Redação Pronta!
Olá, pessoal!
Já falamos sobre 2 partes essenciais da dissertação: a introdução e o desenvolvimento. Como anda o treinamento de vocês?
Vocês já conferiram esse vídeo do Professor Rafael Cunha, sobre o desenvolvimento da redação, com foco no ENEM? Vale muito a pena dar uma olhada:
http://www.descomplica.com.br/redacao/resumo-para-o-enem-desenvolvimento-da-redacao?m=105
Por falar em ENEM… trouxe hoje uma redação pronta sobre o tema de 2003: “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”
Vamos lembrar sempre que:
“A dissertação argumentativa em vestibulares deve ter 2 ou 3 parágrafos de desenvolvimento. Mais do que isso compromete argumentação.”
“Use apenas uma ideia principal em cada parágrafo de desenvolvimento para evitar o empilhamento de ideias e a desorganização do texto.”
Confiram a redação:
Inércia (in)cômoda.
Na conjuntura brasileira contemporânea, a violência é quase tão discutida quanto o futebol. No entanto, enquanto o segundo é uma paixão, a primeira é um enorme problema nacional. Diariamente, os brasileiros são afetados, de diversas maneiras, por manifestações violentas e criminosas, presencialmente ou não. A sociedade está perdendo esse jogo, rendida e inerte diante de uma problemática de difícil solução. Não é impossível, porém, vencer essa batalha.
A desigualdade social, como é de conhecimento público, é um dos maiores problemas do país. Vive-se a plenitude de uma sociedade consumista, na qual o ter em detrimento do ser é valorizado e divulgado pela mídia de massa. Entretanto, dadas as diferenças socioeconômicas, nem todos podem ter acesso aos bens desejados. Dessa forma, muitos optam por caminhos alternativos para obtê-los, que são, frequêntemente, ligados ao crime e a violência, ferindo a dignidade do cidadão e gerando sentimentos de revolta, repulsa, e até vingança, em um circulo vicioso que envolve todas as classes. Esse problema poderia ser amenizado com a criação de empregos, e redução da desigualdade.
É importante, também, observar que se vive no Brasil uma cultura da impunidade, na qual existe a certeza de que, muito possivelmente, nada acontecerá a quem comete crimes tidos como menores ou menos hediondos. Assim, além das manifestações dignas de virarem notícias na televisão, existe a violência doméstica, velada e escondida. Impera a lei do mais forte contra o mais fraco, o que faz com que mulheres sejam espancadas, crianças exploradas, e aqueles que não estão diretamente envolvidos permanecem míopes, raciocinando de maneira individualista. Essa situação se perpetuará enquanto as vítimas não denunciarem seus agressores.
Percebe-se, também, certo comodismo por parte dos brasileiros das classes média e alta. Parte das elites detentoras de poder, essas pessoas se escondem em seus condomínios e prédios, onde pagam por segurança ininterrupta, mantendo a problemática da violência longe dos olhos e do coração. É como se ela não existisse, mas isso não faz com que ela desapareça. Esse processo de negação só contribui para a perpetuação do problema, pois a maior parte da população permanece pouco protegida, a mercê de tal situação. A mudança precisa partir daqueles que têm maior influência e voz na sociedade.
Dessa forma, é possível perceber que, assim como na Física, na qual a Inércia é a propriedade que mantém a matéria sem variação de velocidade, a sociedade brasileira está comodamente inerte em relação à problemática da violência, sem forças para sair da inalterabilidade e modificar a situação. É de suma importância um comprometimento de toda a população para vencer esse jogo, no qual as escolas e os meios de comunicação possuem papel fundamental na propagação de direitos e deveres. Somente com as mais diversas forças, vindas de várias camadas, contribuindo para o fim da inércia, esse perigoso adversário poderá ser derrotado, e a sociedade brasileira será vencedora.



Camila 


