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Modelo de Redação: As atividades terroristas em questão no Brasil

Modelo de Redação: As atividades terroristas em questão no Brasil

As atividades terroristas em questão no Brasil

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na semana 12? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pela monitora Ruth Borges, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação. Você também pode enviar sua redação para nós! Clique aqui!

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A questão da segurança sempre foi um problema brasileiro, mas a iminência de ataques terroristas como os que assolam o continente europeu, por exemplo, não faziam parte da nossa realidade. Entretanto, devido aos megaeventos que vêm acontecendo no país, desde a Jornada Mundial da Juventude até as Olimpíadas de 2016, seria no mínimo imprudente pensar que o Brasil não se tornou um possível alvo. Por isso, a aprovação de uma lei antiterrorismo, em um período de grande recepção de turistas, ganhou destaque na pauta do Congresso Nacional e já está em vigor. Aqui, a preocupação está na própria definição dos atos e no preparo do país com relação a possíveis ataques, sendo necessárias medidas que evidenciem a necessidade de planejamentos de segurança antes do próximo megaevento.

Em primeiro lugar, é importante considerar a definição de terrorismo e suas implicações no Brasil. O conceito abarca todo e qualquer ato de protesto violento que pretenda modificar determinados governos por meio do “terror”. No nosso país, a primeira proposta de lei, muito vaga e propensa a vastas interpretações, foi veementemente criticada. Por isso, a nova formulação tipificou terrorismo como apenas a prática de atos violentos com o intuito de intimidar o Estado. Sendo assim, excluiu-se o artigo no qual os manifestantes poderiam ser enquadrados como criminosos. Isso é importante, já que garante o direito de todo cidadão manifestar-se tanto a favor quanto contra o governo, de maneira pacífica e organizada.

É crucial destacar, também, o valor da criação dessa lei em um momento oportuno. O Brasil, em um cenário normal, não corre nenhum risco ou possui ameaças iminentes de ataques terroristas, mas devemos entender que, em um contexto de Olimpíadas, é importante oferecer segurança para que as delegações se sintam protegidas ao estarem no Brasil. Assim, evitaremos que aconteça, por exemplo, outro “Massacre de Munique”, no qual 11 atletas olímpicos israelenses foram mortos por palestinos, em 1972, nas Olimpíadas da Alemanha. A medida, então, abre os olhos da autoridade para o problema e pede providências que assegurem a população e os visitantes.

É evidente, portanto, que, a fim de que sejam prevenidos possíveis ataques terroristas e para garantir uma sensação de segurança durante os grandes eventos, o governo pode trabalhar no aumento do policiamento e, em parceria com o setor privado, aproveitar modernos recursos de tecnologia para a prevenção de atos de terror. Além disso, a mídia, em parceria com as escolas, pode trabalhar na conscientização da população da gravidade do ato terrorista e da punição, agora legal, dos crimes. Só assim poderemos, enfim, preparar o Brasil para qualquer ameaça, criando um sentimento e um legado de segurança no país e deixando a festa dos megaeventos acontecer sem maiores preocupações.