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Modelo de Redação: Os efeitos do uso de substâncias estimulantes no século XXI

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você no Plano de Estudos da Semana 10? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pelo monitora Juliana Fernandes, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação. Confira!

Veja aqui a coletânea de textos completa para este tema: Os efeitos do uso de substâncias estimulantes no século XXI


 

O engodo do imediatismo

A questão da utilização de substâncias estimulantes com o fim de promover o aumento do desempenho físico não é recente. Nunca, ao longo de todo o percurso do esporte, houve tanto consumo de drogas, principalmente por praticantes de esportes que exigem grandes esforços e bom condicionamento físico. De modo paralelo, observamos na população em geral o uso descontrolado de medicamentos e drogas estimulantes com a finalidade de potencializar ao máximo as funções cognitivas.

Nos anos de 1980, houve um considerável aumento na prática de exercícios físicos, que provocou uma grande busca por academias de ginástica. A valorização da aparência dos músculos desenvolvidos ou com hipertrofia, até mesmo nas mulheres, passou a ter um patamar positivo e a ser divulgada pela mídia. Assim, vemos, hoje, um comércio paralelo que disponibiliza drogas anabolizantes, o qual é frequentemente denunciado em reportagens jornalísticas. A busca incessante por um corpo perfeito e, às vezes, o pouco conhecimento dos frequentadores de academia mantém esse comércio clandestino em crescimento.

Outrossim, observa-se na sociedade um grande aumento da ingestão de medicamentos que possam potencializar o raciocínio e melhorar o desempenho nas atividades exercidas.  O uso dessas drogas representa a falência do esforço e a ode à preguiça, já que as substancias praticamente agem de forma a maximizar, de maneira independente do usuário, a capacidade de pensar e agir. Pesquisas científicas mostram as reações acima da média produzidas pelo organismo, que produz esforços consideráveis. Porém, ao parar de ingerir, há uma notável falta de energia levando à depressão, o que também é negativo, pois as ações cotidianas que eram normalmente feitas são prejudicadas.

No mundo dos imediatismos e das soluções na palma da mão, o ludíbrio do cérebro surge como mais uma ferramenta na solução rápida das adversidades, deixando de lado a própria autonomia como ser humano e provocando até um sentimento enganoso de poder. Portanto, para que esse problema seja minimizado ou até mesmo erradicado, tanto no meio social quanto no esportivo, é necessário que os profissionais de saúde e da educação física devam banir o uso de drogas relacionado com o máximo rendimento de atletas ou com fins estéticos. As drogas só devem ser utilizadas somente por indicação médica consciente. O uso dessas substâncias, quando constatado, deve ser denunciado aos conselhos competentes, para que a punição seja executada.