Você chora toda vez que vai responder uma questão de vestibular sobre Variação Linguística? Esse resumo é para você
Para os guerreiros, dezembro também é mês de vestibular! Hoje falaremos sobre a variação linguística! Esse assunto, em especial, é um dos mais amados pelas provas de português e, mesmo assim, muita gente ainda acaba se enrolando… Vamos focar nos estudos, para depois focar na ceia de Natal? 😛


Quando começamos a estudar a gramática na escola, é normal criarmos uma certa ‘resistência’ para aprender sobre a norma culta. Isso acontece porque, desde pequenos, adquirimos e adaptamos nosso processo comunicativo para diferentes situações sem sequer percebermos isso. E TCHARANN, quando conhecemos a gramática, percebemos que essa implica várias regras sobre o que falamos e escrevemos, ditando o que é ‘certo’ e o que é ‘errado’. Aí o negócio fica complicado, né?


Pois, bem! O estudo da variação linguística nos explica essa análise, e melhor ainda: afirma que não há um ‘certo’ ou ‘errado’. Não entendeu?
Simplifiquemos com um exemplo: você está na rua e, de repente, ouve uma pessoa ao telefone cometendo vários desvios da gramática, como “vou andá de biclicleta dipois de malhar.” Neste momento, você *discretamente* solta um risinho, porque ouviu a pessoa falando “andá” ao invés de andar e “dipois” no lugar de depois.


Do ponto de vista normativo essa fala está errada porque não seguiu os conhecimentos da norma culta. Mas, do ponto de vista linguístico, a transmissão da mensagem é válida desde que seu interlocutor entenda o código estabelecido pela língua oral, constituindo o processo de comunicação. Por isso, dizemos que há variações na língua; porque ninguém fala do mesmo jeito!
Existem diferentes tipos de variações: as regionais são aquelas que caracterizam a fala de cada região; como percebemos em falantes do Sul e do Nordeste, há diferentes tonicidades das vogais. Além disso, temos também a questão semântica da palavra. Por exemplo, no Rio de Janeiro falamos “aipim”; já na região norte, chamamos de “macaxeira”. Língua é diversidade! =)


Existem também as variações sociais, o coloquialismo… mas, entre tantas diferenças, é importante que você saiba que o nível de escolaridade é um fator importantíssimo para que possamos adaptar a nossa fala a diferentes contextos situacionais da melhor forma possível. Afinal, tendo conhecimento da norma culta, fica mais fácil utilizá-la de forma mais abrangente em uma reunião de trabalho ou em uma situação mais formal. Já em um encontro familiar, ou com os amigos, nossa linguagem é mais leve, porque rege uma situação informal. É tudo questão de prática e adaptação!


Dúvidas esclarecidas, viu só? Deixe seu comentário e bons estudos! 😀



Camila 


