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Língua Portuguesa e a Mídia

Olá, Galera!

Tudo bem?

Vocês já repararam que nesse fim de ano nossas TV´s ficam repletas de propagandas feitas por diferentes instituições. As mensagens, produzidas de distintas maneiras, se centram em veicular os famosos votos que costumamos desejar quando estamos na iminência de um novo ano.

Muitas vezes, essas propagandas, ao fazerem uso da linguagem verbal e da linguagem não-verbal, mostram o quão produtiva é a nossa Língua Portuguesa. Entretanto, embora estejamos rodeados dessa produtividade, não paramos para observar e analisar de que forma o Português foi utilizado para construir determinado anúncio, determinada mensagem e como e até  que ponto esses discursos nos influenciam.

Dessa forma, hoje trouxe  uma propaganda do jornal O Globo. Vocês já viram esta propaganda:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=9OWhx4dL1uE[/youtube]

Com algumas imagens de fundo como uma praia, a igreja da Penha, um poste  etc., aparecem frases associadas a essas imagens: que não deixem lixo em mim, que voltem a me visitar, que só fique aceso à noite, respectivamente. Que frases seriam estas, soltas e que começam com a palavra “que”?

Prestem atenção na construção da linguagem verbal dessa propaganda. Logo no início, aparece a frase Meu desejo é que é completada, em seguida, pela frase que não deixem lixo em mim e pelas demais já mencionadas. Observem que todas estas começam com a conjunção que, completando o período composto, pois há mais de um verbo. Olhem a frase:

Meu desejo é que não deixem lixo em mim

Meu desejo é é a oração principal cuja estrutura é Meu desejo – sujeito – e é – verbo de ligação; que não deixem lixo em mim é a oração subordinada, uma vez que complementa o sentido da oração principal exercendo uma função sintática de predicativo do sujeito, pois todas as orações em há o desejo expresso estão ligadas ao núcleo do sujeito desejo. As orações que aparecem em seguida na propaganda são, portanto, orações subordinadas substantivas predicativas do sujeito, visto que são dependentes da primeira oração da propaganda, Meu desejo é, e são introduzidas por uma conjunção integrante “que”.

Percebam como um assunto tão temido por muitos alunos é trabalhado na construção de uma propaganda. Diante de usos assim da Língua Portuguesa, refletimos que realmente estudar orações subordinadas a partir de listas com frases descontextualizadas não é o caminho mais adequado para aprender tal conteúdo, já que o ensino do Português pode ser trabalhado de forma muito mais interativa.

Revejam a propaganda. Agora com outros olhos!

Até mais.