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Para o bom uso da coletânea de textos.

Olá, pessoal!

Vocês já devem ter ouvido um lugar-comum que diz que não se deve usar a coletânea de textos em provas de vestibulares. Essa crença, além de falsa, é totalmente incoerente! É só pensarmos um pouquinho: se a banca de um vestibular escolheu, cuidadosamente, durante um ano, textos ou fragmentos de textos para colocar em sua prova, será que ela fez isso para que ninguém faça uso dos mesmos? Por que eles estariam ali, então, senão para nortear uma abordagem para o candidato?

Por isso, digo agora, e podem confiar em mim: não só vocês podem, mas DEVEM fazer uso da coletânea de textos!  É com esse material fornecido que vocês deverão orientar a redação e, além disso, mostrarão que têm a capacidade de absorver informações que são apresentadas. Hoje em dia, diversos tipos de textos são incluídos na coletânea, como abordagens teóricas, letras de músicas, partes de crônicas, poemas, fragmentos de leis, e até mesmo textos não-verbais, como charges e fotografias, sendo, com frequência, um material consistente para o candidato.

Entretanto, devemos ter alguns cuidados. Muitos candidatos confudem uso com cópia literal. Entendam bem: vocês não devem copiar nada da coletânea, como trechos, fragmentos ou frases. O que deve ser feito é, após a leitura, selecionar aquelas ideias que vocês julguem mais interessantes, interpretá-las e, dessa forma, fortalecer seus argumentos. Vocês podem se inspirar na coletânea, somente! Por isso, não se esqueçam: evitem citações literais! As únicas exceções a isso são dados estatísticos e definições do dicionário. Também passem longe de comentários do tipo “Como consta na coletânea de textos…”, ou “Como disse Fulano de Tal no texto II da coletânea…”. Lembrem-se de que vocês, teoricamente, não sabem quem são os leitores de suas dissertações, e eles não são obrigados a ter conhecimento dos textos apresentados.

Portanto, esqueçam qualquer verdade absoluta que diz que o candidato não deve usar a coletânea de textos. Inspirem-se nela, façam bom uso, e mãos à obra!

No próximo post, voltarei com um exemplo disso que falei, para fecharmos esse módulo sobre coletâneas.

Até lá!