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Modelo de Redação: As redes sociais como meio de ativismo

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Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você no Plano de Estudos da Semana 28? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feita pela monitora Maria Carolina, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação. Confira!

Veja aqui a coletânea de textos completa para este tema e faça já a sua redação: As redes sociais como meio de ativismo


 

Segundo o pai da psicanálise, Sigmund Freud, “O novo sempre despertou perplexidade e resistência”. O receio do destaque entre tantas opiniões divergentes e a necessidade de integrar-se ao âmbito coletivo fez com que os indivíduos, por vezes, fizessem uso das redes sociais como porta-voz de suas necessidades de expressão e de mobilização a causas sócio-políticas. No entanto, nem sempre essa conduta presente no mundo virtual faz-se verossímil à sua aplicação na realidade.

É incontestável o impacto que essas redes propiciam aos cidadãos, pois, além do amplo acesso à informação, colabora para que os navegantes se sintam mobilizados pela força conjunta e tornem-se mais estimulados a práticas ativistas. As manifestações de Junho de 2013 comprovam que a organização por eventos virtuais concretizaram a atuação do cyberativismo fora das telas. O movimento “Vem pra rua” reuniu brasileiros de vários estados a reivindicarem seus direitos por saúde, educação e assistência pública. Em um inesperado sincretismo, a rua e a internet fomentaram uma marcha colaborativa pela democracia.

No entanto, a Geração Curtir e Compartilhar, da mesma forma, pode dissimular um engajamento que só transparece no campo cibernético. Devido a acessibilidade e a difusão de informações favorecidas pelo uso da internet, os internautas podem traçar um tipo de perfil nas redes sociais que os mascarem por meio de discursos autossuficientes, quando, muitas vezes, sua contribuição à mobilização nas redes simula uma sensação de cumprimento de deveres como cidadãos. Assim como a 1ª Geração Romântica, a criação de uma identidade idealizadamente heroica com a pátria converte-se em uma ação paliativa às medidas de ativismo.

Nesse sentido, portanto, usufruir dos prós desse estímulo à inclusão social, motivada pelas redes sociais, é fundamental para que o povo brasileiro exerça a participação política. Ainda que os receios à mudança sejam provenientes da vida, a análise de Freud sobre o novo incitaria com que os indivíduos agregassem o poder das redes sociais à realização de sua cidadania, com a mobilização de atos públicos, a cobrança ao governo por projetos de integração e a petição à fiscalização dos gastos políticos. Assim, a antiga personificação de uma identidade heroica nas redes faria jus ao sincretismo entre o mundo da internet e o das atuações.