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5 instruções para não tropeçar na vírgula

Todos sabemos que a vírgula é o sinal de pontuação que indica uma pausa de certa duração, sem marcar o fim do enunciado, certo? Porém, vale lembrar que essa pausa não é longa como aquela dada quando não consegue falar depois da corridinha sem preparo físico, tá? Vamos ver agora alguns casos de emprego da vírgula para não tropeçar mais nela? Vamos!

 

1. Nunca chame a vírgula se ela não foi convidada, por favor!

Em português, a ordem normal dos termos na frase é a seguinte: sujeito – verbo – complementos do verbo – adjuntos adverbiais. Quando a oração se dispõe em ordem direta, não se separam por vírgulas seus termos imediatos. Assim, não se usa vírgula –nunca, em hipótese alguma nessa vida toda- entre o sujeito e o predicado, entre o verbo e o seu complemento ou adjunto, mesmo que na fala haja pausa entre esses tempos.

 

2. Quando você chamar alguém, chama a vírgula também

Lembram do vocativo? Aquele termo sintático que serve para nomear um interlocutor a que se dirige a palavra?! Então, sempre que ele existir numa oração, a vírgula existe junto dele para separá-lo. Isso quer dizer que sempre que for mandar uma mensagem, um e-mail, escrever um bilhete chamando, convocando alguém, use a vírgula depois do nome. Olha só esse exemplo:

“-Muito bom dia, senhora,

Que nessa janela está;

sabe dizer se é possível

algum trabalho encontrar?”

(João Cabral de Melo Neto).

 

 

3. Sempre deixe o aposto sozinho

O aposto, como você bem sabe, é um termo que amplia, explica, desenvolve ou resume o conteúdo de outro termo. Por ser um termo acessório, adicional, já que não pertence à ordem direta, sempre vai existir entre vírgulas. Observe o exemplo: Seu senso crítico, eterno indagador, levou-o a questionar aqueles dados.

 

 

4. As expressões de caráter explicativo ou corretivo sempre ficam isoladas também

As expressões como isto é, a saber, por exemplo, ou seja, ou melhor sempre serão isoladas na oração. Olha esse exemplo: A sua atitude, isto  é, o seu comportamento na aula merece elogios.

 

5. Sempre use a vírgula para separar as orações subordinadas adjetivas e subordinadas

Com um título autoexplicativo, só falta um exemplo: “O carteiro, cujo velho sonho era a formatura do filho, viu ali meios de consegui-la”. (Lima Barreto)