• Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Trocar contraste

Revisão Prova Específica UFRJ 2009 e Expectativas para Rural

Olá a todos!

Ao ver o vestibular da UFRJ 2009 pela primeira vez, achei uma prova bem elaborada, na medida certa de dificuldade para uma prova específica. Mas, conversando com os alunos, minha opinião se modificou um pouco. A sensação geral é que a prova estava muito mais difícil do que a média dos anos anteriores, e revendo tais provas, tive que concordar com as ponderações dos alunos. Mas vamos ao nosso papel aqui no Desconversa, trazendo uma breve análise da prova.

Na primeira questão, dois assuntos foram abordados: as Revoluções Inglesas e a Reforma Protestante. Cabe ressaltar que o assunto específico acerca da Reforma Protestante – as diferenças entre o Luteranismo e o Anabatismo – já foi abordado na prova específica da UFRJ, o que comprova a importância do candidato refazer provas antigas, já que muitas vezes os assuntos e mesmo perguntas se repetem. A segunda questão continuou no contexto do surgimento de novas religiões na Europa, e as conseqüências desse movimento, abordando a Guerra dos Trinta Anos. Uma questão difícil, trazendo um conteúdo muito pouco estudado pelos alunos. Entretanto, o candidato que se lembrasse de uma característica singular da região que hoje equivaleria à Alemanha – a ausência de um Estado Moderno Centralizado – poderia fazer a questão sem conhecer a Guerra dos Trinta Anos. Algumas vezes o vestibulando vai se deparar com assuntos aparentemente desconhecidos nas provas; mas é possível obter pontos preciosos mesmo nesse tipo de questão se o candidato tiver capacidade de articular de maneira correta àquele assunto a um contexto histórico mais amplo.

Nas questões três e quatro, a banca manteve a tradição de cobrar questões relativas à escravidão. Na três, através de uma análise gráfica – outra tradição da banca, na que provavelmente foi a questão mais fácil da prova. A quatro se configurou numa interessante questão, relativa às ambigüidades do Império do Brasil, que ao mesmo tempo busca transparecer uma imagem de país civilizado, ao lado das demais nações européias; e mantém a escravidão e o latifúndio como base econômico-social.

A questão cinco trouxe à cena a União Soviética em dois momentos: na sua criação e no seu declínio. A questão não trouxe nenhuma grande dificuldade, podendo ser respondida de forma bem objetiva pelos candidatos. Na questão seis, relativa ao panorama das relações internacionais do Brasil durante a Guerra Fria, mais uma vez uma resposta objetiva daria conta. A questão sete trazia um conteúdo pouco estudado pelos vestibulandos em uma região muito conhecida: os conflitos no Oriente Médio, mas não envolvia o caso das disputas entre árabes e palestinos, o caso freqüentemente cobrado nas provas.

No fim de semana, teremos a prova da Rural. O que esperar? Primeiro, uma prova bem mais fácil do que a da UFRJ. Questões mais objetivas, que não exigem raciocínios mais complicados, e de um nível inclusive mais fácil. Além disso, uma prova muito parecida com a dos anos anteriores. Se o leitor do Desconversa tiver curiosidade, baixe as últimas três provas da Rural e compare: questões muito parecidas, e conteúdos que se repetem. Espero que todos tenham uma boa prova!

Bernardo Padula