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Aula ao Vivo: Eixo Temático 2 – Comunicação

Nessa semana, os professores Rafael Cunha e Eduardo Valladares estarão te esperando para a segunda parte da aula sobre Eixo Temático 2 – Comunicação. Confira os dias e horários das aulas aqui no post e já baixe o material de apoio 😀

tumblr_Blog-320x320px_Rafael-e-ValladaresRedação: Eixo Temático 2 – Comunicação
19/05 TERÇA-FEIRA
Turma da Noite: 19:45 às 20:45, com o professor Rafael Cunha
22/05 SEXTA-FEIRA
Turma da Manhã: 9:00 às 10:00, com o professor Eduardo Valladares

Baixe o material de apoio! É só clicar aqui embaixo icon razz Aula ao Vivo: Anabolismo Nuclear e Síntese Proteica

Material de Aula ao Vivo

MATERIAL DE AULA AO VIVO

Parte 3: O Poder da Mídia

1. Muito se discute, atualmente, sobre o real papel da mídia – principalmente no plano jornalístico – em nossa sociedade. Por que se pode dizer que a imparcialidade jornalística, na prática, é um mito?
2. Como é possível verificar, na prática, a manipulação de informações?
3. Banalização da violência. Banalização da sexualidade. Banalização das relações. Ao que tudo indica, a palavra “banalização” está na “moda”, independentemente do objeto. Explique como é constituído pelos grandes veículos de comunicação o processo de banalização de uma realidade.
4. Pode-se afirmar que existe uma espécie de oligopólio das informações no mundo atual, já que as notícias concentram-se nas “mãos” de um número bastante limitado de agências. Comente os principais efeitos dessa concentração.
5. Nos últimos tempos, no Brasil, estamos assistindo a uma verdadeira avalanche de denúncias contra políticos representantes das mais diversas “ideologias”. Essa situação jamais ocorreria, por exemplo, durante o período ditatorial. Nesse sentido, responda:
a) do ponto de vista jurídico, onde são encontrados os fundamentos da chamada liberdade de imprensa?
b) por que se pode dizer que a base de uma verdadeira democracia está sedimentada em uma imprensa livre?
Análise de Redação Exemplar

Tema: Revolução dos costumes no século XX: o que sobrou para o novo século?

Destruição criadora

Velocidade e ousadia são as palavras-chave que traduzem o século XX. A tecnologia sempre revolucionou a vida da Humanidade, principalmente desde a Revolução Industrial, em torno de 1750. No entanto, nos últimos cem anos, os avanços da ciência assumiram tal propagação que se tornaram a solução para o entendimento de um tempo em que o homem chegou a caminhar na Lua, mas não foi capaz de resolver questões tão antigas quanto a convivência entre raças e religiões.
Descobertas espetaculares como a bomba atômica, a fertilização artificial, a televisão a cores, a internet, os transplantes e até achados minúsculos como a pílula anticoncepcional, todos são inventos de nossa modernidade. É notável que para isso tudo ocorrer houve a influência da mídia que, condicionando gostos, preferências e sensações, foi fundamental na criação desse ser planetário e tribal que passou a viver em uma aldeia global. Essa época, com certeza, reforçou a velha ordem moral, instituindo novas atitudes psicológicas e culturais.
O corpo alocou as maiores batalhas comportamentais, tais como a liberação da sexualidade e do prazer, o direito ao orgasmo, a relativização da virgindade e a emancipação da mulher. Sem dúvida alguma, a “Revolução do Comportamento” alcançou resultados porque atingiu a unidade constitutiva da sociedade – a família, que perdeu resistências de pudicícia e pudor. Permissivo e hedonista, esse século desenvolveu, em princípio, um culto aprimorado à plástica e às qualidades corporais, ora por cirurgias embelezadoras e exercícios, ora por intermédio de drogas que monitoram o metabolismo orgânico.
Convém ressaltar ainda que os costumes não se destacaram apenas pelos avanços: patologias e retrocessos como as drogas, a violência urbana, a depressão e a Aids constituíram uma espécie ameaçadora de contra-revolução. Mazelas herdadas do centenário anterior culminaram nesse atual – era das compulsões – traduzidas pela ganância do poder, a decadência dos valores dos relacionamentos e o egocentrismo exacerbado, todos cultivados pelo homem contemporâneo. Esse que, por característica inerente a si próprio, adotou a competição pelo melhor espaço como meta imprescindível.
Evidencia-se, assim, que a sociedade hodierna traz consigo o estigma das mudanças paradoxais, e tende a continuar “evoluindo” com os mesmos passos errantes. É fato que, no que tange aos conceitos, muito mudou em um século: estilo de vida, qualidades e, sobretudo, o modo de ser e estar. Porém, para o novo século, o ideal está no resgate maior de sentimentos que foram banidos em detrimento da outrora ousadia humana, como compreensão, carinho e respeito ao próximo. Dessa forma, poderemos dizer que houve uma nova revolução; não mais de costumes, mas humanitária.