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Modelo de Redação: Os obstáculos na doação de sangue no Brasil

Modelo de Redação: Os obstáculos na doação de sangue no Brasil

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Quer saber como ficaria uma redação mediana sobre esse tema? Confira:

Um simples auxílio pode transformar e salvar várias vidas. Como aconteceu após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana. Centenas de pessoas se prontificaram a enviar água e mantimentos aqueles que perderam tudo com o desastre ambiental. Várias campanhas de arrecadação surgiram no Brasil e até mesmo a banda americana Pearl Jam se solidarizou e participou contribuindo financeiramente. Em outros casos, há empecilhos que dificultam o processo de ser solidário, como acontece em relação a doação de sangue no nosso país.

A falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes, sem uma maior divulgação à população, o número de doadores faz-se menor do que a real demanda. No estado da Bahia, por exemplo, nos meses de fevereiro e junho, há grande concentração de eventos, como o Carnaval e as Festas Juninas, maior ingestão de bebidas alcoólicas e motoristas embriagados, o que faz com que os acidentes no trânsito aumentem. Ainda, a exposição deste problema pelos meios de comunicação e o incentivo a novos doadores são escassos.

A doação de sangue feita por homens homossexuais é marcada por obstáculos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até o final da década de 90 os cidadãos que tinham relações homoafetivas eram o “grupo de risco”, nos anos 80, houve o auge da epidemia do vírus da HIV. Neste sentido, o Brasil excluiu a doação de homossexuais que tinham realizado sexo até o prazo de 12 meses. A orientação sexual não poderia nem deveria ser o critério de seleção, mas sim a condição de saúde dos indivíduos, uma vez que a Aids também é transmitida por heterossexuais. A partir desse raciocínio, considera-se, o “comportamento/conduta de risco” na triagem de possíveis doadores.

Deve-se superar as barreiras que interferem na doação de sangue. Portanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de sangue, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Dessa forma, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Dessa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão sanguínea.

 

Análise da redação

Introdução

Como aconteceu após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana. Centenas de pessoas se prontificaram a enviar água e mantimentos aqueles que perderam tudo com o desastre ambiental. Várias campanhas de arrecadação surgiram no Brasil e até mesmo a banda americana Pearl Jam se solidarizou e participou contribuindo financeiramente. Em outros casos, há empecilhos que dificultam o processo de ser solidário, como acontece em relação a doação de sangue no nosso país.

Comentário:

A introdução apresenta falhas na contextualização do tema. Isso acontece, porque o uso do conectivo “como” configura uma comparação com algo dito anteriormente, e como podemos observar, não há texto anterior. Dessa forma, o primeiro período fica solto, desconectado do restante do texto. Assim, não há um sentido claro e linear no raciocínio empregado para a elaboração da introdução. Para melhorar a contextualização, o candidato poderia fazer uso de uma citação, alusão histórica, dados estatísticos. Além disso, podemos notar a falta do acento grave em “aqueles que perderam” e a falta de um conectivo tanto para introduzir a tese explicitada no final do parágrafo quanto para relacionar os períodos, tornando o texto mais fluido e menos engasgado pela falta de relação entre as frases.

Sugestão de reescritura:

Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nesta perspectiva, um simples auxílio pode transformar e salvar várias vidas, como aconteceu após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG). Centenas de pessoas se prontificaram a enviar água e mantimentos àqueles que perderam tudo com o desastre ambiental: várias campanhas de arrecadação surgiram em diferentes pontos do Brasil e até mesmo a banda americana Pearl Jam se solidarizou e participou contribuindo financeiramente. No entanto, em outros casos, há empecilhos que dificultam o processo de ser solidário, como acontece em relação à doação de sangue no nosso país.

Desenvolvimento 1

A falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes, sem uma maior divulgação à população, o número de doadores faz-se menor do que a real demanda. No estado da Bahia, por exemplo, nos meses de fevereiro e junho, há grande concentração de eventos, como o Carnaval e as Festas Juninas, maior ingestão de bebidas alcoólicas e motoristas embriagados, o que faz com que os acidentes no trânsito aumentem. Ainda, a exposição deste problema pelos meios de comunicação e o incentivo a novos doadores são escassos.

Comentário:

O primeiro parágrafo de desenvolvimento possui erros de coesão que afetam seu sentido tanto em sua micro quanto em sua macroestrutura: apresenta falta de conectivo introdutório (primeiramente, em primeiro lugar), de conectivo aditivo em “ frequentes, sem” que deveria ser “ frequentes, e sem” e  de conectivo consecutivo (consequentemente, por conseguinte) em “Juninas, maior ingestão de bebidas”. No último período do parágrafo há erro no uso do “Ainda”, o correto seria “Ainda assim”. Entretanto, a argumentação tem boa base e se constrói sobre dados reais e exemplos concretos.

Sugestão de reescritura:

Primeiramente, a falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de doadores faz-se menor do que a real demanda. No estado da Bahia, por exemplo, nos meses de fevereiro e junho, há grande concentração de eventos, como o Carnaval e as Festas Juninas, por conseguinte, maior ingestão de bebidas alcoólicas e motoristas embriagados, o que faz com que os acidentes no trânsito aumentem. Ainda assim, a exposição deste problema pelos meios de comunicação e o incentivo a novos doadores são escassos.

Desenvolvimento 2

A doação de sangue feita por homens homossexuais é marcada por obstáculos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até o final da década de 90 os cidadãos que tinham relações homoafetivas eram o “grupo de risco”, nos anos 80, houve o auge da epidemia do vírus da HIV. Neste sentido, o Brasil excluiu a doação de homossexuais que tinham realizado sexo até o prazo de 12 meses. A orientação sexual não poderia nem deveria ser o critério de seleção, mas sim a condição de saúde dos indivíduos, uma vez que a Aids também é transmitida por heterossexuais. A partir desse raciocínio, considera-se, o “comportamento/conduta de risco” na triagem de possíveis doadores.

Comentário:

Ausência de um conectivo que relacione o DII ao DI; erro de coesão e coerência em “até o final da década de 90 os cidadãos que tinham relações homoafetivas eram o “grupo de risco”, nos anos 80, houve o auge da epidemia do vírus da HIV” que deveria ser “até o final da década de 90 os cidadãos que tinham relações homoafetivas constituíam o chamado “grupo de risco”, pois, nos anos 80, houve o auge da epidemia do vírus da HIV”. O último período precisa se situar em qual momento o comportamento de risco foi adotado como critério e quem está passível dessa análise: A partir desse raciocínio, considera-se, agora, o “comportamento/conduta de risco” na triagem de possíveis doadores homossexuais e/ou heterossexuais.

Sugestão de reescritura:

Além disso, a doação de sangue feita por homens homossexuais é marcada por obstáculos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até o final da década de 90 os cidadãos que tinham relações homoafetivas constituíam o chamado “grupo de risco”, pois, nos anos 80, houve o auge da epidemia do vírus da HIV. Neste sentido, o Brasil excluía a doação de homossexuais que tinham realizado sexo até o prazo de 12 meses. Entretanto, a orientação sexual não poderia nem deveria ser o critério de seleção, mas sim a condição de saúde dos indivíduos, uma vez que a Aids também é transmitida por heterossexuais. A partir desse raciocínio, considera-se, agora, o “comportamento/conduta de risco” na triagem de possíveis doadores homossexuais e/ou heterossexuais.

Conclusão

Deve-se superar as barreiras que interferem na doação de sangue. Portanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de sangue, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Dessa forma, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Dessa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão sanguínea.

Comentário:

O primeiro período fica um pouco desconectado do restante do parágrafo. Seria bem visto que aparecesse um conectivo conclusivo que deixasse claro que este é o parágrafo de fechamento do texto. A proposta de intervenção é bem elaborada e menciona os GOMIFES, relacionando o papel de cada agente. Há retomada da tese quando afirma que é necessário superar barreiras na doação. Os conectivos são bem utilizados para relacionar os períodos que compõem o parágrafo.

Sugestão de reescritura:

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na doação de sangue. Portanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de sangue, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Dessa forma, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Dessa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão sanguínea.

Redação exemplar

Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nesta perspectiva, um simples auxílio pode transformar e salvar várias vidas, como aconteceu após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG). Centenas de pessoas se prontificaram a enviar água e mantimentos àqueles que perderam tudo com o desastre ambiental: várias campanhas de arrecadação surgiram em diferentes pontos do Brasil e até mesmo a banda americana Pearl Jam se solidarizou e participou contribuindo financeiramente. No entanto, em outros casos, há empecilhos que dificultam o processo de ser solidário, como acontece em relação à doação de sangue no nosso país.

Primeiramente, a falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de doadores faz-se menor do que a real demanda. No estado da Bahia, por exemplo, nos meses de fevereiro e junho, há grande concentração de eventos, como o Carnaval e as Festas Juninas, por conseguinte, maior ingestão de bebidas alcoólicas e motoristas embriagados, o que faz com que os acidentes no trânsito aumentem. Ainda assim, a exposição deste problema pelos meios de comunicação e o incentivo a novos doadores são escassos.

Além disso, a doação de sangue feita por homens homossexuais é marcada por obstáculos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até o final da década de 90 os cidadãos que tinham relações homoafetivas constituíam o chamado “grupo de risco”, pois, nos anos 80, houve o auge da epidemia do vírus da HIV. Neste sentido, o Brasil excluía a doação de homossexuais que tinham realizado sexo até o prazo de 12 meses. Entretanto, a orientação sexual não poderia nem deveria ser o critério de seleção, mas sim a condição de saúde dos indivíduos, uma vez que a Aids também é transmitida por heterossexuais. A partir desse raciocínio, considera-se, agora, o “comportamento/conduta de risco” na triagem de possíveis doadores homossexuais e/ou heterossexuais.

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na doação de sangue. Portanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de sangue, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Dessa forma, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Dessa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão sanguínea.