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6 coisas sobre o Novo Acordo Ortográfico que você deve saber na hora de fazer uma redação

O Novo Acordo Ortográfico privilegia a língua escrita com o intuito de instituir uma ortografia oficial única da língua portuguesa e, com isso, aumentar seu prestígio internacional, pondo fim às divergências entre a norma ortográfica oficial brasileira e a de outros países de língua portuguesa. Esse acordo foi assinado em 2008, com data para entrada em 31 de dezembro de 2012, porém o prazo foi adiado para 1º de janeiro de 2016.

Esse novo acordo chegou pra confundir a cabeça de todos os alunos, mas vamos descomplicar algumas normas pra você

1. O que é que tá valendo?      

Como o Novo Acordo Ortográfico só entra em vigor em 2016, você ainda pode escrever de acordo com as regras antigas, só não vale misturar tudo. Se você começou a escrever pelo antigo acordo, não esqueça de acentuar a palavra “idéia”, por exemplo, pois ela será considerada como erro. O mesmo conselho serve caso você comece a escrever de acordo com o novo acordo.

Essas são escolhas difíceis. São mesmo! Escolha qual dos acordos você vai usar, não misture!

2. E o uso do trema?

Não existe mais trema em língua portuguesa, mas em palavras estrangeiras, nomes próprios e seus derivados, ela continua sendo empregada.

Nomes, como o de Thomas Müller, continuam com trema. Ok?

3. Outros acentos também mudaram seu uso?  

Quanto ao acento circunflexo, ele desaparece do primeiro ‘o’ em palavras terminadas em -oo e das formas verbais da terceira pessoa do plural terminadas em –eem. As palavras vôo e lêem se transformam, respectivamente, em voo e leem. Só para relembrar, hiato é uma repetição de vogais que pertencem a sílabas diferentes.

“Meu deus, o quê?”: É, é melhor se preparar.

4. FIque atento ao uso dos ditongos

Os ditongos abertos –éi e –ói deixam de ser acentuados em palavras paroxítonas. Ditongo é o encontro de duas vogais pronunciadas em uma só sílaba e palavras paroxítonas são aquelas que possuem acentuação na penúltima sílaba. Então, palavras como idéia e assembléia passam a ser grafadas como: ideia e assembleia.

É o fim de uma era.

5. Ok, mas e o acento agudo?  

Em palavras paroxítonas, o acento agudo no –i e no –u tônico quando precedido de ditongo fica abolido. Sendo assim, feiúra passa a ser grafada como feiura.

Sim!

6. Palavras iguais, significados diferentes

Os acentos diferenciais que servem para distinguir duas palavras iguais com significados diferentes (homógrafas) deixam de existir para distinguir palavras paroxítonas. Como nos casos: pára e para; péla e pela; pólo e polo, pélo e pelo; pêra, péra e pera. Mas, como toda boa regra, existe uma exceção: pôde (do verbo poder no passado), mantém o acento para se distinguir de pode, uso do verbo do presente; pôr (verbo), mantém o acento para se diferenciar da preposição por.

Exceção, sempre ela!

Por: Bruna Basile