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Aula ao Vivo: Exercícios de Coesão Textual

Terça- feira é dia de assistir aula de Redação sobre Exercícios de Coesão Textual com os professores Rafael Cunha e Eduardo Valladares 😀 Quer saber os dias e horários? É só continuar acompanhando o post! Aproveite para baixar o material de apoio (:

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Redação: Exercícios de Coesão Textual
16/06 TERÇA-FEIRA
Turma da Noite: 19:45 às 20:45, com o professor Rafael Cunha
19/06 SEXTA-FEIRA
Turma da Manhã: 9:00 às 10:00, com o professor Eduardo Valladares

Baixe o material de apoio! É só clicar aqui embaixo icon razz Aula ao Vivo: Anabolismo Nuclear e Síntese Proteica

Material de Aula ao Vivo

MATERIAL DE AULA AO VIVO

Texto para as próximas 2 questões:
O filme “Cazuza – O tempo não para” me deixou numa espécie de felicidade pensativa. Tento explicar por quê. Cazuza mordeu a vida com todos os dentes. A doença e a morte parecem ter-se vingado de sua paixão exagerada de viver. É impossível sair da sala de cinema sem se perguntar mais uma vez: o que vale mais, a preservação de nossas forças, que garantiria uma vida mais longa, ou a livre procura da máxima intensidade e variedade de experiências?
Digo que a pergunta se apresenta “mais uma vez” porque a questão é hoje trivial e, ao mesmo tempo, persecutória. (…)
Obedecemos a uma proliferação de regras que são ditadas pelos progressos da prevenção. Ninguém imagina que comer banha, fumar, tomar pinga, transar sem camisinha e combinar, sei lá, nitratos com Viagra seja uma boa ideia. De fato não é. À primeira vista, parece lógico que concordemos sem hesitação sobre o seguinte: não há ou não deveria haver prazeres que valham um risco de vida ou, simplesmente, que valham o risco de encurtar a vida. De que adiantaria um prazer que, por assim dizer, cortasse o galho sobre o qual estou sentado?
Os jovens têm uma razão básica para desconfiar de uma moral prudente e um pouco avara que sugere que escolhamos sempre os tempos suplementares. É que a morte lhes parece distante, uma coisa com a qual a gente se preocupará mais tarde, muito mais tarde. Mas sua vontade de caminhar na corda bamba e sem rede não é apenas a inconsciência de quem pode esquecer que “o tempo não para”. É também (e talvez sobretudo) um questionamento que nos desafia: para disciplinar a experiência, será que temos outras razões que não sejam só a decisão de durar um pouco mais?

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo)

1. Considere as seguintes frases:
I. O autor do texto assistiu ao filme sobre Cazuza.
II. O filme provocou-lhe uma viva e complexa reação.
III. Sua reação mereceu uma análise.

O período em que as frases acima estão articuladas de modo correto e coerente é:
a) Tendo assistido ao filme sobre Cazuza, este provocou o autor do texto numa reação tão viva e complexa que lhe mereceu uma análise.
b) Mereceu uma análise, a viva e complexa reação, provocadas pelo filme que o autor do texto assistiu sobre Cazuza.
c) A reação que provocou no autor do texto o filme sobre Cazuza foi tão viva e complexa que mereceu uma análise.
d) Foi viva e complexa a reação, que aliás mereceu uma análise, provocado pelo filme sobre Cazuza, que o autor assistiu.
e) O filme sobre Cazuza que foi assistido pelo autor provocou-lhe uma reação viva e complexa, que a sua análise foi merecida.

2. Entre as frases “Cazuza mordeu a vida com todos os dentes” e “A doença e a morte parecem ter-se vingado de sua paixão exagerada de viver” estabelece-se um vínculo que pode ser corretamente explicitado com o emprego de
a) desde que.
b) tanto assim que.
c) uma vez que.
d) à medida que.
e) apesar de que.

3. Poesia Brasileira

Casimiro de Abreu chorava tanto
que não cabia em si de descontente.
Suas lágrimas
escorrem até agora pelas vidraças
pelas calçadas
pelas sarjetas
e só vão deter-se ante o coreto da praça pública,
onde,
sob os mais inconfessáveis disfarces,
Castro Alves ainda discursa!

QUINTANA, Mário. Caderno H. São Paulo: Globo, 1998, p. 163.

No período “Casimiro de Abreu chorava tanto/que não cabia em si de descontente”, a segunda oração estabelece com a primeira uma relação de
a) causalidade.
b) concessão.
c) finalidade.
d) proporção.
e) consequência.

Texto para a próxima questão:

Texto I
Corte

O dia segue normal. Arruma-se a casa. Limpa-se em volta. Cumprimenta-se os vizinhos. Almoça-se ao meio-dia. Ouve-se rádio à tarde. Lá pelas 5 horas, inicia-se o de sempre.

(MELLO, Maria Amélia. Corte. Minas Gerais, Belo Horizonte, nº 686, ano XIV, 04 nov.1979. Suplemento Literário, p. 92.)

Texto II
Solar

Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.

(PRADO, Adélia. O Coração disparado. 3ª ed. Rio de Janeiro: Salamandra, 1984. p. 28.)

4. Sobre o texto II, considere as afirmativas a seguir.
I. O verbo “cantar” remete a uma prática que contrasta com o prosaico pouco expressivo do cotidiano.
II. Os ingredientes enumerados – arroz, feijão-roxinho e molho de batatinhas – representam o descaso da mãe com a família.
III. O último verso é introduzido por uma conjunção que expressa o sentido de oposição.
IV. O texto é narrativo porque os atos de cozinhar e cantar são mostrados em uma sequência cronológica.

Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
Texto para a próxima questão:
“Uma feita janeiro chegado Macunaíma acordou tarde com o pio agourento do tincuã. No entanto era dia feito e a cerração já entrara pro buraco… O herói tremeu e apalpou o feitiço que trazia no pescoço, um ossinho de piá morto pagão. Procurou o aruaí, desaparecera. Só o galo com a galinha brigando por causa duma aranha derradeira. Fazia um calorão parado tão imenso que se escutava o sininho de vidro dos gafanhotos. Vei, a Sol, escorregava pelo corpo de Macunaíma, fazendo cosquinhas, virada em mão de moça. Era malvadeza da vingarenta só por causa do herói não ter se amulherado com uma das filhas da luz. A mão da moça vinha e escorregava tão de manso no corpo… Que vontade nos músculos pela primeira vez espetados depois de tanto tempo! Macunaíma se lembrou que fazia muito não brincava. Água fria diz que é bom pra espantar as vontades… O herói escorregou da rede, tirou a penugem de teia vestindo todo o corpo dele e descendo até o vale de Lágrimas foi tomar banho num sacado perto que os repiquetes do tempo-das-águas tinham virado num lagoão. Macunaíma depôs com delicadeza os legornes na praia e se chegou pra água. A lagoa estava toda coberta de ouro e prata e descobriu o rosto deixando ver o que tinha no fundo. E Macunaíma enxergou lá no fundo uma cunhã lindíssima, alvinha e padeceu de mais vontade. E a cunhã lindíssima era a Uiara.”

(ANDRADE, Mário de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, 1978. p. 142.)

5. Analise o período: “Fazia um calorão parado tão imenso que se escutava o sininho de vidro dos gafanhotos”. Assinale a alternativa que apresenta a correta relação entre as duas orações do período.
a) Há uma relação de comparação entre as duas orações.
b) Há uma relação de proporção entre as duas orações.
c) A primeira oração é consequência da segunda.
d) A segunda oração é causa da primeira.
e) A segunda oração é consequência da primeira.

Texto para as próximas 2 questões:
Leia abaixo um fragmento de Música ao Longe, de Érico Veríssimo.

HORA DA SESTA. Um grande silêncio no casarão.
Faz sol, depois de uma semana de dias sombrios e úmidos.
Clarissa abre um livro para ler. Mas o silêncio é tão grande que, inquieta, ela torna a pôr o volume na prateleira, ergue-se e vai até a janela, para ver um pouco de vida.
Na frente da farmácia está um homem metido num grosso sobretudo cor de chumbo. Um cachorro magro atravessa a rua. A mulher do coletor aparece à janela. Um rapaz de pés descalços entra na Panificadora.
Clarissa olha para o céu, que é dum azul tímido e desbotado, olha para as sombras fracas sobre a rua e 6depois se volta para dentro do quarto.
Aqui faz frio. Lá no fundo do espelho está uma Clarissa indecisa, parada, braços caídos, esperando. Mas esperando quê?
Clarissa recorda. Foi no verão. Todos no casarão dormiam. As moscas dançavam no ar, zumbindo. Fazia um solão terrível, amarelo e quente. No seu quarto, Clarissa não sabia que fazer. De repente pensou numa travessura. Mamãe guardava no sótão as suas latas de doce, os seus bolinhos e os seus pães que deviam durar toda a semana. Era 7proibido entrar lá. Quem entrava, 1dos pequenos, corria o risco de levar palmadas no lugar de costume.
2Mas o silêncio da sesta estava cheio de 3convites traiçoeiros. Clarissa ficou pensando.
8Lembrou-se de que a chave da porta da cozinha servia no quartinho do sótão.
Foi buscá-la na ponta dos pés. Encontrou-a no lugar. Subiu as escadas devagarinho. Os degraus rangiam e a cada rangido ela levava um sustinho que a fazia estremecer.
Clarissa subia, com a grande chave na mão. Ninguém… Silêncio…
Diante da porta do sótão, parou, com o coração aos pulos. Experimentou a chave. 9A princípio não entrava bem na fechadura. Depois entrou. Com muita cautela, abriu a porta e se viu no meio duma 10escuridão perfumada, duma escuridão fresca que cheirava a doces, bolinhos e pão.
11Comeu muito. Desceu cheia de medo. No outro dia D. Clemência descobriu a violação, e Clarissa levou meia dúzia de palmadas.
Agora ela recorda… E de repente se faz uma grande 4claridade, ela tem a grande ideia. “A chave da cozinha serve na porta do quarto do sótão.” 5O quarto de Vasco fica no sótão…
Vasco está no escritório… Todos dormem… Oh!
E se ela fosse buscar a chave da cozinha e subisse, entrasse no quarto de Vasco e descobrisse o grande mistério?
Não. Não sou mais criança. Não. Não fica direito uma moça entrar no quarto dum rapaz.
Mas ele não está lá… que mal faz? Mesmo que estivesse, é teu primo. Sim, não sejas medrosa. Vamos. Não. Não vou. Podem ver. Que é que vão pensar? Subo a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou, sim!

(Porto Alegre: Globo, 1981. pp. 132-133)

6. Que trecho do texto é retomado pela palavra “mas”, na referência 2?

7. Qual o significado de “dos” na expressão “dos pequenos”, na referência 1? Que palavra da frase tem seu sentido restringido por essa expressão?

Texto para a próxima questão:
O Brasil é um desvario de cor. É ornamento, é febril, alucina. Fazer fotografia brasileira é tirar partido deste patrimônio. É ignorar os tons pastéis e endeusar os verdes e rosas, nacionalizando os temas. É esquecer o olho europeu e o americano e valorizar o que é nosso.
Hoje este país é uma forja fotográfica, nascida generosamente no gesto benfazejo da luz tropical, impermeabilizando nossa gente e revelando quimeras oníricas, telúricas. E, se esta luz “estourada” perpassa sombras translúcidas, – num outro código – revela-se, em plena claridade, nova relação do homem com o tempo. Luxuriante, afrodisíaca, a cor brasileira transa sua sensualidade qual libertina, expelindo clarões despudoradamente lascivos, vitrificando tonalidades nos canteiros das cinco regiões. Trabalhar esta luz é ostentar o viço do esplêndido, desfrutando coloridamente todos os cenários e seus fundos infinitos, na pompa e no fausto cotidiano que o paraíso é aqui.

Guimarães da Silva. Walter Firmo. Antologia fotográfica.

8.
p11
Em relação à morfologia e à sintaxe do texto em que se apoia a fotografia, afirma-se que:
a) o verbo SER em “o paraíso é aqui” constitui a totalidade do predicado nominal;
b) o GERÚNDIO em “impermeabilizando nossa gente e revelando quimeras oníricas, telúricas” foi empregado para indicar uma ação realizada imediatamente antes da indicada na oração principal;
c) a palavra ESPLÊNDIDO exemplifica uma derivação regressiva;
d) na oração – “revela-se, em plena claridade, nova relação do homem com o tempo” – a partícula SE posposta ao verbo é índice de indeterminação do sujeito;
e) nas orações – “desfrutando coloridamente todos os cenários e seus fundos infinitos, na pompa e no fausto cotidiano que o paraíso é aqui.” – a conexão sintática que se estabelece através do QUE traduz uma circunstância de causa.

Texto para a próxima questão:
Racismo e Fraude

A campanha para provar que o Brasil é um país racista não esmorece. Há uma semana, o IBGE divulgou pesquisa sobre emprego e raça, e os jornais concluíram que os dados “comprovavam” que os negros são discriminados no mercado de trabalho. A pesquisa revelou que os negros – a soma de pretos e pardos – são a maioria dos desempregados, têm as piores ocupações e ganham a metade do salário dos brancos. Mas nada no estudo permitia dizer que os negros estão nessa condição porque o Brasil é racista ou porque os brancos são racistas ou porque os empregadores discriminam os negros.
O nosso problema não é o racismo, mas a pobreza e o modelo econômico que, ao longo dos anos, só fizeram concentrar a renda: os que eram pobres – e os negros, ex-escravos, por definição foram os despossuídos da nação – permaneceram pobres ou ficaram mais pobres; e os que eram ricos, ricos ficaram ou enriqueceram mais ainda. O Brasil deveria estar unido para resolver esse problema, distribuindo renda e investindo maciçamente em educação. Quando os pobres deste país tiverem uma educação de qualidade, todos terão a mesma chance no mercado de trabalho. E as distorções entre brancos e negros terão um fim.

Adap. de KAMEL, Ali. JORNAL O GLOBO, 15/06/2004, p. 7.

9. “Há uma semana, o IBGE divulgou pesquisa sobre emprego e raça, e os jornais concluíram que os dados ‘comprovavam’ que os negros são discriminados no mercado de trabalho.” (10. parágrafo)

Para eliminar a repetição do conectivo que na última oração desse período, pode-se reescrevê-la da seguinte forma:
a) sendo os negros discriminados no mercado de trabalho.
b) tendo sido os negros discriminados no mercado de trabalho.
c) serem os negros discriminados no mercado de trabalho.
d) discriminam os negros no mercado de trabalho.
e) discriminando os negros no mercado de trabalho.

Texto para a próxima questão:
As Sem-razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de Janeiro: Record, 2002.)

10. “Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.”

Os dois últimos versos transcritos estabelecem com os dois anteriores uma relação de:
a) conformidade
b) causalidade
c) concessão
d) conclusão

11. Leia o texto abaixo e responda à questão seguinte:

Solar
Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.

(PRADO, Adélia. “O coração disparado”. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.)

Nesse pequeno poema, a escritora Adélia Prado consegue não só registrar um traço singular do cotidiano da própria mãe, como também constrói dessa mulher um retrato, que apresenta duas facetas: uma, relativa à posição social e outra, ao temperamento. Particularize essas duas facetas e aponte como a estruturação sintática as instaura.

12. I. Desespero meu: leitura obrigatória de livro indicado…
II. Uma surpresa: tão bom, aquele livro!
III. Nenhum aborrecimento na leitura.

a) Respeitando a sequência em que estão apresentadas as três frases acima, articule-as num único período. Empregue os verbos e os nexos oracionais necessários à clareza, à coesão e à coerência desse período.
b) Transcreva o período abaixo, virgulando-o adequadamente:
A obrigação de ler um livro como toda obrigação indispõe-nos contra a tarefa imposta mas pode ocorrer se encontrarmos prazer nessa leitura que o peso da obrigação desapareça.

13. Nas sentenças seguintes, os conectores destacados estabelecem diferentes relações.

Identifique essas relações:
I. Pretendo ingressar na Universidade, A FIM DE me qualificar para o trabalho.
II. Pretendo ingressar na Universidade, PORQUE quero ser biólogo.
III. Ingresso na Universidade, OU viajo para o exterior.
IV. Frequentarei a Universidade, EMBORA more bem distante daqui.
V. Ingressarei nesta Universidade, SE passar no vestibular.

Marque a alternativa que corresponde ao tipo de relação estabelecido, respectivamente, em cada frase:
a) temporalidade, finalidade, adição, condicionalidade, disjunção.
b) condicionalidade, finalidade, adição, disjunção, oposição.
c) finalidade, causalidade, disjunção, disjunção,oposição.
d) causalidade, oposição, finalidade, disjunção,condicionalidade.
e) finalidade, causalidade, disjunção, oposição,condicionalidade.

14. Assinale a opção que melhor substitui a expressão destacada no trecho abaixo e, ao mesmo tempo, esteja de acordo com a relação por ela estabelecida.

(…) Embora o Enem seja um avanço NO SENTIDO DE PERMITIR uma avaliação do ensino médio, ele pode incorrer em um problema que existe atualmente: tornar-se um modelo para os currículos das escolas. (…)

(Caderno Especial. “Folha de S. Paulo”, 24/8/1999.)

a) que permite – restrição.
b) porque permite – explicação.
c) e permita – adição.
d) para permitir – finalidade.
e) a despeito de permitir – concessão.

15. Transforme os versos a seguir em um período composto de modo que apresente duas orações desenvolvidas: uma adjetiva e uma adverbial. Faça as modificações necessárias.
Eu sou um cara
Cansado de correr na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada

16. As orações destacadas do período:
“Era um homem de frases curtas; A BOCA DELE SÓ SE ABRIA PARA DIZER COISAS IMPORTANTES; NINGUÉM QUERIA FALAR DESSAS COISAS”, convertidas em um só período, equivalem a:
a) …cuja a boca dele só se abria para dizer coisas importantes que ninguém queria falar delas.
b) …cuja boca só se abria para dizer coisas importantes sobre as quais ninguém queria falar.
c) …cuja a boca só se abria para dizer coisas importantes sobre o que ninguém queria falar.
d) …cuja boca dele só se abria para dizer coisas importantes que ninguém queria falar sobre elas.
e) …cuja boca só se abria para dizer coisas importantes de quem ninguém queria falar.

17. Articule, coerentemente, as três orações listadas abaixo em um só período.
– O professor não é a árvore da sabedoria. (oração principal)
– O professor possui grandes conhecimentos. (oração subordinada)
– O professor também aprende com seus alunos. (oração subordinada)

Para isso, considere as seguintes orientações:
– a oração principal e as subordinadas já estão previamente definidas, não podendo haver permuta entre elas;
– a ordem em que as orações surgirão no período é livre;
– as orações subordinadas, necessariamente, deverão assumir uma forma desenvolvida (não reduzida).

Lembre-se de que, ao articular as orações, pode ser necessário fazer certos ajustes no que se refere à flexão verbal e à coesão.

18. O conector “enquanto” desempenha funções diferentes na articulação do texto.

Analise as sentenças:
I. Enquanto os povos antigos só se interessavam pelo mundo em que viviam como uma janela para entender todo o universo, os gregos criaram as disciplinas e as filosofias.
II. A mãe segurava o menino pelo braço enquanto corriam.
III. O forro é feito em gesso comum, enquanto o piso recebe lajotas de cerâmica.
IV. Enquanto a recessão nos Estados Unidos agita economias do mundo inteiro, a brasileira altera apenas a vida do próprio país.

Assinale a alternativa incorreta:
a) Em II, o conector “enquanto” expressa temporalidade e pode ser substituído por “no momento em que”.
b) Em III, o conector “enquanto” não está expressando relação de temporalidade.
c) Em I, o conector “enquanto” não estabelece relação de temporalidade, mas de oposição.
d) Em IV há relação de temporalidade; nesse caso o conector “enquanto” expressa fatos concomitantes.
e) Em nenhuma das sentenças, o conector “enquanto” pode ser substituído por “agora”.

Texto para a próxima questão:
As pessoas que admitem, por razões que consideram moralmente justificáveis, a eutanásia, o fato de acelerar ou mesmo de provocar a morte de um ente querido, para lhe abreviar os sofrimentos causados por uma doença incurável ou para terminar a existência miserável de uma criança monstruosa, ficam escandalizadas com o fato de que, do ponto de vista jurídico, a eutanásia seja assimilada, pura e simplesmente, a um homicídio.
Supondo-se que, do ponto de vista moral, se admita a eutanásia, não se atribuindo um valor absoluto à vida humana, sejam quais forem as condições miseráveis em que ela se prolonga, devem-se pôr os textos legais em paralelismo com o juízo moral? Seria uma solução perigosíssima, pois, em direito, como a dúvida normalmente intervém em favor do acusado, corre-se o risco de graves abusos, promulgando uma legislação indulgente nessa questão de vida ou de morte. Mas constatou-se que, quando o caso julgado reclama mais a piedade do que o castigo, o júri não hesita em recorrer a uma ficção, qualificando os fatos de uma forma contrária à realidade, declarando que o réu não cometeu homicídio, e isto para evitar a aplicação da lei. Parece-me que esse recurso à ficção, que possibilita em casos excepcionais evitar a aplicação da lei – procedimento inconcebível em moral -, vale mais do que o fato de prever expressamente, na lei, que a eutanásia constitui um caso de escusa ou de justificação.

Perelman, Ética e Direito.

19. Assinale a alternativa em que a construção sintática mantém o mesmo sentido de “como a dúvida normalmente intervém em favor do acusado, corre-se o risco de graves abusos.”
a) Se a dúvida normalmente intervém em favor do acusado, corre-se o risco de graves abusos.
b) Corre-se o risco de graves abusos, uma vez que a dúvida normalmente intervém em favor do acusado.
c) Corre-se o risco de graves abusos, como a dúvida normalmente intervém em favor do acusado.
d) A fim de que a dúvida normalmente intervenha em favor do acusado, corre-se o risco de graves abusos.
e) Corre-se o risco de graves abusos, à proporção que a dúvida normalmente intervenha em favor do acusado.

Texto para a próxima questão:

Cidade grande
Que beleza, Montes Claros.
Como cresceu Montes Claros.
Quanta indústria em Montes Claros.
Montes Claros cresceu tanto,
ficou urbe tão notória,
prima-rica do Rio de Janeiro,
que já tem cinco favelas
por enquanto, e mais promete.

(Carlos Drummond de Andrade)

20. No trecho “Montes Claros cresceu tanto, / (…),/ QUE já tem cinco favelas”, a palavra QUE contribui para estabelecer uma relação de consequência. Dos seguintes versos, todos de Carlos Drummond de Andrade, apresentam esse mesmo tipo de relação:
a) “Meu Deus, por que me abandonaste / se sabias QUE eu não era Deus / se sabias que eu era fraco.”
b) “No meio-dia branco de luz uma voz QUE aprendeu / a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu / chamava para o café.”
c) “Teus ombros suportam o mundo / e ele não pesa mais QUE a mão de uma criança.”
d) “A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, / QUE rio e danço e invento exclamações alegres.”
e) “Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá estão os poemas QUE esperam ser escritos.”

Gabarito

1. C
2. B
3. E
4. B
5. E
6. O trecho retomado por MAS é o segundo período do texto: “Um grande silêncio no casarão”.
7. Na expressão DOS PEQUENOS, DOS indica partição, significa DENTRE OS. A palavra que tem seu sentido restringido por essa expressão é QUEM.
8. E
9. C
10. C
11. O fato da mãe preparar a própria comida e de ser uma comida simples, que representa a alimentação de uma classe social média à baixa, deixa clara a ideia de a mãe ser uma mulher simples, do lar.
Usar a Conjunção adversativa “mas”, no trecho: “Mas cantava”, demonstra que, mesmo sendo do lar e simples, era feliz, pois o ato de cantar representa satisfação, leveza, alegria, e isso nos dá a ideia do temperamento da mãe.
12. a) Desespero meu: leitura obrigatória de livro, no entanto foi uma surpresa, pois era muito bom aquele livro, cuja leitura não causou nenhum aborrecimento.
A obrigação de ler um livro, como toda obrigação, indispõe-nos contra a tarefa imposta, mas pode ocorrer, se encontrarmos prazer nessa leitura, que o peso da obrigação desapareça.
13. E
14. B
15. Eu sou um cara que está cansado de correr na direção contrária sem ter pódio de chegada ou beijo da namorada.
16. B
17. Uma das possíveis seria:
Embora possua grandes conhecimentos, o professor não é a árvore da sabedoria, porque ele também aprende com seus alunos.
18. C
19. B
20. D
A opção D apresenta a conjunção subordinativa consecutiva “que”, pois o fato de a “ausência” fazer parte essencial do eu lírico tem como consequência a sensação de companhia e pertencimento. Nas demais opções, o vocábulo “que” tem o valor de conjunção integrante, pronome relativo, conjunção subordinativa comparativa e pronome relativo, respectivamente.