hoje, constroem-se imagens, as mais diversas, sobre os mais variados aspectos; constroem-se imagens, por exemplo, sobre pessoas, fatos, livros, instituições e situações. No cotidiano, é comum substituir-se o real imediato por essas imagens.” Dentre as possibilidades de construção de imagens enumeradas, o candidato deveria escolher apenas uma como tema de seu texto, e redigir a dissertação. Ou seja, se ele escolhesse, por exemplo, “pessoas”, ele deveria escrever sobre como substituímos as imagens de pessoas, ou grupo de pessoas, pelas imagens que fazemos das mesmas.

Embora possa parecer difícil, ou até confuso, a dica para esse tipo de tema é tentar problematizá-lo de forma que ele se torne, na cabeça do candidato, mais subjetivo e, talvez, mais fácil de argumentar. Nesse sentido, o candidato poderia falar sobre a cultura de rótulos que vivemos atualmente. Como assim? Percebam que costumamos identificar certos grupos de pessoas, ou seja, criar estereótipos, arquétipos, como “o nerd”, o “o emo”, “o playboy”, como se o ser humano fosse uma coisa só, e somente pudesse ser identificado por aquele grupo de caraceterísticas. Assim, seria interessante pensar até que ponto isso afeta as relações humanas, a aceitação de diferenças, a criação de valores contemporâneos… Entenderam? Essa era somente uma das diversas abordagens que poderiam ser criadas.

Agora, uma dica: em temas com caráter subjetivo, tendemos a nos perder nos pensamentos e “escrever demais”. Evite períodos muito longos, pois além de tornar a leitura difícil, eles denotam falta de clareza e objetividade.

Certinho? Até a próxima!