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Modelo de Redação: Os desafios no mercado de trabalho do Brasil contemporâneo

Modelo de Redação: Os desafios no mercado de trabalho do Brasil contemporâneo

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Quer saber como ficaria uma redação mediana sobre esse tema? Confira:

Durante todo o processo cujo Brasil busca o seu desenvolvimento, nota-se que as dificuldades voltadas à empregabilidade vividas no passado do país continuam presentes. Com isso, presuma-se que os brasileiros são conviventes com a falta de trabalho que afligi tantas famílias.

Considerando-se o desemprego, é preciso analisar um ponto que influencia sua causa o analfabetismo. Velho conhecido do povo brasileiro contribui bastante com esse cenário desolador resultado de uma sociedade maquiada em torno de sua real situação de pobreza, exclusão, fome, desigualdade e, desemprego, de uma forma resumida, momento criado por falta de qualificação e oportunidades que, aproveitadas por “alguns”, aumenta a concorrência no mercado de trabalho e as discrepâncias sociais.

Não se atendo ao analfabetismo e falando de algo mais recente, a crise econômica, que assola a nação e de tão dura que é, faz o público trabalhador se questionar, “até quando isso vai durar”? dado que, os chefes dos lares “se viram” como pode, tentando driblar o que ocorre no cenário econômico vivido, usando da criatividade para sobreviver, encarando a escassez de chances, com pouca dignidade e honra.

Dado o exposto, percebe-se no que se seguiu a clara situação da população brasileira em transpor as dificuldades no mercado de trabalho. Com isso, o avanço deve partir do governo, reconhecendo as problemáticas aqui indicadas. Assim, sendo um país que há algum tempo busca crescer, voltar investimentos para infraestrutura dos setores de ensino e profissionalização, levando qualidade ao ensino fundamental, médio e cursos qualificantes, seguidos da melhoria e estabilidade do setor industrial, aumentando a oferta de empregos. Seguido disso, há curto prazo, enquanto a crise não se estabelece, políticas públicas deverão ser implantadas. Contudo, educação é o caminho.

 

Análise da redação

Introdução

Durante todo o processo cujo Brasil busca o seu desenvolvimento, nota-se que as dificuldades voltadas à empregabilidade vividas no passado do país continuam presentes. Com isso, presuma-se que os brasileiros são conviventes com a falta de trabalho que afligi tantas famílias.

Comentário:

O parágrafo de introdução possui diversos problemas. Em primeiro lugar, devemos ressaltar as falhas que comprometem a competência I, relacionada ao domínio da norma culta da língua. O verbo “presuma-se” está conjugado errado, sendo a forma correta “presume-se”, assim como o presente do indicativo do verbo afligir, que é “aflige”. Além disso, o pronome relativo “cujo” foi utilizado de maneira incorreta, pois ele funciona apenas para estabelecer relação de posse. Além disso, não há uma boa contextualização e a tese poderia estar mais expressiva.

Sugestão de reescritura:

Crise econômica. Desigualdade social. Desemprego. Infelizmente, é nesse contexto em que, atualmente, vive o brasileiro. A dificuldade para ingressar no mercado de trabalho é uma problemática real, ocasionada por diferentes motivos – desde os desafios enfrentados pela situação econômica do país até os problemas enraizados na nossa sociedade, como o preconceito racial e de gênero, e má qualidade de educação.

Desenvolvimento 1

Considerando-se o desemprego, é preciso analisar um ponto que influencia sua causa o analfabetismo. Velho conhecido do povo brasileiro, contribui bastante com esse cenário desolador, resultado de uma sociedade maquiada em torno de sua real situação de pobreza, exclusão, fome, desigualdade e, desemprego, de uma forma resumida, momento criado por falta de qualificação e oportunidades que, aproveitadas por “alguns”, aumenta a concorrência no mercado de trabalho e as discrepâncias sociais.

Comentário:

Mais uma vez, o parágrafo conta com algumas inadequações. Não há necessidade do pronome “se” em “considerando-se”. Existem expressões coloquiais, como “velho conhecido” e “maquiada”. Falta, também, o sinal de dois pontos antes de “o analfabetismo”. Além disso, as ideias se mostram um pouco confusas e a argumentação poderia estar mais embasada em fatos.

Sugestão de reescritura:

Em primeiro lugar, é importante analisar o cenário econômico em que o Brasil se encontra. Qualquer indivíduo com a mínima noção do assunto é capaz de perceber os sinais de deterioração da economia brasileira e, também, entender como isso interfere na oferta de empregos. A partir do momento que o país se encontra em uma crise, acontecem as demissões em massa e os empregadores param de oferecer vagas. Dessa forma, aqueles que estão sem trabalho, principalmente os recém-formados, acabam recorrendo a subempregos.

Desenvolvimento 2

Não se atendo ao analfabetismo e falando de algo mais recente, a crise econômica, que assola a nação e de tão dura que é, faz o público trabalhador se questionar, “até quando isso vai durar”? dado que, os chefes dos lares “se viram” como pode, tentando driblar o que ocorre no cenário econômico vivido, usando da criatividade para sobreviver, encarando a escassez de chances, com pouca dignidade e honra.

Comentário:

Neste parágrafo, há marcas de oralidade, como acontece em “falando de algo mais recente”, “de tão dura que é”, “até quando isso vai durar” e o “se viram”, ainda que entre aspas. Além disso, há problema com concordância (chefes dos lares “se viram” como pode). A argumentação, mais uma vez, é rasa e soa um pouco preconceituoso dizer “com pouca dignidade e honra”.

Sugestão de reescritura:

Além disso, é importante ressaltar outros obstáculos que não fazem parte de uma situação passageira. É evidente que ainda vivemos em uma sociedade racista, e esse problema aparece, nitidamente, no mercado de trabalho. Não são dadas as mesmas oportunidades aos negros, como são aos brancos. Assim como o racismo, o machismo também está evidenciado nesse cenário, dificultando a inserção das mulheres e a valorização do seu trabalho, principalmente refletindo na discrepância entre os salários feminino e masculino. Outro fator preocupante é a má qualidade de diversas instituições de ensino, gerado pela “comercialização” da educação, que acabam formando profissionais não tão qualificados para entrar no mercado de trabalho.

Conclusão

Dado o exposto, percebe-se no que se seguiu a clara situação da população brasileira em transpor as dificuldades no mercado de trabalho. Com isso, o avanço deve partir do governo, reconhecendo as problemáticas aqui indicadas. Assim, sendo um país que há algum tempo busca crescer, voltar investimentos para infraestrutura dos setores de ensino e profissionalização, levando qualidade ao ensino fundamental, médio e cursos qualificantes, seguidos da melhoria e estabilidade do setor industrial, aumentando a oferta de empregos. Seguido disso, há curto prazo, enquanto a crise não se estabelece, políticas públicas deverão ser implantadas. Contudo, educação é o caminho.

Comentário:

“Dado o exposto” não é um bom operador argumentativo para ser utilizado na dissertação argumentativa. Também não é interessante fazer referência ao próprio texto, como em “reconhecendo as problemáticas aqui indicadas”. “Há” é a conjugação do verbo “haver” e foi empregado de maneira errado em “há curto prazo”, em que deveria estar presente a preposição “a” (a curto prazo). Existe, além disso, uma incoerência ao dizer que a crise não está estabelecida, já que esse argumento foi levantado no segundo desenvolvimento. Por fim, o conectivo “contudo” é adversativo, e não conclusivo. Terminar o parágrafo com ele, tornou o argumento contraditório.

Sugestão de reescritura:

Fica claro, portanto, que a situação vivida pelos brasileiros não evidencia uma solução prática e de curto prazo. Cabe ao governo a responsabilidade de tomar as medidas necessárias para amenizar os reflexos da crise, nesse cenário, trabalhando não só na oferta de cargos públicos, mas também em parceria com empresas privadas, dando vantagens e estimulando a abertura de novas vagas. Cabe à sociedade dar as mesmas oportunidades a todos os indivíduos e educar para que esse erro não se repita no futuro. Com o próprio poder público, os subsídios poderiam, também, estimular uma contratação mais diversificada. Por fim, cabe às instituições de ensino investir, de fato, em uma boa formação, melhorando a mão de obra e inserindo indivíduos qualificados no mercado de trabalho.

Redação exemplar

Crise econômica. Desigualdade social. Desemprego. Infelizmente, é nesse contexto em que, atualmente, vive o brasileiro. A dificuldade para ingressar no mercado de trabalho é uma problemática real, ocasionada por diferentes motivos – desde os desafios enfrentados pela situação econômica do país até os problemas enraizados na nossa sociedade, como o preconceito racial e de gênero, e má qualidade de educação.

Em primeiro lugar, é importante analisar o cenário econômico em que o Brasil se encontra. Qualquer indivíduo com a mínima noção do assunto é capaz de perceber os sinais de deterioração da economia brasileira e, também, entender como isso interfere na oferta de empregos. A partir do momento que o país se encontra em uma crise, acontecem as demissões em massa e os empregadores param de oferecer vagas. Dessa forma, aqueles que estão sem trabalho, principalmente os recém-formados, acabam recorrendo a subempregos.

Além disso, é importante ressaltar outros obstáculos que não fazem parte de uma situação passageira. É evidente que ainda vivemos em uma sociedade racista, e esse problema aparece, nitidamente, no mercado de trabalho. Não são dadas as mesmas oportunidades aos negros, como são aos brancos. Assim como o racismo, o machismo também está evidenciado nesse cenário, dificultando a inserção das mulheres e a valorização do seu trabalho, principalmente refletindo na discrepância entre os salários feminino e masculino. Outro fator preocupante é a má qualidade de diversas instituições de ensino, gerado pela “comercialização” da educação, que acabam formando profissionais não tão qualificados para entrar no mercado de trabalho.

Fica claro, portanto, que a situação vivida pelos brasileiros não evidencia uma solução prática e de curto prazo. Cabe ao governo a responsabilidade de tomar as medidas necessárias para amenizar os reflexos da crise, nesse cenário, trabalhando não só na oferta de cargos públicos, mas também em parceria com empresas privadas, dando vantagens e estimulando a abertura de novas vagas. Cabe à sociedade dar as mesmas oportunidades a todos os indivíduos e educar para que esse erro não se repita no futuro. Com o próprio poder público, os subsídios poderiam, também, estimular uma contratação mais diversificada. Por fim, cabe às instituições de ensino investir, de fato, em uma boa formação, melhorando a mão de obra e inserindo indivíduos qualificados no mercado de trabalho.