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Modelo de Redação: A importância da reivindicação pela saúde pública no Brasil

Modelo de Redação: A importância da reivindicação pela saúde pública no Brasil

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Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na semana 3 de 2017? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pela monitora Maria Carolina Coelho, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação. Você também pode enviar sua redação para nós! Clique aqui!

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Quer saber como ficaria uma redação mediana sobre esse tema? Confira:

No ano de 2013, centenas de jovens foram nas ruas protestar pelos problemas do país e cobrar mudanças na saúde. Os direitos dos cidadãos são garantidos pela Constituição Federal, mas a população precisa se mobilizar para cobrar os seus direitos. Neste sentido, nota-se que a saúde não é tratada como deveria pelos governantes e é preciso alterar esse cenário na sociedade brasileira.

A crise econômica prejudica a saúde pública e a falta de investimentos nas infraestruturas dos hospitais e na distribuição de remédios fazem com que a população seja a que mais sofra com esses reflexos. De acordo com informações do site G1, em 2016, o estado de Mato Grosso reduziu a distribuição gratuita de alguns medicamentos importantes e muitas pessoas sofreram com a perda. Além disso, nem todos os pacientes tem condições de arcar com os gastos.

Além disso, os atos de corrupção corroboram para que não haja mudanças nos hospitais. Infelizmente, os desvios de verbas e a falta de transparência sobre as transações financeiras prejudicam os investimentos nos hospitais públicos. Em consequência disso, a qualidade do atendimento é fragilizada, pois há vários pacientes que deixam de serem socorridos da maneira adequada.

É preciso reivindicar a fim de que a saúde seja valorizada no Brasil. Ainda que o país enfrente uma crise, os investimentos na saúde não devem ser cortados, visto que parte dos cidadãos dependem dessa assistência. Além disso, o governo deve ser mais severo em relação aos corruptos e punir os envolvidos em parceria com a mídia para que essa situação não persista.


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Análise da redação

Introdução

No ano de 2013, centenas de jovens foram nas ruas protestar pelos problemas do país e cobrar mudanças na saúde. Os direitos dos cidadãos são garantidos pela Constituição Federal, mas a população precisa se mobilizar para cobrar os seus direitos. Neste sentido, nota-se que a saúde não é vista como deveria pelos governantes e é preciso alterar esse cenário na sociedade brasileira.

Comentário:

O parágrafo de introdução apresenta contextualização, mas com pouco aprofundamento a partir do trecho “protestar pelos problemas do país”; quais são esses problemas? Além disso, há erro de concordância em “foram nas ruas”, o correto seria “foram às ruas”. O segundo período ficou solto, não houve um “gancho” que o interligasse com o período anterior. Já no terceiro período, na apresentação da tese, em “nota-se que a saúde não é vista como deveria pelos governantes (…)”, ainda que haja a apresentação de um ponto de vista, o candidato não fez menção ou parafraseou o restante da proposta temática: a importância das reivindicações pela saúde pública.  

Sugestão de reescritura:

Em 2013, centenas de jovens foram às ruas lutar por seus direitos civis e cobrar das autoridades melhorias sociais, dentre elas, a saúde. Ainda que esses direitos sejam garantidos pela Constituição Federal, os casos de corrupção fizeram com que a população se mobilizasse – visando chamar a atenção dos governantes – em busca de meios que assegurem o bem-estar dos cidadãos. Neste sentido, nota-se que a saúde pública não é vista como prioridade e faz-se preciso combater esse descaso, como também, reconhecer a importância das reivindicações populares para alterar tal cenário na sociedade brasileira.

Desenvolvimento 1

A crise econômica prejudica a saúde pública e a distribuição de remédios faz com que a população seja a que mais sofra com esses reflexos. De acordo com informações do site G1, em 2016, o estado de Mato Grosso reduziu a distribuição gratuita de alguns medicamentos importantes e muitas pessoas sofreram com a perda. Além disso, nem todos os pacientes tem condições de arcar com os gastos.

Comentário:

O parágrafo de desenvolvimento apresenta boas ideias, mas não há a presença de conectores no início do período e nem de um tópico frasal, que é a síntese do argumento que deverá ser ampliado ao longo do parágrafo. Além disso, os dados informativos extraídos no site do G1 não foram justificados, tornando o período expositivo, seria interessante se o candidato aprofundasse os seus pensamentos, relacionando-os com o período anterior. No trecho “nem todos os pacientes tem condições”, há um erro de concordância, pois o verbo ter, no exemplo em destaque, acompanha o sujeito na terceira pessoa do plural.

Sugestão de reescritura:

Em primeiro lugar, a crise econômica afeta a saúde pública. No Brasil, a situação política atual passa por uma grave tensão financeira e, para conter gastos, os governantes cortaram os investimentos na distribuição de remédios, fazendo com que a população sofresse com esses reflexos. De acordo com informações do site G1, em 2016, o estado de Mato Grosso reduziu o fornecimento gratuito de medicamentos para o tratamento de doenças graves, como a fibrose cística, que afeta as glândulas responsáveis pela produção de secreções no organismo. Dessa forma, vários pacientes que não têm condições para arcar com os gastos dos remédios são prejudicados e o funcionamento de sua saúde é posto em risco.

Desenvolvimento 2

Além disso, os atos de corrupção corroboram para que não haja mudanças nos hospitais. Infelizmente, os desvios de verbas e a falta de transparência sobre as transações financeiras prejudicam os investimentos nos hospitais públicos. Em consequência disso, a qualidade do atendimento é fragilizada, pois há vários pacientes que deixam de serem socorridos da maneira adequada.

Comentário:

Ainda que nesse segundo parágrafo de desenvolvimento tenhamos a presença do tópico frasal, a ampliação do argumento ao longo do parágrafo poderia ser mais aprofundada. O candidato deveria utilizar estratégias argumentativas, como a relação causa e consequência e, além disso, exemplificar quais são os investimentos que deveriam ser realizados nos hospitais públicos. No último período, a explicação também está breve, é necessário justificar porque o atendimento é frágil, deixando sempre explícito, o seu ponto de vista.

Sugestão de reescritura:

Além disso, os atos de corrupção corroboram para que não haja mudanças nos hospitais. Infelizmente, são inúmeros os casos de desvios de verbas e a falta de transparência sobre as transações financeiras que, até então, deveriam ser destinadas aos investimentos na infraestrutura dos hospitais públicos, à compra de produtos médicos e hospitalares e, também, ao pagamento de funcionários. Em consequência disso, nota-se que a qualidade do atendimento é fragilizada, pois há casos em que vários pacientes deixam de serem socorridos devido à ausência de macas, máquinas de raio x e equipamentos médicos descartáveis, por exemplo.

Conclusão

É preciso reivindicar a fim de que a saúde seja valorizada no Brasil. Ainda que o país enfrente uma crise, os investimentos na saúde não devem ser cortados, visto que parte dos cidadãos dependem dessa assistência. Além disso, o governo deve ser mais severo em relação aos corruptos e punir os envolvidos em parceria com a mídia para que essa situação não persista.

Comentário:

É preciso incluir, no parágrafo de conclusão, elementos coesivos de valor conclusivo. Além disso, a proposta interventora precisa ser explicada. No segundo período, o candidato não apresentou nenhuma proposta para enfrentar ou amenizar a crise econômica. Já no terceiro período, há a exposição de uma solução, mas com pouca justificativa sobre a função social da mídia para reverter a situação discutida e quais medidas deverão ser realizadas. Ao final do parágrafo falta, ainda, uma frase que sintetize as ideias anteriormente apresentadas.

Sugestão de reescritura:

Nessa perspectiva, portanto, vê-se a necessidade de reivindicar pela valorização da saúde pública no Brasil. Ainda que o país enfrente uma crise, os investimentos na saúde não podem ser cortados, visto que parte dos cidadãos depende dessa assistência.  Assim, as autoridades, como medida paliativa, devem diminuir gastos em outras áreas, continuar com a distribuição de remédios e investir na infraestrutura dos hospitais. Ademais, o governo deve ser mais severo em relação aos casos de corrupção e agir conforme a lei, punindo os envolvidos e, com a ajuda da mídia, divulgar tais ações para que as denúncias sejam transparentes e que, com o acompanhamento da população, essa situação não persista. Se essas medidas forem realizadas, não será mais preciso que ocorra outra manifestação que relembre os direitos, que já deveriam ser assegurados, da população.

Redação exemplar

Em 2013, centenas de jovens foram às ruas lutar por seus direitos civis e cobrar das autoridades melhorias sociais, dentre elas, a saúde. Ainda que esses direitos sejam garantidos pela Constituição Federal, os casos de corrupção fizeram com que a população se mobilizasse – visando chamar a atenção dos governantes – em busca de meios que assegurem o bem-estar dos cidadãos. Neste sentido, nota-se que a saúde pública não é vista como prioridade e faz-se preciso combater esse descaso, como também, reconhecer a importância das reivindicações populares para alterar tal cenário na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, a crise econômica afeta a saúde pública. No Brasil, a situação política atual passa por uma grave tensão financeira e, para conter gastos, os governantes cortaram os investimentos na distribuição de remédios, fazendo com que a população sofresse com esses reflexos. De acordo com informações do site G1, em 2016, o estado de Mato Grosso reduziu o fornecimento gratuito de medicamentos para o tratamento de doenças graves, como a fibrose cística, que afeta as glândulas responsáveis pela produção de secreções no organismo. Dessa forma, vários pacientes que não têm condições para arcar com os gastos dos remédios são prejudicados e o funcionamento de sua saúde é posto em risco.

Além disso, os atos de corrupção corroboram para que não haja mudanças nos hospitais. Infelizmente, são inúmeros os casos de desvios de verbas e a falta de transparência sobre as transações financeiras que, até então, deveriam ser destinadas aos investimentos na infraestrutura dos hospitais públicos, à compra de produtos médicos e hospitares e, também, ao pagamento de funcionários. Em consequência disso, nota-se que a qualidade do atendimento é fragilizada, pois há casos em que vários pacientes deixam de serem socorridos devido à ausência de macas, máquinas de raio x e equipamentos médicos descartáveis, por exemplo.

Nessa perspectiva, portanto, vê-se a necessidade de reivindicar pela valorização da saúde pública no Brasil. Ainda que o país enfrente uma crise, os investimentos na saúde não podem ser cortados, visto que parte dos cidadãos depende dessa assistência.  Assim, as autoridades, como medida paliativa, devem diminuir gastos em outras áreas, continuar com a distribuição de remédios e investir na infraestrutura dos hospitais. Ademais, o governo deve ser mais severo em relação aos casos de corrupção e agir conforme a lei, punindo os envolvidos e, com a ajuda da mídia, divulgar tais ações para que as denúncias sejam transparentes e que, com o acompanhamento da população, essa situação não persista. Se essas medidas forem realizadas, não será mais preciso que ocorra outra manifestação que relembre os direitos, que já deveriam estar assegurados, da população.