Tiro, porrada e bomba: 5 movimentos da República Velha (e as lições de moral do tio He-man)!
A República Oligárquica foi marcada por uma série de revoltas e manifestações contrárias as políticas exercidas pelos seus governantes para acabar de vez com o autoritarismo, o mandonismo local e a situação de miséria que a população mais pobre vivia. Confira as que “bombaram” mais!
1. Revolta da Chibata
A revolta da chibata ocorreu dentro da Marinha brasileira organizada pelos marinheiros que condenavam os maus tratos impostos por seus superiores. Relatos do Diário Oficial na época afirmam que o castigo chegava até 25 chibatadas. O motim começou quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, gerando uma insatisfação no Encouraçado Minas Geraes. João Cândido, o “almirante negro” liderou essa revolta que acabou com a revogação do castigo por chibatadas.


Saindo de fininho enquanto a “porrada” come.
Moral da História: Foi uma revolta contra o autoritarismo dentro das Forças Armadas presente desde a República da Espada.
2. Revolta da Vacina
Na virada do século XIX para o século XX, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Pereira Passos e o Presidente da República, Rodrigues Alves, iniciaram um projeto de transformação do centro da cidade fluminense. A campanha ficou conhecida como “Bota abaixo!” devido a demolição de cortiços (habitações da camada mais pobre) para a abertura de ruas mais largas, praças e novas construções inspiradas na Bélle Epoque. Além disso, houve uma campanha liderada pelo sanitarista Oswaldo Cruz a favor da vacinação contra a varíola para melhorar o saneamento básico da cidade. Com uma propaganda ruim, a sociedade não aceitava bem a ideia da vacinação.


Revolta da Vacina nunca será Revolta da Escada (TEDESCO, Nazaré)
Moral da História: A Revolta da Vacina foi o resultado de um autoritarismo do governo na campanha de vacinação e também da insatisfação com a desapropriação dos cortiços para abertura de ruas e avenidas.
3. Canudos
O conflito na região de Canudos foi um confronto entre o Exército brasileiro contra uma liderança político-religiosa que se estabeleceu no sertão baiano. Antônio Conselheiro era considerado um messias para a população local por ter construído um pequeno vilarejo (Arraial de Canudos) onde as pessoas conseguissem viver em igualdade.


Vlw, galere! Fui!
Moral da História: Antônio Conselheiro ser considerado um messias atrapalhava os interesses da Igreja Católica e a sua liderança política incomodava o poder dos Coronéis, importantes para manter a estrutura da República Velha.
4. Contestado
Foi um confronto que iniciou em 1912 e durou 4 anos, em uma área habitada por sertanejos, entre as fronteiras do Paraná e Santa Catarina, chamada na época de “região contestada” entre esses dois estados. Uma população muito pobre, oprimida pela República oligárquica, que não possuía propriedades rurais para ter acesso a atividade agricultora. Além disso a população sertaneja local sofria com a opressão da elite rural que se estabelecia ali junto do interesse de duas empresas estrangeiras que se instalaram ali para a construção de uma via ferroviária que uniu o Rio Grande a São Paulo. A liderança da população sertaneja foi o “Monge” José Maria, que novamente incomodou os setores religiosos e políticos locais.


Moral da História: A população local se revoltou com a opressão dos coronéis que atendiam aos interesses comerciais das empreiteiras estrangeiras e da elite rural.
5. Cangaço
O movimento cangaceiro ocorreu no interior do Nordeste brasileiro, mais precisamente no sertão nordestino. Essa área era e é até hoje uma das regiões mais miseráveis do Brasil, com uma população extremamente pobre. Na República Oligárquica essa população era extremamente dependente dos Coronéis, esses que procuravam manter uma relação de clientela para fortalecer sua dominação no local. Nesse período surgiu a figura de herói/bandido: Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Ele roubava dos mais ricos e parte dava para a população carente, era o “banditismo social”.


Vem aqui sua linda, para eu te roubar um beijo!
Moral da História. Lampião era odiado pelos Coronéis por ser um afronte ao poder local. Esses bandidos foram comparados muitas vezes a figura de Robin Hood, o bandido que roubava para dar os pobres.



Camila 

