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4 dicas para escrever um relatório no seu vestibular que deixariam Rita Skeeter, de Harry Potter, chocada

Quem nunca ouviu falar da Rita Skeeter? Sim, ela é aquela jornalista metida do Profeta Diário, que sempre aparece querendo algum furo de reportagem nos livros e filmes do Harry Potter. Rita tem duas características muito claras e irritantes: além de distorcer drasticamente qualquer notícia que apresente, acredita ser uma das melhores jornalistas do mundo bruxo. O que ela não sabe é que você, aluno do Descomplica, vai aprender a tomar notas muito melhores que as dela e escrever um relatório nota 10 no vestibular! Duvida? Ela também, mas eu não! 🙂

Como escrever um relatório melhor do que Rita Skeeter o faz

Não, não é insulto algum! O rei das anotações, agora, vai ser você! 😉

 

 1. Planeje seu relatório

O último vestibular da UNICAMP pediu que você, aluno, escrevesse um relatório sobre uma oficina que aconteceria em sua escola. O texto seria analisado por uma banca de corretores e, se você vencesse, poderia participar do concurso para financiar a realização da oficina no próximo ano.

Como você, vestibulando, não foi de fato à oficina, seria importante que tentasse planejar os principais acontecimentos (e os realmente relevantes) do evento. Quem estará lá? O que aconteceu? Como foram os discursos de abertura e fechamento do evento? Para isso, é importante anotar.

Os propósitos do relatório, identificados pela própria banca, incluíam apresentar o projeto (incluindo informações sobre público-alvo, objetivos e justificativa), relatar as atividades desenvolvidas e fazer comentários sobre os impactos das atividades na comunidade. Resumindo: ainda que você nunca tivesse planejado e redigido um relatório de atividades, um bom planejamento, com base nos pontos apresentados pela prova, ajudaria. Você acha mesmo que a Rita Skeeter planeja as entrevistas dela? 😛

Como escrever um relatório melhor do que Rita Skeeter o faz

Sim, Rita está desmaiada!

 

2. Atenção ao locutor e ao interlocutor!

A proposta de redação é clara: você precisa se colocar como o membro de um grupo de alunos responsável por elaborar o relatório. Entretanto, não é aconselhável, em nenhum relatório, que você torne o texto mais pessoal. A intenção da banca, aqui, não é pedir intervenção pessoal, mas te colocar no lugar certo da produção textual. É claro que, no título, por exemplo, que é obrigatório, você pode fazer qualquer referência como “Oficina realizada pelos alunos da escola A”, mas nada de colocar verbos de primeira pessoa e adjetivações no texto!

Apesar de o texto dizer que o relatório seria avaliado por uma comissão de professores, não é interessante que se faça referência a eles, tanto pelas características textuais (o relatório é necessariamente informativo) quanto pela ideia de que o texto será entregue diretamente aos leitores. Sendo um leitor bem mais universal, menos específico, basta não mencioná-lo. Dessa forma, verbos de segunda pessoa não são bem-vindos, ok?

Como escrever um relatório melhor do que Rita Skeeter o faz

Rita Skeeter está de olho nos seus errinhos! Mas não se assuste: você é maior!

 

3. O relatório

É comum ter dúvidas no gênero textual. A ideia de início, meio e fim se mantém, mas não há exatamente um formato próprio, oficial. Cada instituição costuma pedir um formato de texto. Nas instruções do tema da UNICAMP, por exemplo, ao pedir a apresentação do projeto, o relato das atividades e os comentários, a banca acaba indicando a estrutura do seu relatório. Não indicando, é bem provável que aceitem qualquer estrutura que siga um modelo de relatório (impessoal, informativo, objetivo). Vamos falar mais de linguagem?

 

4. Linguagem

Como já falamos algumas vezes, o relatório é um texto impessoal. Dessa forma, a linguagem precisa ser mais objetiva e até formal, já que estamos tratando de um texto técnico. Escolhendo uma linguagem mais técnica, a estrutura textual já fica bem mais clara e, não sendo indicada (como na prova da UNICAMP), seu texto continua tendo características de um relatório. Fácil, não? 🙂

Como escrever um relatório melhor do que Rita Skeeter o faz

@RitaBolada não gostou disso!

Nada melhor do que a análise de alguma prova antiga, né? Com ela, e com as expectativas da banca, é possível entender melhor a estratégia, a estrutura do texto e até o que pode e o que não pode ser usado. Dessa forma, você não vai precisar ficar inventando informações – como a Rita Skeeter – e vai fazer um relatório dez vezes melhor! Eu ouvi um 10? 😀

Como escrever um relatório melhor do que Rita Skeeter o faz

Bom texto e bom 10!