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Modelo de Redação: Mobilidade Urbana no século XXI – O ir e vir em questão na sociedade brasileira

Modelo de Redação: Mobilidade Urbana no século XXI – O ir e vir em questão na sociedade brasileira

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Aumento nas tarifas. Superlotação. Veículos sem manutenção. Esses aspectos contrariam o que prevê a Constituição Federal. É preciso refletir, então, como a mobilidade urbana apresenta diversas falhas no que diz respeito a qualidade dos serviços oferecidos e, portanto, como isso afeta a vida dos indivíduos, deixando-los insatisfeitos.

Primeiramente, é possível apontar que essa defasagem social contribui para o crescimento ascendente do número de veículos particulares nas ruas, já que a população insatisfeita enxerga vantagens em um meio de transporte próprio. Dessa forma, percebe-se que parte dos indivíduos opta por não utilizar metrôs ou ônibus, entretanto, a rejeição dessa alternativa corrobora para o aumento de trânsito nas ruas e avenidas da cidade.

A dificuldade de locomoção tornou-se um grande problema para os portadores de necessidades especiais. A acessibilidade nas ruas está cada vez mais complicada, o que atrapalha a mobilidade urbana que é resultado da falta de planejamento. Dessa forma, inúmero são os impactos que causam o mal-estar na população, como o estresse, a segregação e o risco de acidentes, como também, a superlotação nos meios de transportes.

Para terminar, é essencial que o Governo contribua financeiramente, aplicando as verbas destinadas aos transportes na sua manutenção e acessibilidade. Além disso, cabe à sociedade ficar atenta ao que é seu por direito e não esquecer o que as “Manifestações dos 20 centavos” representaram para a sociedade, principalmente porque a problemática da mobilidade urbana foi uma das pautas de discussão pela população.

 

Análise da redação

Introdução

Aumento nas tarifas. Superlotação. Veículos sem manutenção. Esses aspectos contrariam o que prevê a Constituição Federal. É preciso refletir, então, como a mobilidade urbana apresenta diversas falhas no que diz respeito a qualidade dos serviços oferecidos e, portanto, como isso afeta a vida dos indivíduos, deixando-los insatisfeitos.

Comentário:

O parágrafo de introdução apresenta uma introdução por sequências, o que é uma boa forma de organizar as ideias, mas, ao promover um “gancho” com a Constituição Federal, é preciso apresentar quais são os preceitos presentes na lei. Como a informação não foi apresentada, não houve a defesa do ponto de vista. Além disso, não houve o uso da crase em “no que diz respeito a qualidade” e o erro ortográfico “deixando-los”, o correto segundo os preceitos gramaticais seria: deixando-os. Sobre o conectivo “portanto”, justamente por este carregar uma carga semântica conclusiva, não é recomendável utilizar na introdução.

Sugestão de reescritura:

Aumento nas tarifas. Superlotação. Veículos sem manutenção. Acessibilidade precária. Trânsito caótico. Contrariando a Constituição Federal, que tem como uma de suas garantias fundamentais o direito de ir e vir aos cidadãos, a mobilidade urbana no Brasil apresenta diversas falhas no que diz respeito à qualidade dos serviços oferecidos, ampliando significativamente a insatisfação das pessoas dependentes desses meios de transporte.

Desenvolvimento 1

Primeiramente, é possível apontar que essa defasagem social contribui para o crescimento ascendente do número de veículos particulares nas ruas, já que a população insatisfeita enxerga vantagens em um meio de transporte próprio. Dessa forma, percebe-se que parte dos indivíduos opta por não utilizar metrôs ou ônibus, entretanto, a rejeição dessa alternativa corrobora para o aumento de trânsito nas ruas e avenidas da cidade.

Comentário:

No primeiro parágrafo de desenvolvimento, temos a presença do tópico frasal, no entanto, ao longo do parágrafo, não há um aprofundamento de ideias, o que diminui o caráter argumentativo do texto. Quais são as desvantagens diante do crescente número de indivíduos que preferem os carros particulares em vez dos transportes coletivos? Quais exemplos podem ser atribuídos ao texto para enriquecer as informações apresentadas? Por conta disso, faz-se preciso uma maior justificativa dos pontos em questão.

Sugestão de reescritura:

Primeiramente, é possível apontar que essa defasagem social contribui para o crescimento ascendente do número de veículos particulares nas ruas, já que a população insatisfeita enxerga vantagens em um meio de transporte próprio. Entretanto, essa alternativa promove um trânsito caótico com engarrafamentos quilométricos, porque mesmo os grandes centros não estão estruturados – apresentam má sinalização e iluminação, buracos nos asfaltos, altos índices de violência – para suportar esse fluxo desordenado de carros, motos e ônibus. Em São Paulo, por exemplo, há um esquema de rodízio de veículos para tentar amenizar esses problemas, mas ainda assim, é uma medida insuficiente.

Desenvolvimento 2

A dificuldade de locomoção tornou-se um grande problema para os portadores de necessidades especiais. A acessibilidade nas ruas está cada vez mais complicada, o que atrapalha a mobilidade urbana que é resultado da falta de planejamento. Dessa forma, inúmero são os impactos que causam o mal-estar na população, como o estresse, a segregação e o risco de acidentes, como também, a superlotação nos meios de transportes.

Comentário:

O tópico frasal que aborda sobre a dificuldade dos deficientes físicos não é aprofundado ao longo do texto, tornando a justificativa do argumento rasa e sem embasamento. É preciso, também, por meio de conectivos e elementos coesivos interligar os períodos a fim de estabelecer um vínculo entre as ideias apresentadas. O último período ficou expositivo e para alterar esse teor, seria interessante apresentar uma estratégia argumentativa de causa e consequência para validar a defesa dos argumentos.

Sugestão de reescritura:

Outro ponto negativo dessa realidade é a dificuldade de locomoção que os portadores de necessidades especiais enfrentam, visto que a acessibilidade está diretamente ligada à mobilidade urbana: não há acesso se não há planejamento e aplicação de medidas inclusivas. Dessa forma, fica claro que essa insuficiência afeta a população em vários níveis, chegando até mesmo a provocar, por exemplo, males advindos do estresse, segregação e acidentes. Isso acontece porque não há conforto nem comodidade nos veículos que na maioria das vezes estão superlotados e as viagens duram períodos cada vez mais longos.

Conclusão

Para terminar, é essencial que o Governo contribua financeiramente, aplicando as verbas destinadas aos transportes na sua manutenção e acessibilidade. Além disso, cabe à sociedade ficar atenta ao que é seu por direito e não esquecer o que as “Manifestações dos 20 centavos” representaram para a sociedade, principalmente porque a problemática da mobilidade urbana foi uma das pautas de discussão pela população.

Comentário:

É preciso uma atenção maior para o parágrafo conclusivo, pois não houve o detalhamento das propostas interventoras em questão e a apresentação dos impactos positivos que tais mudanças poderiam proporcionar para a mobilidade urbana no Brasil. Além disso, o uso da expressão “para terminar” não é recomendável e não corresponde ao valor semântico de conclusão de um texto e sim, de resumo. A referência às “Manifestações dos 20 centavos” poderia ser melhor utilizada, fazendo-se preciso explicar o intuito dessa mobilização e a relação com a problemática em questão.

Sugestão de reescritura:

Portanto, é essencial que o Governo aplique as verbas destinadas aos transportes na sua manutenção e acessibilidade e invista em projetos de mobilidade urbana e obras nas cidades, garantindo assim uma reestruturação e adaptação dos meios e demais vias de locomoção. Cabe à sociedade ficar atenta ao que é seu por direito e não esquecer o que as “Manifestações dos 20 centavos” representaram, reivindicando perante as autoridades responsáveis justiça nas taxas e prestações desses serviços, fazendo valer o que está escrito na Constituição.

Redação Exemplar

Aumento nas tarifas. Superlotação. Veículos sem manutenção. Acessibilidade precária. Trânsito caótico. Contrariando a Constituição Federal, que tem como uma de suas garantias fundamentais o direito de ir e vir aos cidadãos, a mobilidade urbana no Brasil apresenta diversas falhas no que diz respeito à qualidade dos serviços oferecidos, ampliando significativamente a insatisfação das pessoas dependentes desses meios de transporte.

Primeiramente, é possível apontar que essa defasagem social contribui para o crescimento ascendente do número de veículos particulares nas ruas, já que a população insatisfeita enxerga vantagens em um meio de transporte próprio. Entretanto, essa alternativa promove um trânsito caótico com engarrafamentos quilométricos, porque mesmo os grandes centros não estão estruturados – apresentam má sinalização e iluminação, buracos nos asfaltos, altos índices de violência – para suportar esse fluxo desordenado de carros, motos e ônibus. Em São Paulo, por exemplo, há um esquema de rodízio de veículos para tentar amenizar esses problemas, mas ainda assim, é uma medida insuficiente.

Outro ponto negativo dessa realidade é a dificuldade de locomoção que os portadores de necessidades especiais enfrentam, visto que a acessibilidade está diretamente ligada à mobilidade urbana: não há acesso se não há planejamento e aplicação de medidas inclusivas. Dessa forma, fica claro que essa insuficiência afeta a população em vários níveis, chegando até mesmo a provocar, por exemplo, males advindos do estresse, segregação e acidentes. Isso acontece porque não há conforto nem comodidade nos veículos que na maioria das vezes estão superlotados e as viagens duram períodos cada vez mais longos.

Portanto, é essencial que o Governo aplique as verbas destinadas aos transportes na sua manutenção e acessibilidade e invista em projetos de mobilidade urbana e obras nas cidades, garantindo assim uma reestruturação e adaptação dos meios e demais vias de locomoção. Cabe à sociedade ficar atenta ao que é seu por direito e não esquecer o que as “Manifestações dos 20 centavos” representaram, reivindicando perante as autoridades responsáveis justiça nas taxas e prestações desses serviços, fazendo valer o que está escrito na Constituição.