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O amor que mexe com a sua cabeça e te deixa assim pode cair de 4 formas na sua prova de literatura. Vai perder?

Ah, o amor! <3

Quem diria que você estaria estudando as diversas facetas que a temática amorosa pode proporcionar em sua prova literária para o Enem, hein?

Apesar do amor ser um tema universal e atemporal, o mesmo pode ser abordado de diversas formas. E, sim, você deve saber diferenciá-las. E, sim, também, todo mundo já agiu como um idiota quando está apaixonado(a).

1. O amor na temática Barroca

Para os íntimos, barrocão! Época em que a Contrarreforma estava no seu ápice e muitos fiéis passaram a desconfiar da doutrina católica. Mediante a esse período, o homem estava dividido entre os valores morais impostos pela Igreja e pelo amor carnal à mulher desejada, ao sensualismo, que consequentemente resultaria em pensamentos impróprios e sentimento de culpa cristã. Logo, basicamente, a temática amorosa dentro do barroco aborda a dualidade de pensamentos do homem, não somente ligadas ao conflito de fé e razão, nas também à oposição do mundo material e espiritual.

2- O amor na temática Árcade

Já no Arcadismo, o tema aparece de maneira mais simples e suave. Amar já não era mais visto como um pecado do homem. O arcadismo combatia as influências do barroco e resgatava elementos da cultura greco-latina. Ah, pode-se perceber também um convencionalismo amoroso. Ou seja, os poetas (grande maioria) não estavam preocupados em expressar seus reais sentimentos, mas em seguir o modelo da poesia clássica. Sim, em alguns poemas há sinais de idealização amorosa e neoplatonismo, mas nada que torne isto o grande destaque do movimento. Revisando: A natureza sempre vinha como plano de fundo, evasão imaginária dos problemas e sentimentos bucólicos.

Edward e Bella, na saga Crepúsculo. Vai negar que essa natureza não se transforma em bucolismo, junto ao lema em latim “Aurea mediocritas”?

3. O amor incorporado no Romantismo

TEM QUE SABER! Em um primeiro momento, tem-se o alto sentimento nacionalista, que não deixa de ser também, amor à pátria.
As manifestações de Junho de 2013, que ocorreram em todo Brasil, não deixaram de ser, um retorno desse sentimentalismo, não é mesmo? Defender a sua pátria, lutar pelos nossos direitos.
Mas o grande foco na 2ª Geração Romântica é a alta idealização amorosa, a ‘quebra de barreiras’ para amar, a linguagem subjetiva, ultrarromântica. Para vocês entenderem: é tanto amor, que mesmo que você diga “Chega!”, a pessoa vai te amar mais e mais.
Importante dizer que a amada nem desconfiava dos sentimentos do cara. E junto a essa geração, muitos jovens (que não tinham interesse algum na vida político-social) voltavam-se para si mesmos, numa atitude altamente pessimista. Ao mesmo tempo que o eu lírico amava, tinha medo do contato real com a amada – muitos eram tão intensos, que em suas poesias vemos a espera do eu lírico à morte, à tortura de nunca ter sido correspondido. #FossaTotal

4. O amor no contexto Realista

Aqui, aquele alto nível de sentimentalismo exacerbado visto no Romantismo é cortado pela raiz. O Realismo incorpora uma linguagem objetiva, e inverte os valores impostos de “mulher perfeita”. Há uma análise crítica sobre a relação conjugal. Sim, existem casamentos fracassados, mulheres infelizes e insatisfeitas, com defeitos e qualidades. O amor, muitas vezes no contexto realista, é visto com deboche. Em especial, apresenta uma nova versão da mulher que ainda não havia sido posta em foco no mundo literário: a mulher que trai, o casamento por interesse, o convívio dentro do lar e uma análise psicológica dos personagens da trama.

Impossível esquecer da Carminha e do Tufão, na novela Avenida Brasil

Gostou das dicas? Agora fica fácil diferenciar o contexto amoroso em cada história literária. E nesse clima de romance (ou não), desejo a vocês bons estudos e te aguardo para o próximo resumão! =)

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