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Guerra dos Mascates: “A luta do engenho contra a loja”

Olá amigos do Desconversa!

A Guerra dos Mascates (1710 – 1711) foi um conflito entre os comerciantes do Recife, apelidados posteriormente de forma pejorativa de mascates, contra a aristocracia rural (açucarocracia) de Olinda. O evento teve início por conta de um decreto do rei de Portugal D. João V elevando Recife à categoria de vila, desmembrando-a de Olinda, até então a cidade mais importante da capitania de Pernambuco.

Recife ganhara muita importância desde o período holandês no Brasil, sendo alvo de grandes reformas realizadas por Maurício de Nassau. O declínio do comércio do açúcar na segunda metade do século XVII, embora ainda se mantivesse como principal produto colonial mesmo com a descoberta do ouro, contribuía para acentuar as diferenças entre as regiões. Crescia Recife, enquanto Olinda perdia o fausto do passado.

Os senhores de engenho de Olinda não ficaram satisfeitos ao saber que haviam perdido o status de cidade mais importante da capitania iniciando uma série de ataques a Recife. Em um deles, destruíram um pelourinho local e queimaram o decreto do rei.

Com a chegada do novo governador Félix José Machado o conflito se encerrou. A ordem régia foi mantida.  O governador prendeu os principais líderes do movimento de Olinda, que foram presos e julgados em Portugal. A  vitória dos comerciantes reafirmava o predomínio do capital mercantil (comércio) sobre a produção colonial.