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UFRJ: A Escravidão em Perspectiva

Olá aos amigos do Desconversa!

Semana do vestibular específica da UFRJ e como destaque dos últimos exames, o tema Escravidão será o nosso assunto abordado nessa semana. Um dos traços mais marcantes das questões é que elas não só exigem que o aluno tenha conhecimento da história da escravidão, como também da historiografia acerca deste conteúdo.

Durante muito tempo, graças à influente obra do ex-presidente e sociólogo F.H. Cardoso, onde retoma e acrescenta a tese da “coisificação do escravo”, baseado em relatos de viajantes estrangeiros do século XIX, o escravo era visto como uma “coisa” política, pois seria uma mercadoria, sujeito ao poder e domínio de outro, privado dos seus direitos.  Mas, também passaria a ser visto como uma “coisa social”, ou seja, incapaz de produzir valores e normas próprias que orientassem a sua conduta social.

Dentre os relatos utilizados por F.H.C, estava o de um viajante francês que alegou “serem os escravos indivíduos imersos em um universo de dor, promiscuidade sexual e “bestialidade”. Desprovidos de condições mínimas que levassem à constituição de famílias”.

(URFJ 2010) “Explique por que aumentam os percentuais de africanidade e de parentesco familiar a partir dos 14 anos de idade, o que questiona contundentemente alguns clássicos da historiografia brasileira acerca da família escrava de origem africana.”

A historiografia a ser questionada foi apresentada. Volto no próximo post para resolver a questão e apresentar algumas características sobre a formação da família escrava.

Até breve. Abraços!