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Modelo de Redação: Os desafios da sexualidade na adolescência

Modelo de Redação: Os desafios da sexualidade na adolescência

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Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na semana 5 de 2017? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pel0 monitor Rodrigo Pamplona, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação. Você também pode enviar sua redação para nós! Clique aqui!

Veja aqui a coletânea de textos completa para este tema e faça já a sua redação: Os desafios da sexualidade na adolescência.


Quer saber como ficaria uma redação mediana sobre esse tema? Confira:

Atualmente, a tecnologia permite o livre acesso a qualquer tipo de conteúdo. Jovens que antes tinham pouco contato com conteúdos eróticos, hoje, com a quantidade de informações e por pressão social dos colegas acabam por consumir tais conteúdos no afã de provarem para si e para os outros que não são crianças. A hipersexualização virou um problema crônica em nossa sociedade, haja vista que os indivíduos não descobrem a sexualidade aos poucos, mas são apresentados a ela de forma brusca.

Seja através de músicas que fazem apologia ao sexo, seja através de conversas ou filmes que vendem conteúdo erótico – ainda que   velado –, o jovem desperta para a sexualidade de forma desordenada. Educação sexual não é tema recorrente em escolas, e é tabu na sociedade, portanto, os pais também o evitam. Desta forma, ao passo que o adolescente tem acesso a todo o tipo de conteúdo, falta-lhe informação e conhecimento.

A onipotência típica da adolescência faz com que os seres, para tentarem se afirmar, inicie suas vidas sexuais, muitas vezes, mais cedo do que deveriam. Isso dá a eles a falsa sensação de que são totalmente adultos e cada relação sexual é transformada em um troféu perante aos outros. Entretanto, eles são imprudentes e menosprezam o uso de preservativos, por exemplo, negligenciando a contração das doenças sexualmente transmissíveis, por acharem que a gravidez é o único problema de uma relação sem prevenção e por conhecerem a famosa pílula do dia seguinte.

Portanto, conclui-se que, para que os jovens tenham uma vida sexual saudável, a escola, deve ministrar tempos de educação sexual, para que eles obtenham a informação de uma fonte segura. Os pais devem deixar o tabu de lado e conversar mais com seus filhos, a fim de orientá-los.

 

Análise da redação

Introdução

Atualmente, a tecnologia permite o livre acesso a qualquer tipo de conteúdo. Jovens que antes tinham pouco contato com conteúdos eróticos, hoje, com a quantidade de informações e por pressão social dos colegas acabam por consumir tais conteúdos no afã de provarem para si e para os outros que não são crianças. A hipersexualização virou um problema, porque não se descobre a sexualidade aos poucos, mas de forma brusca.

Comentário:

O parágrafo de introdução não tem esse nome à toa. É nele que devemos contextualizar o assunto e apresentar uma tese, que defenderemos ao longo do texto. Embora não haja erros gramaticais, a repetição da palavra “conteúdo” poderia ter sido evitada. A argumentação poderia ser mais densa se a relação entre os períodos fosse mais estreita. Não se esqueça de que o tópico frasal, geralmente, encabeça o parágrafo.

Sugestão de reescritura:

A hipersexualização dos jovens tornou-se um problema crônico em nossa sociedade, pois transforma o que deveria ser um processo contínuo de descoberta em uma corrida para o sexo. Isso se dá por conta da cultura contemporânea que casa a relação íntima ao status de adulto. Outro fator importante é o acesso fácil aos conteúdos eróticos, que, aliado ao afã juvenil de querer ser mais velho, catalisa o processo de perda da infância. As consequências disso são jovens constituindo famílias cada vez mais cedo e o aumento da estatística de pessoas com menos de 20 anos infectadas por doenças sexualmente transmissíveis.

Desenvolvimento 1

Seja através de músicas que fazem apologia ao sexo, seja através de conversas ou filmes que vendem  conteúdo erótico – ainda que   velado –, o jovem desperta para a sexualidade de forma desordenada. Educação sexual não é tema recorrente em escolas, e é tabu na sociedade, portanto, os pais também o evitam. Desta forma, Ao passo que o adolescente tem acesso a todo o tipo de conteúdo, falta-lhe informação e conhecimento.

Comentário:

O primeiro parágrafo de desenvolvimento serve para que a primeira ideia exposta na introdução seja exposta e dissecada. Nesse caso, deveríamos falar sobre o consumo de conteúdos eróticos a que são submetidos os jovens. O parágrafo não apresenta problemas gramaticais, mas, as informações estão soltas, mais uma vez.

Sugestão de reescritura:

Primeiramente, devemos pensar nos impactos causados pela quantidade de informações veiculadas na internet e na mídia. Na maioria das vezes, elas têm conotação sexual – ainda que velada –  que aguça os sentidos dos jovens, mas não os educam. Vale ressaltar que, a pressão social dos colegas também potencializa a necessidade natural de iniciação sexual, sendo cada experiência um troféu, pois sexo dá status social entre os adolescentes. A consequência disso é a iniciação desenfreada da vida sexual, negligenciando informações e conhecimentos básicos sobre preservativos, métodos contraceptivos etc.

Desenvolvimento 2

A onipotência típica da adolescência faz com que os seres, para tentarem se afirmar, inicie suas vidas sexuais, muitas vezes, mais cedo do que deveriam. Isso dá a eles a falsa sensação de que são totalmente adultos e cada relação sexual é transformada em um troféu perante aos outros. Entretanto, eles são imprudentes e menosprezam o uso de preservativos, por exemplo, negligenciando a contração das doenças sexualmente transmissíveis, por acharem que a gravidez é o único problema de uma relação sem prevenção e por conhecerem a famosa pílula do dia seguinte.

Comentário:

Apesar de haver a presença de um tópico frasal nesse parágrafo, as informações parecem repetidas, soltas e a argumentação, fraca. Para resolver esses problemas, sugere-se o uso de exemplos que fortaleçam seu ponto de vista ou outros mecanismos para endossar o pensamento.

Sugestão de reescritura:

A falta de educação sexual culmina em inúmeros fatores, dentre eles: gravidez precoce e aumento das estatísticas de pessoas infectadas por alguma DST. Em contraponto, há campanhas midiáticas e programas do governo que incentivam o uso e até disponibilizam preservativos, mas os jovens não temem tais doenças. Como o assunto é tabu social, por mais que o conhecimento chegue, de certa forma, às pessoas, o diálogo é restrito, quando existe, não possibilitando a construção e a internalização do conhecimento sobre o assunto.

Conclusão

Portanto, conclui-se que, para que os jovens tenham uma vida sexual saudável, a escola, deve ministrar tempos de educação sexual, para que eles obtenham a informação de uma fonte segura. Os pais devem deixar o tabu de lado e conversar mais com seus filhos, a fim de orientá-los.

Comentário:

O parágrafo de conclusão é aquele que apresenta o desfecho dos pensamentos e, geralmente, traz consigo as propostas de intervenção. O parágrafo acima, além de não apresentar tópico frasal, parte direto para as propostas de intervenção. Impende ressaltar que o ideal é que se faça, pelo menos, 3 proposições.

Sugestão de reescritura:

O sexo em nossa sociedade é tratado de forma hipócrita: de um lado, há o apelo ao erotismo, de outro, a mistificação e a impossibilidade de se tocar no assunto. Portanto, para que as gerações futuras tenham mais responsabilidade sexual, é impreterível que haja o diálogo entre pais e filhos sobre o tema, tocando em todas as nuances possíveis e respeitando a diversidade sexual.  A escola, por sua vez, deveria abrir espaço para o diálogo, tratar o assunto como tema transversal e fazer campanhas constantes de conscientização dos alunos. Por fim, o governo deveria tratar essa questão como caso de saúde pública e, assim, incentivar os programas de escolas e ongs, bem como aliar-se aos veículos midiáticos para naturalizar o diálogo sobre sexo e sexualidade, para que assim se extingam a falta de informação e de diálogo para os jovens que estão por vir.

Redação exemplar

A hipersexualização dos jovens tornou-se um problema crônico em nossa sociedade, pois transforma o que deveria ser um processo contínuo de descoberta em uma corrida para o sexo. Isso se dá por conta da cultura contemporânea que casa a relação íntima ao status de adulto. Outro fator importante é o acesso fácil aos conteúdos eróticos, que, aliado ao afã juvenil de querer ser mais velho, catalisa o processo de perda da infância. As consequências disso são jovens constituindo famílias cada vez mais cedo e o aumento da estatística de pessoas com menos de 20 anos infectadas por doenças sexualmente transmissíveis.

Primeiramente, devemos pensar nos impactos causados pela quantidade de informações veiculadas na internet e na mídia. Na maioria das vezes, elas têm conotação sexual – ainda que velada –  que aguça os sentidos dos jovens, mas não os educam. Vale ressaltar que, a pressão social dos colegas também potencializa a necessidade natural de iniciação sexual, sendo cada experiência um troféu, pois sexo dá status social entre os adolescentes. A consequência disso é a iniciação desenfreada da vida sexual, negligenciando informações e conhecimentos básicos sobre preservativos, métodos contraceptivos etc.

A falta de educação sexual culmina em inúmeros fatores, dentre eles: gravidez precoce e aumento das estatísticas de pessoas infectadas por alguma dst. Em contraponto, há campanhas midiáticas e programas do governo que incentivam o uso e até disponibilizam preservativos, mas os jovens não temem tais doenças. Como o assunto é tabu, por mais que o conhecimento chegue, de certa forma, às pessoas, o diálogo, quando existe, é restrito e  não possibilita a construção e a internalização do conhecimento sobre o assunto.

O sexo em nossa sociedade é tratado de forma hipócrita: de um lado, há o apelo ao erotismo, de outro, a mistificação e a impossibilidade de se tocar no assunto. Portanto, para que as gerações futuras tenham mais responsabilidade sexual, é impreterível que haja o diálogo entre pais e filhos sobre o tema, tocando em todas as nuances possíveis e respeitando a diversidade sexual.  A escola, por sua vez, deveria abrir espaço para o diálogo, tratar o assunto como tema transversal e fazer campanhas constantes de conscientização dos alunos. Por fim, o governo deveria tratar essa questão como caso de saúde pública e, assim, incentivar os programas de escolas e ongs, bem como aliar-se aos veículos midiáticos para naturalizar o diálogo sobre sexo e sexualidade, para que assim se extingam a falta de informação e de diálogo para os jovens que estão por vir.