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Movimento Hippie, Primavera Árabe e mais! Os movimentos juvenis no passado e no presente

Saiba tudo sobre o Movimento Hippie, os Caras-Pintadas, a Primavera Árabe e mais!

hippie

Existem muitas diferenças entre o jovem de outrora e o jovem de hoje. Enquanto no passado eles tinham maior atividade, consciência e postura de luta e enfrentamento ao poder estabelecido, a partir de uma base essencialmente ideológica, o despertar do engajamento nos jovens de hoje vem com a proximidade das eleições e um enfrentamento virtual.

Movimento Hippie

Popular nos anos 60, o movimento Hippie foi um comportamento coletivo de contracultura que surgiu nos Estados Unidos e tinha a frase “paz e amor” (“peace and love”) associada ao fato de fazerem críticas ao uso de armas nucleares, à guerra do Vietnã e ao nacionalismo. Além de ser favorável a questões ambientais, prática de nudismo e emancipação sexual, o jovem hippie contestava a sociedade, os valores tradicionais, o poder militar e econômico.

Algumas características do movimento hippie:

  • Usavam roupas velhas e naturalmente rasgadas em oposição ao consumismo;
  • Amor livre e sem distinções;
  • Rejeição a produtos industrializados e consumo de produtos naturais e orgânicos;
  • Uso de drogas;
  • Culto ao prazer livre: sexual, físico ou intelectual.
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O símbolo da paz foi desenvolvido na Inglaterra como logotipo para uma campanha pelo desarmamento nuclear. Porém, foi adotado também pelo movimento hippie americano, que era contra as guerras dos anos 60.

Caras-Pintadas

O movimento dos “caras-pintadas”, ocorrido em 1992, tinha como principal objetivo o impeachment do então presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, baseado em denúncias de corrupção e por suas medidas econômicas não populares. Esse movimento contou com milhares de jovens por todo o país, manifestando com os rostos pintados de verde e amarelo. Collor acabou por renunciar ao cargo para preservar seus direitos políticos.

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Passeata estudantil dos caras-pintadas pedindo o impeachment do presidente Fernando Collor.

Revolução de Jasmim

Após o jovem vendedor ambulante Mohamed Bouazizi ter ateado fogo em seu próprio corpo como forma de protesto por não conseguir uma licença para trabalhar na rua e se negar a continuar pagando propina aos fiscais, uma série de protestos foram desencadeados, gerando uma onda revolucionária por toda Tunísia, em 2010. Os protestos se espalharam pelo Mundo Árabe, desde o norte da África até o Oriente Médio, atingindo países que viveram sob ditaduras durante décadas, acusados de violações dos direitos humanos e a imposição de severas restrições da liberdade de expressão; enquanto as populações viviam em meio a pobreza e ao desemprego, as elites acumularem fortunas.

Fatos importantes:

  • Greves, manifestações, passeatas e comícios.
  • Uso das mídias sociais como Facebook, Twitter e Youtube para organizar, comunicar e sensibilizar a população.
  • Depois de mais de 20 anos no poder, o ex-ditador tunisiano, Ben Ali, é deposto.
  • Países como Egito, Líbia, Iêmen, Sudão e Jordânia se libertaram dos ditadores, no movimento conhecido como Primavera Árabe.
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Mohammed Bouazizi, mártir da Revolução de Jasmim na Tunísia.

Manifestações de 2013

Os protestos em 2013, no Brasil, ficaram coloquialmente conhecidos como Revolução do Vinagre. Foram várias manifestações populares em todo país, que surgiram inicialmente nas principais capitais, para contestar os aumentos nas tarifas de transporte público. Foram as maiores mobilizações desde o impeachment de Collor. Essas manifestações seguiram o mesmo processo de “propagação viral” de protestos da Primavera Árabe.

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As manifestações no Brasil tiveram grande repressão policial a fim de conter os manifestantes. Como o vinagre era utilizado como meio de proteção ao gás lacrimogêneo e sprays de pimenta, muitos manifestante foram presos por estarem portando o produto.

 

EXERCÍCIOS

1. (ENEM) No mundo árabe, países governados há décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos; desses, 56% têm acesso à internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia, esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. Em meados de dezembro, um tunisiano de 26 anos, vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma série de manifestações eclode na Tunísia e, como uma epidemia, o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos, derrubando em seguida o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Sites e redes sociais — como o Facebook e o Twitter — ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Pérsico.

SEQUEIRA, C. D.; VILLAMÉA, L. A epidemia da Liberdade. IstoÉ Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado).

Considerando os movimentos políticos mencionados no texto, o acesso à internet permitiu aos jovens árabes:

a) reforçar a atuação dos regimes políticos existentes.

b) tomar conhecimento dos fatos sem se envolver.

c) manter o distanciamento necessário à sua segurança.

d) disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores.

e) difundir ideias revolucionárias que mobilizaram a população.

 

 

2. (ENEM)

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Texto do Cartaz: “Amor e não guerra”

Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra, movimentos como o Maio de 1968 ou a campanha contra a Guerra do Vietnã culminaram no estabelecimento de diferentes formas de participação política. Seus slogans, tais como “Quando penso em revolução quero fazer amor”, se tornaram símbolos da agitação cultural nos anos 1960, cuja inovação relacionava-se:

a) à contestação da crise econômica europeia, que fora provocada pela manutenção das guerras coloniais.

b) à organização partidária da juventude comunista, visando o estabelecimento da ditadura do proletariado.

c) à unificação das noções de libertação social e libertação individual, fornecendo um significado político ao uso do corpo.

d) à defesa do amor cristão e monogâmico, com fins à reprodução, que era tomado como solução para os conflitos sociais.

e) ao reconhecimento da cultura das gerações passadas, que conviveram com a emergência do rock e outras mudanças nos costumes.

 

 

3. (ENEM) Movimento dos Caras-Pintadas

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O movimento representado na imagem, do início dos anos de 1990, arrebatou milhares de jovens no Brasil.Nesse contexto, a juventude, movida por um forte sentimento cívico,

a) aliou-se aos partidos de oposição e organizou a campanha Diretas Já.

b) manifestou-se contra a corrupção e pressionou pela aprovação da Lei da Ficha Limpa.

c) engajou-se nos protestos relâmpago e utilizou a internet para agendar suas manifestações.

d) espelhou-se no movimento estudantil de 1968 e protagonizou ações revolucionárias armadas.

e) tornou-se porta-voz da sociedade e influenciou no processo de impeachment do então presidente Collor.

 

Gabarito

1. E

Comentário: Foi por meio das redes sociais que as principais mobilizações se manifestaram. A população jovem, insatisfeita com as condições e características dos regimes ditatoriais, organizaram-se utilizando instrumentos de sites como o Twitter e o Facebook para difundir as suas insatisfações, marcar datas e organizar os protestos que culminaram na derrocada das ditaduras na Tunísia e no Egito.

2. C

Comentário: O ano de 1960 foi um período de uma enorme efervescência política e cultural em todo o mundo. O ano de 1968, em especial, foi de enorme ebulição sociopolítica, causada pelos movimentos estudantis iniciados na França por melhorias educacionais. Tais movimentos se tornaram uma luta em defesa da liberdade não apenas na esfera política e social, mas também na esfera individual e até mesmo sexual. Tendo na contracultura sua maior demonstração, o movimento também incorporou o princípio da “não violência”, do ambientalismo e do socialismo libertário.

3. E

Comentário: A imagem retrata os “Caras-pintadas”, movimento composto em sua maioria por jovens estudantes que, no início do ano de 1992, foram às ruas para protestar contra o governo do presidente Fernando Collor de Mello. O movimento tinha como principais motivações, as denúncias de corrupção no governo e ainda medidas econômicas impopulares como o Plano Collor. Tal movimento se torna ícone dos protestos e influencia no processo de impeachment de Collor e sua renuncia da presidência em dezembro de 1992.

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